É unânime que a invenção da roda foi um dos acontecimentos mais importantes para a evolução da humanidade, sobretudo quando mentes brilhantes se lembraram de aplicar o conceito na criação de meios para o transporte de cargas pesadas. Mas pouca importância é dada ao facto de que essa invenção acabou por arrastar com ela uma outra: a da estrada.
As estradas são um paradoxo: entidades estáticas, a sua função principal (quiçá única) é facilitar a movimentação – das pessoas e das “coisas”. Imóveis, levam-nos a quase todo o lado. Podemos percorrê-las a pé ou numa variedade de meios de transporte diferentes, mas impelem-nos sempre a avançar. Ninguém fica simplesmente parado no meio de uma estrada. Se queremos parar, saímos dela. Podemos ficar na berma, a olhar para quem passa, ou sentar-nos a descansar, ou fazer qualquer outra coisa, mas sempre à margem. Uma estrada pede progressão, não imobilidade.
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A estrada pavimentada mais antiga que sobreviveu parcialmente até aos nossos dias ligava um cais nas margens do Lago Moeris à pedreira de Widan el-Faras, de onde era extraída a pedra basáltica para as câmaras mortuárias das Pirâmides de Gizé. Com cerca de dois metros de largura e composta por lajes de arenito e rocha calcária à mistura com madeira petrificada, calcula-se que date de pelo menos 2500 a.C., mais século menos século. Mas sabe-se, por exemplo, que na Mesopotâmia já se pavimentavam ruas desde 4000 a.C.
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Gizé
No entanto, é aos Romanos que o nosso imaginário associa a construção em massa de estradas. A calçada romana tinha quatro estratos diferentes de materiais e era feita para durar e facilitar a expansão do império, reduzindo o tempo de deslocação das colunas militares e melhorando a comunicação entre as grandes cidades que se iam criando por todo o território ocupado. Desde cerca do ano 300 a.C. e até ao declínio do império, dizem os livros que foram construídos por todo o território cerca de 80 mil quilómetros de estradas pavimentadas. Muitas delas foram continuadamente usadas e reestruturadas até aos dias de hoje; de outras, há troços que subsistem na sua forma praticamente original. Indiferentes aos recuos e avanços civilizacionais ao longo dos séculos e aos desfasamentos técnicos entre as várias regiões e culturas do nosso mundo, as estradas persistiram e foram ganhando cada vez mais importância e presença no planeta Terra, e hoje já não saberíamos viver sem elas.
Ponte romana de Vila Formosa (Alentejo)
As estradas são como as pessoas (ou não fossem elas uma invenção nossa!). Umas adaptam-se a cada sobressalto no relevo do terreno: curva para a esquerda aqui, cotovelo para a direita ali, contornam milimetricamente precipícios, lançam-se às alturas das montanhas, esgueiram-se por desfiladeiros que mais parecem buracos de agulha. Outras são impetuosas e cortam a direito por onde passam, rasgam túneis, esventram colinas, abatem árvores, compactam dunas. Outras ainda comportam-se com moderação, ora limando uma ruga orográfica, ora fazendo a ponte sobre um vale apertado ou sobre um rio que não convém incomodar.
Para lá da sua utilidade facilitadora de movimentos militares e comerciais, as estradas tornaram-se também um “objecto de culto” para quem viaja em lazer. A literatura está cheia de obras épicas (ou nem tanto!) que contam histórias de viagens sobre rodas em estradas intermináveis e têm tanto de jornada de descoberta exterior como interior. O famosíssimo “Pela Estrada Fora”, de Jack Kerouac, trouxe para a ribalta a não menos famosa (e entretanto parcialmente alterada) Route 66 americana, que tinha sido criada em 1926. Os “Diários de Motocicleta” de Che Guevara descrevem uma viagem de 12 mil quilómetros da Argentina ao Peru. O “Na Patagónia”, independentemente da polémica gerada à volta do facto de Bruce Chatwin ter (segundo parece) inventado algumas das suas personagens, permanece uma belíssima narrativa de aventuras nos confins da geografia sul-americana, desde Rio Negro até Ushuaia. O mais recente “Clanlands”, dos outlanders Sam Heughan e Graham McTavish, passeia-nos pelas Terras Altas escocesas e pela sua cultura, entre histórias e diálogos cheios de humor. E o também relativamente recente “Na Planície das Serpentes”, desse “monstro” da escrita de viagens que se chama Paul Theroux, é um relato sem filtros sobre um México multifacetado, dilacerado entre a realidade dura da violência e a sua fantástica e antiquíssima cultura.
