Europeias (23)


Pedro Correia,

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UM PS AINDA “POUCOCHINHO”

 

Há cinco anos, sob o comando de António José Seguro, o PS venceu as eleições europeias defrontando uma coligação formada por dois partidos, o PSD e o CDS. Obteve 31,46% nas urnas – mais 3,75% do que a soma dos partidos rivais. Logo António Costa se chegou à frente, declarando-se desgostado com este resultado, que lhe pareceu «poucochinho». E de imediato iniciou o processo de defenestração do companheiro de partido, que teve capítulos indecorosos.

Agora, sob o seu comando, o PS atinge os 33,4% – ampliando, é certo, a diferença entre os partidos situados à sua direita, cuja soma se queda nos 28,1%, por evidente demérito das respectivas campanhas. Vale hoje exactamente um terço dos sufrágios expressos a nível nacional. Cresceu 1,9% em termos percentuais. E quanto progrediu em votos? Pouco menos de 73 mil: em 2014 obtivera 1.033.158, agora consegue 1.105.915. Progressão apenas conseguida graças ao facto de o número de recenseados ter disparado devido ao registo automático de emigrantes como eleitores: há cinco anos foram 9.702.657, desta vez subiram para 10.761.156. Em termos relativos, o PS ficou aquém de 2014.

É bom? Sem dúvida, na perspectiva dos socialistas. É «poucochinho» para quem aspira à maioria absoluta em Outubro? Tudo indica que sim – segundo a doutrina Costa. Só aplicada a outros. A ele, nem pensar.

0 comentários em “Europeias (23)”

  1. O Pedro Correia continua a olhar para o passado, em vez de olhar para o presente e o futuro.
    Como estas eleições mostraram, não vale a pena continuar a falar de Sócrates, muito menos de Seguro. A forma como António Costa chegou ao poder não interessa para nada, a não ser para demonstrar que ele é um político muito habilidoso.
    Ademais, o Pedro Correia já demonstrou apostar sempre nos cavalos errados, com o PS português tal como com o PSOE espanhol. Costa e Sánchez são os vencedores; dos perdedores não vale a pena falar, porque o futuro não será feito com eles.

    1. A forma como Ricardo Salgado fez fortuna e chegou ao poder não interessa para nada, a não ser para demonstrar que ele é um banqueiro muito habilidoso.
      Deixem o passado em paz

  2. È poucochinho para Parlamento Europeu.

    Faça estimativas a votos de legislativas com estas indicações:

    Pordata- números:
    Votantes em 2014- 6.419.047

    Votantes em 2017- 9.702.657

    Diferença- houve apenas mais 3.283.610
    com possibilidade de votar!

    Pois… Para Europa. Agora somem-lhe mais 3 mil e tantos a votarem nas legislativas, feitos portugueses à pressa, como bolsa de voto da geringonça, sem precisarem sequer de falar português.

    Retire-se o número de emigrantes portugueses que também podiam agora votar mais facilmente

    A grande diferença não é essa, nem explica toda a dita abstenção.

    Nem houve abstenção maior.

    1. Questiono-me como é que um país com dez milhões e picos de habitantes pode ter 10 milhões e 700 mil “eleitores”. Sabendo-se ainda por cima que os menores de 18 anos não são eleitores.

        1. O milagre da multiplicação dos eleitores, nesta fase, ainda não se traduziu no milagre da multiplicação dos votos. Terá sido graças ao Viagra rosa?
          Valha-nos a Santa Abstenção para garantir alguma idoneidade ao acto eleitoral.

  3. Faltam os números dos votantes portugueses emigrados.

    Com esses e com número de nacionalidade atribuída é que se tem estimativa para as legislativas.

    Vai aumentar, pois. Aposto!

    1. Houve mais um milhão de recenseados nesta eleição. Qualquer compatriota que se registe num consulado estrangeiro, torna-se hoje igualmente “eleitor” português. Mesmo que já esteja cá recenseado, como é fácil presumir. No limite, pode até “votar” duas vezes. Ou não votar nenhuma, agigantando assim as proporções da abstenção real. Bem menor do que a pobre aritmética mediática indica.

      1. Se houve um milhão de emigrantes, sobram mais de 2 milhões para os novos votantes…

        É como eu digo e admirem-se do poucochinho aumentar nas próximas.
        Ainda que fosse preferível (menos mau) irem todos para o PS, em vez de geringonça.

  4. Todos estão a precisar de um banho de realidade, incluindo o oráculo Lavoura.

    Os circos necessitam de mudar o esquema das “actuações”, mudando de “animais”……..

    Por enquanto só “O Grande Elias & Famiglia”, Circo La Rose ainda tem plateia !

    A.Vieira

  5. O Costa, nem precisa de ganhar por poucochinho. Basta ficar em segundo perdendo pelo suficiente para vencer. É um habilidoso. Portugal precisa de mais gente como esta.

    1. Não pense que Costa registou a patente. A Europa está cheia de primeiros-ministros que ficaram em segundo (ou até em terceiro) nas respectivas eleições.
      Isso já ocorreu em países tão diversos como Dinamarca, Bélgica, Letónia, Luxemburgo…
      Aliás é hoje já sabido que o pai da geringonça foi Jerónimo de Sousa, não António Costa.

      1. Estava convencido que a mãe tinha sido a pequerrucha, praticamente em directo num programa com o “poucachinho”. Por acaso até vi. Os olhos do “poucachinho” até pareciam duas estrelinhas ao ouvir as sugestões da atriz.

          1. Bom, mas apenas a igreja adventista da sétima internacional do frei Jerónimo era insuficiente para o funcionamento da coisa. Precisava do orfanato da quarta internacional. E o convite foi feito em directo no tal programa que me calhou ver.

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