É da mais elementar justiça, referir e voltar a referir que houve um deputado chamado António José Seguro, que teve coragem, porque é preciso Muita coragem, para votar contra. Sozinho. Isso o Abupto não diz.
É da mais elementar justiça, Ariel. Como já sublinhei aqui, num ‘post’ da semana passada, o deputado António José Seguro, sozinho, portou-se melhor do que os restantes 229. Agora não faltam outros a dizer que se fosse hoje também votariam contra. É o costume, à portuguesa.
É por isso que continuo a acreditar mais em pessoas do que em organizações, sobretudo quando falamos em partidos políticos. António José Seguro provou ser uma pessoa de coragem e de carácter, e bem precisamos de gente assim.
Absolutamente. É como a rotação e a translação. Tendemos a esquecer que o planeta PSD vive num sistema solar chamado partidocracia … (lá vão as reticências, tome 🙂
O Pedro parece ter uma perspetiva, que a mim me parece errada, de que é desejável que seja o Estado a financiar, integralmente, a atividade política.
Eu tenho a perspetiva oposta. Penso que é desejável que a atividade política, tal como toda a restante atividade social (clubes despotivos ou recreativos, associações para a defesa de diversas causas, etc), sejam financiados primariamente por contribuições privadas e/ou por serviços prestados e vendidos à sociedade.
Eu acho positivo se um cidadão gostar de um partido e decidir ir ao multibanco e, por simples generosidade, transferir 1000 ou 10000 euros para a conta desse partido. Ora, isso é proibido até mesmo por esta lei, que só permite donativos individuais até 100 euros!!!
O combate à corrupção não deve ser feito através da limitação das quantias que um cidadão pode doar a um partido, e sim através da limitação dos favores que o Estado pode fazer aos cidadãos.
Nisto estamos em desacordo, Luís. Sou a favor do financiamento total ou tendencialmente total dos partidos pelo estado, com transparência inquestionável. Totalmente a favor dos limites para a contribuição dos privados (cem euros parece-me a quantia certa para esse efeito) e radicalmente contra o ‘dinheiro vivo’ a entrar nas sedes dos partidos, seja através do circuito da febra seja através do circuito da sardinha assada seja através do caviar enlatado. Lamentavelmente, a união nacional parlamentar votou de maneira diferente. Espero agora o veto de Belém.
Estou de acordo contigo, e fico a aguardar, o que fará o PR. Cheira-me a mais um veto, estou para ver, a reacção dos partidos parlamentares. E nós Portugueses ficamos mais uma vez impávidos e serenos?
Nem eu.
É da mais elementar justiça, referir e voltar a referir que houve um deputado chamado António José Seguro, que teve coragem, porque é preciso Muita coragem, para votar contra. Sozinho. Isso o Abupto não diz.
É da mais elementar justiça, Ariel. Como já sublinhei aqui, num ‘post’ da semana passada, o deputado António José Seguro, sozinho, portou-se melhor do que os restantes 229. Agora não faltam outros a dizer que se fosse hoje também votariam contra. É o costume, à portuguesa.
É por isso que continuo a acreditar mais em pessoas do que em organizações, sobretudo quando falamos em partidos políticos. António José Seguro provou ser uma pessoa de coragem e de carácter, e bem precisamos de gente assim.
Também eu acredito muito mais em pessoas do que em organizações, Ana. E conhecendo os circuitos políticos por dentro, como conheço, ainda mais.
Absolutamente.
É como a rotação e a translação.
Tendemos a esquecer que o planeta PSD vive num sistema solar chamado partidocracia …
(lá vão as reticências, tome 🙂
Por uma vez não desgostei…
O Pedro parece ter uma perspetiva, que a mim me parece errada, de que é desejável que seja o Estado a financiar, integralmente, a atividade política.
Eu tenho a perspetiva oposta. Penso que é desejável que a atividade política, tal como toda a restante atividade social (clubes despotivos ou recreativos, associações para a defesa de diversas causas, etc), sejam financiados primariamente por contribuições privadas e/ou por serviços prestados e vendidos à sociedade.
Eu acho positivo se um cidadão gostar de um partido e decidir ir ao multibanco e, por simples generosidade, transferir 1000 ou 10000 euros para a conta desse partido. Ora, isso é proibido até mesmo por esta lei, que só permite donativos individuais até 100 euros!!!
O combate à corrupção não deve ser feito através da limitação das quantias que um cidadão pode doar a um partido, e sim através da limitação dos favores que o Estado pode fazer aos cidadãos.
Nisto estamos em desacordo, Luís. Sou a favor do financiamento total ou tendencialmente total dos partidos pelo estado, com transparência inquestionável. Totalmente a favor dos limites para a contribuição dos privados (cem euros parece-me a quantia certa para esse efeito) e radicalmente contra o ‘dinheiro vivo’ a entrar nas sedes dos partidos, seja através do circuito da febra seja através do circuito da sardinha assada seja através do caviar enlatado.
Lamentavelmente, a união nacional parlamentar votou de maneira diferente. Espero agora o veto de Belém.
Pedro:
Estou de acordo contigo, e fico a aguardar, o que fará o PR.
Cheira-me a mais um veto, estou para ver, a reacção dos partidos parlamentares.
E nós Portugueses ficamos mais uma vez impávidos e serenos?
Também espero o veto de Belém, Carlos. Se assim não for, Cavaco Silva desiludirá muitos portugueses que votaram nele. E também muitos que não votaram.
Uma enorme pouca vergonha.