Estranhas, as ilusões dos adultos


letraspequenas,

O liberalismo sempre assentou em dois pressupostos. Um, o de que as pessoas eram racionais. Dois, o de que as pessoas eram responsáveis.

Esta é uma, entre várias, das que a historiadora Fátima Bonifácio aponta, numa entrevista que merece atenção.

4 comentários em “Estranhas, as ilusões dos adultos”

  1. O medo racional foi a base da construção desta Europa. O que a vai salvar, se é que algo a poderá ainda salvar, será também o medo. O problema é que ninguém mostra um sinal sequer de receio sobre o futuro da UE.

  2. 1 Est@ Europa não tem outro destino que não a de se unir, mesmo que essa união venha após uma guerra. Aliás, há correntes que encaram a guerra como uma necessidade;

    2 – Não concordo com essa perspectiva de que serão as pessoas sem formação que mais pagarão por esta conjuntura. Serão eles que demonstrarão maior capacidade de renovação e resiliência. Não esquecer que esta crise é uma crise perpretada pelos “doutos”, e depois vieram os economistas, isto é, aqueles que são designados como os Cristovão Colombo da actualidade, ou seja: Não sabem para onde vão, nunca sabem aonde chegam e como chegam, e fazem tudo isto à conta do estado;

    3 – Uma sociedade diferente, para melhor, surgirá depois deste caos, porque a seguir a este caos caos maior sobrevirá, e limpos dos que nos conduziram ao caos uma nova era surgirá;

    4 – Estrutura empresarial portuguesa? Aonde? Se alguém viveu de subsídios de reinserção social foi precisamente essa classe, apoiada por políticos, e os que estão aí também não sabem o que fazem. São como meninos a ver se apanham andorinhas para alimentar uma baleia. E, para o fazer, alimentam o estigma da preguiça, do oportunismo e o de nada querer fazer para que com essas côdeas, que da boca dos outros vão tirando, se alimentarem a eles, pensando também que alimentam a baleia (entenda-se por baleias a banca, os mercados e os agiotas;

    5 – A revolução ocorrida com a tomada da bastilha é aquela que melhor figura o que aí vem;

    6 – O problema do neoliberalismo reside precisamente na escolha de discípulos que não pensam, não vêem e só sabem agir pela cartilha que lhes é imposta. São comandados e controlados por chips que os transformarão em zombies;

    7 – Quanto à Igreja, essa também não será mais a mesma.

    Não tenhamos medo da limpeza que aí vem, mas virá sobre todos: ricos, pobres e palhaços.

    1. Para além de tudo o que constata, Anónimo, (obrigada) esse comando da cartilha, num domínio-extermínio que parece agigantar-se, faz a gente estremecer. Ai tem-se cagaço, tem-se. Haja travão, massa crítica suficiente e que bem exerça, no lado precário.

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