PS: O PECADO MORA AO LADO
Li o programa do Partido Socialista às eleições europeias.
Principais propostas:
– Aposta no desenvolvimento sustentável
– Defender e promover o emprego
– Regular o sistema financeiro
– ‘Reorientar’ a Política Agrícola Comum e a política de pescas
– Revisão profunda do Pacto de Estabilidade e Crescimento
– Uma política de imigração eficaz e justa: criação de uma Carta Europeia para a Integração de Imigrantes
– Igualdade de género
– Assegurar os direitos sindicais antes da liberdade económica
– Criação de uma Carta Europeia para os Estágios. Para que os jovens europeus que procuram emprego vejam os seus direitos garantidos
Comentários:
– Quando comecei a ler este programa, pensei que se tratava de um partido da oposição em vez de um partido que é governo há mais de quatro anos. Reparem só no parágrafo inaugural: "Atravessamos tempos difíceis, que nos apresentam novos desafios. Uma crise financeira sem precedentes trouxe-nos uma grave recessão económica, desemprego e receio do futuro. Simultaneamente, continuamos a enfrentar ameaças à nossa segurança, como o terrorismo e a criminalidade." Fantástica, a capacidade de autocrítica do PS.
– Entre outros objectivos de alcance planetário, os socialistas propõem-se "lutar contra as alterações climáticas". Certíssimo. Mas para esse efeito deviam ter candidatado o meteorologista Anthímio de Azevedo como cabeça de lista em vez de Vital Moreira.
– Defende-se o ‘aprofundamento da democracia europeia’, mas nem uma palavra sobre a consulta aos portugueses no referendo que José Sócrates prometeu em vão no programa eleitoral de 2005 e reiterou sem consequência no discurso de investidura como primeiro-ministro. Uma omissão muito significativa.
– O programa insurge-se contra as "esquerdas anti-sistémicas" – será uma referência velada ao PCP e ao BE? Um exemplo da falta de clareza do ‘sistémico’ discurso rosa.
– Os socialistas disparam contra o ‘neoliberalismo’, aproximando-se neste particular das ‘esquerdas anti-sistémicas’. Os bons espíritos sempre se reencontram…
– "A Europa e o mundo têm de mudar de paradigma." Seja lá o que for que isto significa.
– O PS propõe-se "relançar a economia". Teme-se o pior.


Mais um vazio de ideias concretas, é para não destoar,lol.
Não me surpreendeu muito, Pedro.
E uma Blonde lê: blábláblá… Deve ser da dislexia!
Se for isso, também sou disléxico.
Já cá faltava a mudança de paradigma! Para mim, chega!!! Que comecem eles por mudar, pois no momento são os que eu conheço melhor. E não estou satisfeiro com isso.
Quando ouço falar em mudança de paradigma apetece-me sacar logo da pistola.
“Nem sempre o pecado mora ao lado; gasta-se um dinheirão em transportes.”
Pão com Manteiga
:)))
Às vezes, mais vale que o pecado more em nossa casa. Hehehe…
Indeed!
:))
Pedro, acredita que só depois de ler o comentário da Mdsol é que percebi a piada d’ “o pecado mora ao lado”?
Mas “then again” eu era sempre a última a perceber a piada das anedotas…
Esta está mesmo muito boa! Anda mesmo inspirado…
Oh minha querida Ana, comentário eu fosse. Mas sabe, foi para brincar com O Pedro Correia, que além de cinéfilo (já deu para eu perceber) há pouco tempo recordou aqui o programa de rádio Pão com Manteiga, onde se liam estas e outras piadas!
Um beijinho Ana.
O Pão com Manteiga era um programa excelente, com um humor sofisticado e óptimos textos. Que saudades!
Pena não serem eles a escrever estes programas partidários, Ana. Com esta empreitada fiquei mesmo a precisar de férias.
É perfeitamente compreensível.
:)))
E bem as mereces, depois disto.
Vais para a Europa, não? 🙂
Para a Europa? Se forem férias curtas, não me cheira que vá. Fica muito longe.
Ah ah ah
Diria mais Ana: Que saudades.
Lembra-se do Roque e da Amiga?
E o “Oh tio, oh tio?”
E as quadras da Briolanja?
:))
Tudo isso era um luxo, MdSol.
Faz falta esse estilo de humor, hoje em dia muito desaparecido.
Só agora vi o seu comentário aqui, Mdsol!
O Pedro, além de cinéfilo, anda inspirado…
Muitos beijinhos também daqui, Mdsol!
Aquele senhor de chapéu é o Sr. Engenheiro. E a piquena, quem é??
Deve ser a Fernanda Câncio, não?