Um D. Dinis alentejano. “Trangalhadanças”, se me permite a usurpação do termo, é a Câmara de Ourique: durante uma semana contactei-a para saber o nome do escultor. Ninguém por lá me soube dar esta informação. Assim vai a administração pública portuguesa no seu contacto com os cidadãos.
Inscrição na estátua: — Ao Rei D. Dinis / Que em 8 de Janeiro de 1290 / Na cidade de Beja / Deu uma vila de Ourique / Elevando-se / A cabeça de Comarca/ E criando as feiras de Ourique e Garvão/ CM de Ourique 25 Julho 1979. —- É incompreensível como a CM de Ourique ,não fazer referencia ao autor da obra :
No final desta série tenciono abordar estas questões da ignorância das câmaras municipais em relação ao património recente edificado nas suas sedes de concelho. Por vezes até na própria praça do Município.
Caros Srs Sobre a Inscrição na estátua: — Ao Rei D. Dinis / Que em 8 de Janeiro de 1290 / Na cidade de Beja / Deu uma vila de Ourique / Elevando-se / A cabeça de Comarca/ E criando as feiras de Ourique e Garvão/ CM de Ourique 25 Julho 1979. Sobre a atribuição da fFeira de Ourique, a historiadora Virgínia Rau, na sua obra “Subsídio para o estudo das Feiras Medievais Portuguesas” elucida-nos sobre a carta régia que institui esta feira por D. Dinis em 14 de Junho de 1288, o que antecedeu em dois anos a atribuição da própria carta de Foral, em 8 de Janeiro de 1290, pelo mesmo rei na cidade de Beja. Contudo nada consta, nesta obra de Virgínia Rau, sobre o édito régio que institui a Feira de Garvão, nem se tem encontrada, pelo menos até agora, qualquer documento que nos elucide sobre a antiguidade da feira de Garvão.
Muito lhe agradeço os esclarecimentos que aqui nos traz a propósito desta estátua de um dos nossos maiores reis, que não pode ficar esquecido. Felicito-o pela divulgação que faz de Ourique em geral e Garvão em particular.
Humm… há qualquer coisa na postura desta estátua de D. Dinis que não me agrada
Maria
Por lhe faltar a D. Isabel?
Não, claro que não.
Acho-o assim um bocado trangalhadanças, como diria o Miguel Torga
Maria
Um D. Dinis alentejano.
“Trangalhadanças”, se me permite a usurpação do termo, é a Câmara de Ourique: durante uma semana contactei-a para saber o nome do escultor. Ninguém por lá me soube dar esta informação. Assim vai a administração pública portuguesa no seu contacto com os cidadãos.
Plenamente de acordo, Maria!
Era ao regaço da Rainha Santa que El-Rei mirava desconfiado, não aos céus… o olhar blando do poeta, ai Deus e u e? Não neste bronze…
D. Dinis ostentando o Foral de Ourique
Inscrição na estátua: — Ao Rei D. Dinis / Que em 8 de Janeiro de 1290 / Na cidade de Beja / Deu uma vila de Ourique / Elevando-se / A cabeça de Comarca/ E criando as feiras de Ourique e Garvão/ CM de Ourique 25 Julho 1979.
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É incompreensível como a CM de Ourique ,não fazer referencia ao autor da obra :
Amendes
Incompreensível, sim.
No final desta série tenciono abordar estas questões da ignorância das câmaras municipais em relação ao património recente edificado nas suas sedes de concelho.
Por vezes até na própria praça do Município.
Felizmente têm sido excepções e não a regra.
Caros Srs
Sobre a Inscrição na estátua:
— Ao Rei D. Dinis / Que em 8 de Janeiro de 1290 / Na cidade de Beja / Deu uma vila de Ourique / Elevando-se / A cabeça de Comarca/ E criando as feiras de Ourique e Garvão/ CM de Ourique 25 Julho 1979.
Sobre a atribuição da fFeira de Ourique, a historiadora Virgínia Rau, na sua obra “Subsídio para o estudo das Feiras Medievais Portuguesas” elucida-nos sobre a carta régia que institui esta feira por D. Dinis em 14 de Junho de 1288, o que antecedeu em dois anos a atribuição da própria carta de Foral, em 8 de Janeiro de 1290, pelo mesmo rei na cidade de Beja.
Contudo nada consta, nesta obra de Virgínia Rau, sobre o édito régio que institui a Feira de Garvão, nem se tem encontrada, pelo menos até agora, qualquer documento que nos elucide sobre a antiguidade da feira de Garvão.
Muito lhe agradeço os esclarecimentos que aqui nos traz a propósito desta estátua de um dos nossos maiores reis, que não pode ficar esquecido.
Felicito-o pela divulgação que faz de Ourique em geral e Garvão em particular.