

D. Fernando I (1367-1383)
Autora: Irene Vilar
Ano da inauguração: 2008
Localização: junto à igreja do Mosteiro de Leça do Balio, Matosinhos (D. Fernando tem à sua esquerda a Rainha D. Leonor Teles)


D. Fernando I (1367-1383)
Autora: Irene Vilar
Ano da inauguração: 2008
Localização: junto à igreja do Mosteiro de Leça do Balio, Matosinhos (D. Fernando tem à sua esquerda a Rainha D. Leonor Teles)
Claro que não morro de amores por este casal… mas gosto do trabalho escultórico.
Não conhecia.
🌨
Maria
Irene Vilar faleceu no ano em que esta estátua foi inaugurada: scultora-irene-vilar
https://www.fatima.pt/pt/news/faleceu-e
(Agradeço a atenção da leitora Cristina…
)
Interessante é ver tecer loas a Pedro e Inês maltratando o velho Afonso IV, e depois cascar no Fernando e Leonor por viverem uma história de amor semelhante, cujo casamento punha em perigo a nação, como em perigo ficava com o casamento de Pedro e Inês. É tudo uma questão de perspetiva.
Concordo!
Mais vale cair em graça…
Maria
Já nessa altura era assim.
Não percebo como é que se faz uma estátua a esse rei de quem Camões dizia: “Um fraco rei faz fraca a forte gente”.
E à consorte, como se não bastasse…
ainda por cima estátuas tão bonitas… mal empregado talento.
Bonitas, sim.
Camões podia falar mal de Fernando e Leonor: não eram antepassados de quem lhe pagava a pensão. Quanto a D. Sebastião, um rei mimado e pateta que conduziu o país à desgraça, teceu loas. Todos precisamos de comer!
Sejamos justos. Quando Camões “teceu loas” a D. Sebastião («E vós ó bem nascida segurança / da lusitana antiga liberdade»), esse monarca não tinha ainda conduzido a nação à desgraça.
Quanto à tença real, não terá sido avultada. Caso contrário o genial poeta não teria morrido quase na miséria, como morreu.
Excelente conjunto escultórico. A mim parece-me que são duas personagens que precisam de um releitura mais desapaixonada. Camões não será um bom árbitro.
Um debate que talvez valha a pena fazer.
O motivo da estátua é simplesmente materializar em bronze o episódio mais conhecido da história do Mosteiro de Leça do Balio que foi exactamente este casamento realizado em 1372 neste local. É por isso que ele é representado com a D. Leonor Teles. A intenção não foi homenagear o rei mas fixar esse episófio histórico.
Foi ali, exactamente, que ocorreu o matrimónio. Que parece ter sido feliz, embora não haja certezas absolutas na matéria.
O conjunto escultório é belo, sem dúvida.
Foi ali, exatamente, que ocorreu também o matrimónio dos meus pais, e da generalidade dos outros membros da minha família materna.
Cadê as estátuas, Lavoura?

Maria
Só lhes farão estátuas passados muitos séculos.
Não é “Leça do Bailio”, é “Leça do Balio”!
(O “balio” era o monge chefe de um convento dos Hospitalários, segundo algures fui informado. Existe um romance do século 19 intitulado “O balio de Leça”.)
Leça do Balio era a terra do falecido D. Manuel Silva Martins. E era a terra da minha mãe, que nasceu ali mesmo ao pé do mosteiro.)
Muito bem. Fica designado revisor-mor do DELITO.