As minhas primeiras memórias de viagens são, precisamente, as de viajar de carro com os meus pais e a minha irmã. Naquela altura, mesmo em distâncias que hoje consideramos curtas, viajar em Portugal implicava sempre várias horas para chegar ao destino e uma preparação complicada, que envolvia farnel, almofadas para dormir no banco de trás, e sacos com material para todas as eventualidades – mesmo que fôssemos apenas às Caldas da Rainha para comprar fruta e visitar a família e regressássemos no mesmo dia. Desde então, perdi a conta às viagens que fiz por estrada, e viajar de carro permanece uma das minhas formas favoritas de conhecer mundo.
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Independentemente de nos levarem a lugares mais ou menos desejáveis, há estradas que por si só valem uma deslocação propositada para viver a experiência de as percorrer. Porque têm características únicas, porque são belas, porque nos transmitem uma sensação de encantamento, ou porque estão carregadas de História e de significado. Em Portugal, a mais famosa é certamente a N222, não só pelo seu célebre troço entre Peso da Régua e Pinhão – que lhe valeu o título de “World Best Driving Road” atribuído segundo o estudo de uma famosa empresa de aluguer de carros – mas por unir o país na quase totalidade da sua largura, entre Vila Nova de Gaia e Almendra, e acompanhar o Douro em partes do seu itinerário.
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A N222 em Foz Côa
Mas há várias outras estradas que me levam a querer voltar a elas uma e outra vez, e me deixam com saudades assim que as abandono. Na N304, percorrer as curvas e contracurvas do troço entre Mondim de Basto e a Campeã é ver no pára-brisas um filme sobre a grandiosidade do Parque Natural do Alvão. No Maciço da Gralheira, ziguezagueando no gume da montanha pela Estrada do Portal do Inferno, sinto-me uma funambulista em equilíbrio no arame. A M518 dá-me acesso à frescura da Fraga da Pena e depois à Mata da Margaraça, que é “só” uma das matas portuguesas mais antigas e notáveis, onde o ambiente é quase irreal. No Alentejo das estradas sem fim, na N246-1 perto de São Salvador da Aramenha há uma recta de um quilómetro em que freixos com 200 anos formam um túnel que parece dar acesso a uma outra dimensão.
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Portal do Inferno
Mata da Margaraça
N246-1 Alameda dos Freixos
Além-fronteiras, entre uma longa lista de estradas que ainda sonho percorrer, há algumas que guardo na memória em lugar especial. Na Costa Rica, um autocarro levou-me (durante quase duas horas para cobrir apenas 90 km) de La Pita a Libéria, sobre um pequeno fragmento desse colosso de muitos milhares de quilómetros que é a Estrada Pan-Americana. Na Roménia, naquele que foi provavelmente o dia de condução mais cansativo de toda a minha vida até agora, desafiei-me a percorrer a icónica Transfăgărășan, cujo ponto mais alto fica acima dos dois mil metros: 151 km através das montanhas, dos quais 90 são de curvas e contracurvas constantes. Um desafio, sim, mas também uma satisfação, porque esta é realmente uma das estradas mais espectaculares do mundo, a todos os níveis. Mais perto, em terras dos nossos vizinhos, a parte cantábrica da N-621 inclui o desfiladeiro de La Hermida, 21 km acompanhando o rio Deva entre paredes de rocha que parecem tocar o céu, e mais para sul cruza a imensidão azul da barragem de Riaño. Na Camarga francesa, entre Aigues-Mortes e Le-Grau-du-Roi a estrada é apenas uma fita de asfalto, completamente recta e plana, rodeada de pântanos e salinas a perder de vista. Quando estive na Croácia, aconselharam-me a esquecer a auto-estrada no trajecto de Split para Dubrovnik e optar pela número 8, que segue o recorte da costa adriática e é de uma beleza fora de série – e eu segui o conselho. Ao lado, no Montenegro, não me arrependi de ignorar o ferry e continuar pela estrada que contorna a Baía de Kotor: o que se perde em tempo, ganha-se em paisagem que enche a alma. E em Itália, a SR2 entre Torrenieri e Bagno Vignoni, na região do Val d’Orcia, superou em muito tudo o que já tinha visto das paisagens toscanas em fotografia ou filme.
