Estátuas dos nossos reis (84)


Pedro Correia,

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D. Fernando I (1367-1383)

 

Autora: Irene Vilar

Ano da inauguração: 2008

Localização: junto à igreja do Mosteiro de Leça do Balio, Matosinhos (D. Fernando tem à sua esquerda a Rainha D. Leonor Teles)

21 comentários em “Estátuas dos nossos reis (84)”

  1. Claro que não morro de amores por este casal… mas gosto do trabalho escultórico.
    Não conhecia.
    🌨
    Maria

    1. Interessante é ver tecer loas a Pedro e Inês maltratando o velho Afonso IV, e depois cascar no Fernando e Leonor por viverem uma história de amor semelhante, cujo casamento punha em perigo a nação, como em perigo ficava com o casamento de Pedro e Inês. É tudo uma questão de perspetiva.

    1. Camões podia falar mal de Fernando e Leonor: não eram antepassados de quem lhe pagava a pensão. Quanto a D. Sebastião, um rei mimado e pateta que conduziu o país à desgraça, teceu loas. Todos precisamos de comer!

      1. Sejamos justos. Quando Camões “teceu loas” a D. Sebastião («E vós ó bem nascida segurança / da lusitana antiga liberdade»), esse monarca não tinha ainda conduzido a nação à desgraça.
        Quanto à tença real, não terá sido avultada. Caso contrário o genial poeta não teria morrido quase na miséria, como morreu.

  2. Excelente conjunto escultórico. A mim parece-me que são duas personagens que precisam de um releitura mais desapaixonada. Camões não será um bom árbitro.

  3. O motivo da estátua é simplesmente materializar em bronze o episódio mais conhecido da história do Mosteiro de Leça do Balio que foi exactamente este casamento realizado em 1372 neste local. É por isso que ele é representado com a D. Leonor Teles. A intenção não foi homenagear o rei mas fixar esse episófio histórico.

      1. Foi ali, exatamente, que ocorreu também o matrimónio dos meus pais, e da generalidade dos outros membros da minha família materna.

  4. Não é “Leça do Bailio”, é “Leça do Balio”!
    (O “balio” era o monge chefe de um convento dos Hospitalários, segundo algures fui informado. Existe um romance do século 19 intitulado “O balio de Leça”.)
    Leça do Balio era a terra do falecido D. Manuel Silva Martins. E era a terra da minha mãe, que nasceu ali mesmo ao pé do mosteiro.)

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