12 comentários em “Eu também não”

  1. É da mais elementar justiça, referir e voltar a referir que houve um deputado chamado António José Seguro, que teve coragem, porque é preciso Muita coragem, para votar contra. Sozinho. Isso o Abupto não diz.

    1. É da mais elementar justiça, Ariel. Como já sublinhei aqui, num ‘post’ da semana passada, o deputado António José Seguro, sozinho, portou-se melhor do que os restantes 229. Agora não faltam outros a dizer que se fosse hoje também votariam contra. É o costume, à portuguesa.

    2. É por isso que continuo a acreditar mais em pessoas do que em organizações, sobretudo quando falamos em partidos políticos. António José Seguro provou ser uma pessoa de coragem e de carácter, e bem precisamos de gente assim.

  2. Absolutamente.
    É como a rotação e a translação.
    Tendemos a esquecer que o planeta PSD vive num sistema solar chamado partidocracia …
    (lá vão as reticências, tome 🙂

  3. O Pedro parece ter uma perspetiva, que a mim me parece errada, de que é desejável que seja o Estado a financiar, integralmente, a atividade política.

    Eu tenho a perspetiva oposta. Penso que é desejável que a atividade política, tal como toda a restante atividade social (clubes despotivos ou recreativos, associações para a defesa de diversas causas, etc), sejam financiados primariamente por contribuições privadas e/ou por serviços prestados e vendidos à sociedade.

    Eu acho positivo se um cidadão gostar de um partido e decidir ir ao multibanco e, por simples generosidade, transferir 1000 ou 10000 euros para a conta desse partido. Ora, isso é proibido até mesmo por esta lei, que só permite donativos individuais até 100 euros!!!

    O combate à corrupção não deve ser feito através da limitação das quantias que um cidadão pode doar a um partido, e sim através da limitação dos favores que o Estado pode fazer aos cidadãos.

    1. Nisto estamos em desacordo, Luís. Sou a favor do financiamento total ou tendencialmente total dos partidos pelo estado, com transparência inquestionável. Totalmente a favor dos limites para a contribuição dos privados (cem euros parece-me a quantia certa para esse efeito) e radicalmente contra o ‘dinheiro vivo’ a entrar nas sedes dos partidos, seja através do circuito da febra seja através do circuito da sardinha assada seja através do caviar enlatado.
      Lamentavelmente, a união nacional parlamentar votou de maneira diferente. Espero agora o veto de Belém.

  4. Pedro:

    Estou de acordo contigo, e fico a aguardar, o que fará o PR.
    Cheira-me a mais um veto, estou para ver, a reacção dos partidos parlamentares.
    E nós Portugueses ficamos mais uma vez impávidos e serenos?

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