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A Pan-Americana na Costa Rica
A Transfăgărășan na Roménia
A N-621 na Cantábria
Camarga, sul de França
A Baía de Kotor, no Montenegro
Val d’Orcia, na Toscana
Para quem gosta de viajar, as estradas são dádivas dos deuses. Mais do que uma viagem de comboio ou de barco, e certamente muito mais do que uma viagem de avião, viajar por estrada dá-nos toda uma outra liberdade de movimentos e de tempo, e um contacto muito mais próximo com os lugares por onde passamos, com os seus pormenores, as suas características particulares e as suas pessoas. Permitem-nos o acesso a um mundo feito de tantas gentes e culturas diferentes, tantas obras de arte naturais ou construídas, e tantas idiossincrasias, que vai muito para lá do que julgamos ser possível existir – este mundo cheio de maravilhas, e também de desgraças, que é o nosso.

a invenção acabou por arrastar com ela uma outra: a da estrada
Erro. Os maias, por exemplo, descobriram a roda e usaram-na como um brinquedo para crianças, mas nunca construíram estradas nem usaram veículos com rodas para transporte.
De facto, para construir estradas não basta que haja rodas, é também preciso que o terreno se preste a isso e que haja materiais. Construir e manter uma estrada não é trivial.
Se a roda não tivesse sido inventada, teríamos estradas?
Se a estrada não tivesse sido inventada, teríamos rodas?
É como digo, os maias não tinham rodas, a não ser em brinquedos.
Descobriram a roda? Onde é que ela estava?
como não estamos preparados para amortecer choques com a coluna vertebral
prefiro pedibus calcantibus
a melhor história sobre pontes romanas: os franceses da 1ª invasão depois de esfomeados na travessia da serra da Gata passaram a Ocresa a 5 km duma ponte de 5 arcos com água quase até ao pescoço
É uma boa história, sem dúvida :)))
Pessoalmente, também gosto imenso de andar a pé. Mas como não tenho todo o tempo do mundo e a vontade de viajar é mais forte, tenho de me socorrer de rodas e outros artefactos.
Muito bem, Ana. Texto a merecer entrada directa em futura antologia do DELITO DE OPINIÃO. Variada e sugestiva selecção de estradas, confirmando que não vale a pena perder tempo a tentar inventar a roda, já inventada há milhares de anos. O importante é ir “pela estrada fora”, como o Kerouac – que andou sobretudo à boleia, de carro e camião – em busca de novas paisagens, novos rostos, novos mundos.
Muito obrigada, Pedro 🙂 Sem dúvida, o importante é mesmo ir; e apesar do muito encanto que outros tipos de viagem possam ter, as estradas abrem-nos um sem-fim de possibilidades de conhecer mundo, sejam elas percorridas sobre rodas ou mesmo a pé.
