Que Assunção Cristas teria óbvios motivos para sorrir nesta noite eleitoral.
Que Passos Coelho fez muito mal ao optar por medir forças à direita em Lisboa, em vez de apoiar a líder do CDS, que chegou muito antes ao terreno.
Que a derrota esmagadora do PSD na capital se tornou inevitável no próprio momento do anúncio da candidatura de Teresa Leal Coelho.

O sorriso de Cristas mistura-se com um esgar: os resultados do CDS a nível nacional confirmam que o partido continua a trilhar penosamente o caminho para a irrelevância.
Não vi esgar nenhum. Nem vi irrelevância nenhuma: o CDS aumentou em número de câmaras e de mandatos.
Pelos resultados que vejo no MAI, tem mais uma câmara mas não terá tantos mandatos como em 2013.
Tinha cinco câmaras, passou para seis. Conseguiu o melhor resultado na capital desde 1976 e contribuiu para a vitória de Rui Moreira no Porto. Só em Lisboa, triplicou os mandatos. E ficou em segundo lugar em todas as freguesias.
A nível nacional tem menos votos.
Continua a insistir numa realidade paralela ou já percebeu o que se passou?
Mais um pouco e estaria aqui a ser convidado a ajoelhar perante Abecasis redivivo.
A vitória na taça foi linda mas não tira que a equipa pertença actualmente ao campeonato dos pequeninos, a lutar semanalmente por se manter à tona d’água.