Ética republicana.


Luís Menezes Leitão,

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Um exemplo típico da ética republicana é este parecer do parlamento, a dizer que os deputados podem declarar a morada que quiserem para efeitos de receber subsídio de deslocação, que ninguém se vai dar ao trabalho de os fiscalizar. Não me espantaria que a esmagadora maioria dos deputados passasse de repente, em consequência deste parecer, a residir na Ilha do Corvo. O que o país sabe hoje sobre os nossos políticos é apenas isto: que não há limites para a sua falta de vergonha.

21 comentários em “Ética republicana.”

  1. Marcelo entra em campo depois dos fogos, sem que lhe cheguem às narinas a intensidade da fumarada que o vai cercando.
    Ferro, Bruno da politica que no posto de presidente nunca sacode a manchada pele de adepto, que não é capaz de cheirar.

  2. Sem dúvida, um exemplo típico de ética republicana: confiar na idoneidade dos cidadãos e na idoneidade de quem os representa. Ou o princípio da boa-fé nos contratos.

    A falta de ética de alguns cidadãos não é traduzível na falta de ética de todos, portanto nada tem a ver com responsabilidades da República mas com responsabilizar os desrespeitadores dos tais princípio e ética.

        1. São os arregimentados que fazem o regime. As leis têm como propósito a legitimidade do poder arregimentado.

          1. O regime é também feito por nós: a República. Os arregimentados fazem aquela figura incorpórea e sinistra que dá pelo nome de “o sistema”…

  3. Considerando que o actual presidente desse parlamento disse o que disse em relação ao segredo de justiça, não se lhe conhecendo, ao que sei, uma palavra pública e formal de embaraço sobre tal, e aceitando paulatinamente os senhores deputados dessa república servir o povo sob a batuta de tão elevada figura, um tal parecer e a sua homologação são apenas naturais. Absolutamente naturais.

    A autoridade tributária e aduaneira assegurará, com diligência republicana, que não faltem os fundos para esses (e outros) subsídios.

    A bem da República

    Costa

  4. Finalmente o Estado Social. Quem não vai gostar disto é o nosso comentarista e amigo Luck, o pistoleiro. Os marxistas invadiram o planeta com este modo de produção.

      1. Os idiotas nunca acertam. Mas há gajos que vão mudando nics e também se fazem passar por anónimos julgando que fazem dos outros idiotas.

          1. Talvez a redacção do meu comentário o tenha induzido a responder. Mas não era esse o propósito.

    1. Eu até me oferecia para lhe pagar umas férias no Corvo. Garantiram-me não haver por lá quaisquer vestígios marxistas….excepto uma espécie de peixe que por lá desova

    2. Mas os marxistas estão a ir mais longe: os tipos agora querem controlar quem compra mais de 15.000 euro em batatas fritas e pipocas. E se alguém quiser branquear o que come, os advogados têm de fazer o papel de delatores. Eu sabia que os marxistas tinham de arranjar um esquema para evitar fugas ao imposto sobre os fritos, sal e doce e até mesmo para as transacções alimentares paralelas.
      Porra, já não bastavam as transacções paralelas para o tabaco, cujo contrabando aumentou depois que decidiram em nome da saúde sacar umas gorjas aos fumadores, que agora também se tem de inventar uns esquemas parcelares para adquirir pipocas e batatas fritas.

      Já decidi que a partir de agora quando comprar batatas fritas em valor igual a 15100 euro o comerciante vai ter de me fazer um desconto. E vou avisar a família que tudo quando diga respeito a compras alimentares cá para a coisa nostra cada um vai ter plafond para comprar até 14999 euro em pipocas.

      https://www.sapo.pt/noticias/economia/lojas-obrigadas-obrigadas-a-identificar-quem-_5b375c125a61d8de73acc8b0
      Valha-nos a pedagogia da ASAE. Que haja algumas autoridades que nos protejam.

      https://eco.pt/2017/11/09/presidente-do-supremo-critica-nova-lei-sobre-branqueamento-de-capitais/?utm_source=sapo

      Há uns dias falava com um conhecido, que tem como actividade o pedir, e este confidenciava-me ter sido preso no passado por ter batido uma carteira. Perguntei-lhe pormenores, e ele informou que tinha sido preso de noite.
      Tive de o avisar que agora os marxistas estavam a cortar nas horas extraordinárias. Mas também que ele não devia trabalhar mais de 35 horas semanais, mesmo sendo empresário em nome individual. Perguntou-me o porquê. Respondi-lhe que não era de muito bom tom que os estrangeiros da sua classe profissional soubessem que em Portugal, durante as horas de trabalho estipuladas, existia baixa produtividade.
      Mas também aconselhei-o, caso ele verificasse não ter mãos a medir para as encomendas, a criar turnos e a contratar pessoal. Pois desta forma contribuiria para o aumento do emprego e a melhoria de vida dos agregados familiares.

      Mas ele respondeu-me que não contrataria trabalhadores por causa dos subsídios de férias, de Natal e do 13º. mês. Insisti nos conselhos, e indiquei-lhe que poderia falar com os seus colegas de actividade a usarem o regime de outsourcing, criando uma empresa para este fim, para diminuir custos operacionais.
      Mas ele não foi em conversas. Respondeu que era preferível ser pedinte a ter que optar por tantos encargos que o arruinariam. O nosso amigo luck concordará que o marxismo retira a capacidade empreendedora.
      Onde já se viu um tipo ser preso por fazer horas extraordinárias!?

      1. E continua a paranóia com o marxismo. Eu espero mesmo que “Vento” e “lucklucky” sejam a mesma pessoa porque disseram-me que a ala psiquiátrica só tem uma vaga.

        1. Quer você dizer que foi por causa da reserva da vaga que o deixaram à solta. Se conseguir uma cunha garanto-lhe que fica na ala.

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