Que a Tua estrela nos encontre disponíveis
para a viagem
mesmo sem que percebamos tudo
Que o seu brilho nos torne pacientes
com as coisas não resolvidas do nosso coração
e nos ajude a amar as difíceis questões
que por vezes a noite, por vezes o dia
segredam pelo tempo fora
Que a Tua estrela nos faça reconhecer
que nunca é tarde
para que se tornem de novo ágeis e sonhadores
os nossos passos cansados
pois nós próprios nos tornamos em estrelas
quando arriscamos perpetuar
a Tua luz multiplicada
É com esta poesia do padre José Tolentino de Mendonça que vos desejo a todos um pacífico Natal.

Caríssima Senhora, agradeço-lhe os votos expressos e retribuo com o desejo de que o calor da amizade franca seja mais forte, em cada dia de 2013.
Querida Helena. Há três anos que mando aos amigos a mesma árvore que publico no blogue, uma que me enviaste e que serve de consolo e me faz pensar em ti, como um corrimão, com amor. Um Santo Natal, beijos
um pacífico Natal
Os pormenores são importantes.
Os católicos agora dizem “um santo natal”. A Helena diz “pacífico” em vez de “santo”.
É verdade Luis Lavoura. Eu sou católica e para mim o Natal é ressurreição.
Mas há outros que celebram a época e que o não são. Como não quero fazer fracturas e desejo que a época seja de paz para todos, optei por ela.
Não acha um gesto bonito, caro Luis?
Acho bonito, sim.
Ou mais precisamente, acho que os votos de “santo natal” são foleiros e ridículos. Ainda bem que a Helena os evita.
Belo e profundo poema, como é habitual no José Tolentino de Mendonça.
Um Natal cheio de paz para ti também, querida Helena.
Obrigada,
Um Santo Natal também para a Helena.
Costumo dizer que a minha maneira de orar é lendo poesia.
Belíssimo poema. Vale a pena ler os outros que Tolentino escreveu e que têm sido distribuídos em igrejas lisboetas a propósito do Advento, à razão de um por semana… reflectem na perfeição o que deve ser a quadra. Feliz Natal, Helena, e um 2013 cheio de saúde e esperança.
Mesmo não estando muito imbuída de espírito natalício, agradeço e retribuo os votos que, com poesia, têm um outro sabor.
Um beijinho.