Não tenho aqui à mão fotos minhas, mas esta foi uma das estradas mais extraordinárias que já percorri: a da Serra da Tramuntana, em Maiorca: a-de-tramuntana-maiorca/
https://www.almadeviajante.com/serr
Sobretudo no troço de Sa Calobra, cenário de filme – em que chega a haver uma curva de 360 graus a que chamam “nó da gravata”: a-sa-calobra
https://www.tudosobremaiorca.com/estrad
Tem toda a razão, essa estrada é uma daquelas que impõe respeito e, apesar de não ser muito longa, parece que nunca mais chegamos ao fim, tantas e tão apertadas são as curvas. E depois há que regressar pelo mesmo caminho, não há outra hipótese 🙂 Estas estradas “difíceis” são um verdadeiro hino à paciência, à resistência e à capacidade humana de fazer obra (bem ou mal, justificada ou não) mesmo nos lugares mais adversos à nossa sobrevivência.
Notar que a “calçada romana” era pouco usada. A maior parte das estradas Romanas eram diferentes : o84
https://www.youtube.com/watch?v=QMtw1I_r
É claro que gostos não se discutem mas, se a Ana CB gosta de percorrer estradas de automóvel e considera que essa é uma excelente forma de conhecer um sítio, eu sou de gostos totalmente opostos. Detesto percorrer estradas de automóvel, especialmente (mas não exclusivamente) se são estradas com muitas curvas. Só me sinto bem quando saio do automóvel e da estrada.
Como seria o mundo se todos gostássemos do mesmo? Eu tenho a sorte, no que toca a andar de um lado para o outro, de gostar de tudo. Posso ter as minhas preferências, mas desde que me leve… serve.
a percorrer a icónica Transfăgărășan, cujo ponto mais alto fica acima dos dois mil metros
Isso não é nada. Há agora uma autoestrada – não é uma simples estrada – passando da China para o Paquistão cujo ponto mais alto fica a 5000 metros.
Lindo, lindo, lindo, Ana. Comparando com as suas viagens, as minhas estradas são uns pequenos caminhos, mas que falta me faz caminhar!
Muito obrigada, Maria Dulce

Pequenos ou grandes, o que interessa é que sejam caminhos que nos façam bem ao corpo e ao espírito. E nos deixem com vontade de continuar a conjugar o verbo “ir”
Eu quero muito ir, Ana. Quero tanto. Desde 2019 que comprei uma viagem. Nunca tinha comprado “pacotes”, não gosto da falta de liberdade. Seria Dubrovnik, Mostar, Montenegro e regresso por Istambul.
A Covid queimou 2020 e 2021. Consegui a devolução dos voos, mas os hotéis só remarcam , não devolvem nem em Voucher. Fazemos 42 anos de casados em Novembro. Empurrei para aí. Acertei voos, transferes passeios, fiz tudo isso em Janeiro com vislumbres prometedores de Covid, pois estive em Novembro último em Marrakech , Rabat e Casablanca e correu espectacularmente… agora não sei. É mais um desânimo, Cristina.
Isto da pandemia tem sido um bocadinho complicado de gerir, mas eu tenho tido sorte e não parei de viajar. Claro que tive de alterar alguns planos, e tenho uma viagem adiada desde 2020 que estou a fazer figas para conseguir fazer este ano. Sou optimista 🙂
Essa viagem em Novembro parece-me uma maneira excelente de festejar um aniversário de casamento. São tudo sítios fantásticos, e só ainda não conheço Mostar. Vamos fazer figas para que se concretize!
(Cá das minhas, Maria Dulce!…também por aqui celebramos o nosso aniversário de casamento. Uma escapadinha, por norma, “ir para fora cá dentro”…e, quando não é possível – tirar alguns dias em Setembro, por questões de logística, nem sempre é fácil – optamos por outros programas, como jantar fora e depois ir para uma sala de cinema ruminar pipocas, assim uma coisa simples!)
(este ano fazemos vinte e nove anos de casados, quase a apanhá-la, MDF!!! :))
Quando não dá para ser Conde de Andeiro, Condestável é também um programa muito atractivo. Ir para fora cá dentro ou maluquices tipo um dia de spa e almoço with a view. Sempre, enquanto formos dois, Té.
