Eu, a minoria absoluta


Paulo Sousa,

Já aqui há dias postei sobre as ameaças à liberdade de expressão.

Dentro da mesma temática, recomendo a leitura deste artigo de Patrícia Fernandes no jornal Observador, que enquadra toda a lógica das políticas identitárias. Este texto apresenta de uma forma sucinta o raciocínio que leva à restrição de direitos de quem que não pertença a uma das minorias com capacidade de ascender às tribunas.

No final do seu artigo, Patrícia Fernandes refere o caso Brett Weinstein, que ilustra bem o tipo de excessos que estamos a falar. Pelo atraso que estas modas demoram sempre a cá chegar, podemos já ir praticando contra-argumentos.

Como é fácil de concluir, se ascender às tribunas inclui em si mesmo um privilégio, esse privilégio tem um potencial de opressão perante as demais minorias. De que forma se podem hierarquizar minorias? Quando cada um de nós, individualmente, é o exemplo acabado da minoria absoluta…

Eu, talvez antiquado, continuo a achar que todos têm direito a continuar a dizer palermices, e por isso não abdico de dizer as minhas.

18 comentários em “Eu, a minoria absoluta”

  1. O pior é quando se elegem os super milionários, da direita, que fazem 50 milhões a vender património público, só nas comissões, pois 7000 milhões escapam pelas offshores (pergunte a Max Cardoso, que doou 280000 euros para o PSD, em 2019 e 170000 euros para o Chega, em 2021 e está detido por ter 16 passaportes, 6 cartões de cidadão e 30 cartas de condução, com a mesma foto e dados diferentes, além de 433 milhões de euros de fuga a impostos na Europa).
    E vemos Luís Montenegro a proteger o IL e o Chega (que o CDS trabalha dentro do PSD, por agora), ao mesmo tempo que promete 20000km de novas auto-estradas, redução de 99% nos impostos automóveis e no ISP, reduzir a dívida pública em 180000 milhões de euros e ninguém pergunta porque é que a contrapartida é o PIB crescer 60000% num só ano. O IL levou porque os ingleses fizeram o mesmo que eles exigiam, com a falha de terem dito que precisavam de 192000 milhões de libras emprestadas com as taxas abaixo de 2%, por cá damos “liberdade de expressão” a quem vende banha da cobra e que os “especialistas” garantem ser possível o país crescer 60000%, a cada ano, durante 4 anos, com perdas de 37000 milhões de euros de receitas fiscais.

    1. Caro Manuel da Rocha,
      O que aqui disse é o exemplo acabado de uma palermice.
      Descarrega aqui uns números e umas percentagens, que de tão exageradas, mais não podem ser do que aquilo que parecem e que se resume em mandar umas bocas.
      Além de que o tema é tão fora de tópico, que o faz merecer um dito da minha avó:
      – Onde vais tu Gertrudes?
      – Comi cebolas com carapaus.

  2. Falar sobre a liberdade de expressão e remeter para um artigo pago realmente é uma excelente ideia para soltar a língua.

      1. Para mim informação com valor não tem preço, por isso é que as palavras que soltei quando vi o artigo pago não me custaram nada. Aliás até foram umas que estavam presas na garganta desde o tempo do Passos.

        1. Já se tinha percebido há muito que o Carlos Sousa era um subsídio-dependente militante, acha que quase tudo lhe é devido.
          O curioso é que meios de comunicação social que recebam ou não “ajudas” do Estado são bons desde que sejam da cor dele.
          Quanto aos que recebem ou não recebem “ajudas” do Estado são maus desde que não sejam da cor dele.
          Uma pessoa íntegra, este senhor.

      2. Ora isso é que não é. Eu não pago 1 euro para ler qualquer – qualquer, repito- jornal da imprensa portuguesa e mesmo europeia. Todos, da esquerda à direita ou vice-versa, têm as suas agendas, aqueles a quem pintam de negro e aqueles a quem molham a notícia em calda de açúcar. Fora as omissões, tipo macaco que não viu, não ouviu e não falou.
        Fake news e pensamento único – ui! Fugir, fugir – são sempre as dos outros. Eles (qualquer um) são sempre a verdade.

        Estou velho para pagar propaganda. Há fontes fidedignas? Há, mas são poucas, e não são seguramente nem os jornais nem a Lusa. É fazer como os beija-flor, andar por aqui e por ali. Pagar é que não. Vai sendo tempo de os jornais nos serem distribuídos à borla em casa, como os folhetos dos supermercados – e de eu pôr um aviso a dizer que não quero junk mail na caixa.

    1. Realmente.
      A autora do artigo tem toda a liberdade para se exprimir. Nós é que temos que pagar para ler aquilo que ela exprime.
      Eu não pago.

      1. É como querer ler o jornal de borla. Vai ter de esperar por apanhar um esquecido na mesa do café.
        Fez-me lembrar aquele slogan divertido dos carroceis das festas.
        Os meninos não pagam, mas também não andam.

        1. O comentador Balio Lavoura entende que quem edita e escreve em jornais deve ser não remunerado.
          Espécie de trabalho escravo. Sem valor nem preço.
          Se todos fossem como ele não havia informação. Restava o Acção Socialista e o Diário da República.

          1. O leitor balio acha que quem escreve num jornal deve ser subsidiado para não morder a voz do dono.

  3. O que vale é que qualquer pessoa que leia os comentários do Manuel Rocha (ele anda por aí pela blogosfera) percebe logo do que é que a casa gasta.
    E só o volta a ler para confirmar que, com as suas percentagens extravagantes e as suas denúncias de factos que só ele conhece, é o melhor exemplo do “original” que se acha engraçadinho e não vai a parte nenhuma, a malta ri-se e passa à frente.
    Com amigos destes ninguém precisa de inimigos.

      1. Pois, pois, todos temos direito à palermice.
        Até os palermas conceitoados, com medo do caricato, dizem ‘sou eu que digo, palavra de honra que é verdade’.

  4. A destruição da sociedade começou há muito nas universidades. A intolerância, a coação, a violência estão bem expressas no video. O futuro será sombrio quando estas gerações tomaremo poder.

    1. Eu acho que isto são apenas dores de crescimento.
      O impulso de liberdade pode ser reprimido e travado pela força, mas acabará sempre por se manifestar, e vencer. Veja o que tem acontecido na China e no Irão. O Ocidente formou-se caminhando para a liberdade e não é por parar num apeadeiro que a viagem irá terminar.

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