MPT: CURTO E GROSSO
Li o programa do MPT-Partido da Terra às eleições europeias.
Principais propostas:
– Transparência
– Um tratado europeu, curto e legível, com um máximo de 25 páginas
– Transparência
Comentário:
O programa do MPT parece-me demasiado opaco.


Pedro:
Ou seja e em conclusão, pedem transparência e são opacos, portanto os extremos tocam-se.
Pelos vistos e para o MPT, os tratados, medem-se ás resmas ou páginas,penso que não é assim que a UE, consegue chegar aos objectivos traçados, mas eles lá sabem, com que linhas é que se cosem.
Por estes dias, de campanha eleitoral, já passados, de Europa e propostas concretas, vi muito pouco, reparei no entanto que o “vendedor de banha da cobra” ou “grande lider”, como lhe queira chamar anda muito nervoso, dispara para tudo o que mexe, dá-me a entender que lhe cheira a esturro…
Carlos, Digo que são opacos por terem um programa minimalista. Acabei por perceber quase nada do que propõem.
Há dias ouvi uma entrevista com o PQG numa rádio. Segundo o próprio, o MPT não reconhece a existência de direita ou esquerda… mas considera-se um partido ao centro! Há cosias realmente fantásticas…
Essa paga direitos de autor ao CDS de Freitas do Amaral, que se dizia ‘rigorosamente ao centro’.
Pedro Correia, nem imagina o que um amigo meu, em 1975, acrescentava a essa frase “rigorosamente ao centro” Eheheh
:))
Não consigo imaginar, Maria do Sol…
O MPT é o segundo caso de um partido vítima de uma OPA (Operação Pública de Aquisição) em Portugal – o primeiro caso foi o partido renovador do general Ramalho Eanes, que foi objeto de uma OPA pela extrema-direita.
A OPA foi feita pelo movimento anti-europeu de origem irlandesa Libertas, que queria concorrer às eleições no maior número de países europeus possível, para poder formar um grupo parlamentar no Parlamento Europeu (o que requer deputados de pelo menos 7 países). O MPT, que há longos anos estava moribundo e cujos militantes estavam cansados e frustrados, deixou-se OPAr sem grande contestação.
A OPA é uma forma rápida e barata de formar um partido (para poder concorrer a eleições) em Portugal, sem ter de recorrrer ao moroso e cansativo processo de recolher 5.000 assinaturas e esperar pela legalização pelo Tribunal Constitucional.
Opaco por propor um máximo de 25 páginas? Alguém sabe quantas páginas tem a Constituição americana?
Acho que não entendeu o que escrevi.
Se escreverem o tratado europeu em MSWord, é só ajustar o tipo e tamanho da letra para não ultrapassar as 25 páginas. O que é fundamental para o futuro da Europa.
Fundamentalíssimo.
Vamos a ver então se entendem. Um tratado com duzentas e muitas páginas que a maioria dos cidadãos não vai ler (sejamos realistas – nem os deputados o lêm ) não pode nunca ser transparente. O que tem de bom a Constituição Americana é, entre outras coisas, isso, o ser curta e grossa como diz o Pedro. Assim pelo menos os cidadãos deixam de ter desculpa para a desconhecerem. Um tratado com 25 páginas (a corpo 12, espaço e meio) seria um documento “transparente” na medida em que permitia aos cidadão saberem do que estavam a discutir. É que faço já aqui uma pergunta: alguém leu o projecto de Constituição Europeu que antecedeu o dito “Tratado de Lisboa”? Eu li partes e confesso que não gostei do que li – é uma trama de regras confusas em que fica mesmo bem pouco explícito quem decide o quê. E isso não é transparente.
É difícil de entender?
Ouro assunto: a dita OPA. Bem, não confundam o que se passou com o PRD (de que fui fundador) com o acordo MPT /Libertas. O Pedro Quartim Graça é fundador do MPT , o Paulo Trancoso Presidente da Comissão Nacional) também, eu sou militante desde 1999 e mais importante ainda: Gonçalo Ribeiro Telles continua Presidente Honorário do MPT -Partido da Terra, um partido ecologista e nada anti-europeísta . Estamos contra uma Europa em que o único órgão eleito não tem poderes e o órgão que realmente governa (a Comissão Europeia) não é eleita mas “negociada”. A nossa proposta de eleição directa da Comissão Europeia bem como do Presidente da CE é até bem mais “europeísta” do que o partidos ditos europeístas defendem … …mas como vivemos num país em que ninguém lê nada e toma as suas posições pelo que o “cacique” local ou nacional manda são naturais estas confusões.
Albano, a ver se nos entendemos: tenho a maior consideração pessoal por Pedro Quartin Graça e uma admiração sem limites por Gonçalo Ribeiro Teles. Nada tenho contra textos programáticos curtos. A Constituição norte-americana é, de facto, um bom exemplo – e o actual projecto de Tratado de Lisboa é um péssimo exemplo. Vinte e cinco páginas, concordo, deve ser o limite máximo para um texto deste género. A minha perplexidade deve-se ao facto de não ter encontrado praticamente nenhuma proposta do MPT para estas europeias no ‘site’ do partido. Opaco, portanto. Nada a ver com OPA.
isso era o quê? O resumo?
Dois comentários para saudar o Pedro Correia, a quem retribuo a elevada estima pessoal e para comentar a afirmação surpreendente do Luis Lavoura dizendo-lhe apenas que OPA’s só conheço as das empresas. Quanto ao MPT, hoje, como no passado, ninguém nos compra ou comprou. Fica-lhe mal dizer o que disse, ainda para mais sem qualquer tipo de provas. Quanto ao resto o meu colega Albano já disse o essencial.
É sempre gratificante ver políticos no activo, que se candidatam a cargos públicos, dialogar connosco nestas caixas de comentários. Foi o caso, uma vez mais, de Pedro Quartin Graça, o que basta para lhe deixar aqui uma palavra de apreço. A associação do MPT ao Libertas é tema que prefiro não comentar por agora. Mas nada tenho contra o Libertas, a força motriz do último referendo europeu na Irlanda. Tomáramos nós termos tido oportunidade de nos pronunciar sobre o Tratado de Lisboa, como os irlandeses fizeram.