Muito bom, Ana CB.
Concordo plenamente;
“viajar por estrada dá-nos toda uma outra liberdade de movimentos e de tempo, e um contacto muito mais próximo com os lugares por onde passamos, com os seus pormenores, as suas características particulares e as suas pessoas. Permitem-nos o acesso a um mundo feito de tantas gentes e culturas diferentes, tantas obras de arte naturais ou construídas, e tantas idiossincrasias, que vai muito para lá do que julgamos ser possível existir”
E que saudades! depois de dois anos de pandemia e que ainda não acabou.
Obrigada, Té! Por mim falo, mas quando estou muito tempo sem sair dos “meus sítios” (e agora já lá vão uns meses) começo a ressacar :))))))
“Na Costa Rica, um autocarro levou-me (durante quase duas horas para cobrir apenas 90 km) de La Pita a Libéria”
Rede Expressos? É esse ritmo de duas horas para 90 km parece quase os autocarros da RE de Sete Rios para Odemira…
Excelente texto! Pessoalmente sou mais de comboios, e lá em casa nunca fomos de grandes passeios, mas guardo excelentes memórias de algumas viagens. Uma em particular: um passeio que fiz com os meus pais, em miúdo (primeira metade dos anos 90, portanto), pela Costa Vicentina, com tempo e vagar, visitando as várias praias e localidades. Um passeio curto mas maravilhoso.
Obrigada! 🙂
A nossa costa alentejana e vicentina é de facto um passeio memorável. Somos sortudos por termos um país pequeno mas muito diverso e cheio de aspectos interessantes.
Também gosto bastante de viajar de comboio. Tem, no entanto, e por comparação com uma viagem de carro, a desvantagem dos horários e de uma muito maior limitação em termos de locais que nos permite visitar. Sendo por vezes mais cansativa, uma viagem de carro dá-nos sempre uma outra liberdade.
Quanto à Pan-Americana, apesar do seu nome pomposo, é na realidade um grupo de estradas que permitem ir sempre de carro desde o Alasca até Ushuaia, com excepção de um pequeno troço algures na ligação da Colômbia ao Panamá. Como tal, vai variando consoante o país que atravessa, e no caso da Costa Rica é maioritariamente uma simples estrada de duas faixas semelhante às nossas estradas secundárias. Note-se que, por comparação com a maioria das estradas na Costa Rica, é um luxo – porque é alcatroada. Se a minha memória não me falha (já lá estive há uns quantos anos) houve algumas paragens pelo caminho, e uma ou outra mais longas, portanto o andamento do autocarro até nem foi muito mau :)))
Magníficas fotografias! Essas estradas que mostrou são de facto de cortar as respiração.
Eu não sou pessoa de desfrutar de viagens de automóvel. Tal como não desfruto das viagens de avião. É-me muitíssimo penoso passar um dia inteiro num automóvel, e mais ainda se não for eu a conduzir. Para mim, o comboio é a única forma aprazível de viajar para cobrir grandes distâncias. Mas, para apreciar a sério uma região, não há nada melhor que percorrer os seus trilhos a pé. 😉
Bem, convenhamos que de carro a paisagem é bem mais interessante (em princípio…!) do que de avião 😉 E concordo que o comboio é uma excelente opção para grandes distâncias, só que tem o senão de não chegar a todo o lado. Há países onde nem existe… E permanece o problema das ilhas – pelo menos para algumas é possível pôr o carro num ferry, ao passo que o comboio chega a muito poucas. As estradas também têm a vantagem de serem mais “democráticas”, porque na maior parte não são pagas – e podem ser percorridas a pé, se não houver outro meio de transporte.
Também gosto muto de trilhos, e tenho percorrido alguns, mas sempre de um dia, no máximo. Para grandes distâncias requerem uma logística para a qual já não estou muito vocacionada 😉