Estátuas dos nossos reis (5)


Pedro Correia,

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D. Afonso Henriques (1140-1185)

 

Autor: Leopoldo de Almeida

Ano da inauguração: 1951

Localização: Lisboa, inicialmente junto à entrada do salão nobre da Câmara Municipal, e desde 1997 no topo norte do Jardim do Campo Grande

17 comentários em “Estátuas dos nossos reis (5)”

  1. Esta não conheço, mas tal como nas outras estátuas D. Afonso Henriques aparece sempre como um homem possante, com um belo par de pernas.
    A questão é: o que terá realmente acontecido em Santa Maria de Cárquere? A Senhora curou a enfermidade que o menino tinha nas pernas ou o menino foi trocado pelo filho de Egas Moniz?
    Isso explicaria muito coisa, por exemplo, o gesto de Egas Moniz se ir entregar com toda a família ao rei, ou o facto de Afonso Henriques não ter lutado contra a própria mãe na Batalha de S. Mamede.
    Parece-me que um homem com pernas fracas nunca poderia ter sido um tão valente guerreiro.
    Mistérios da história de Portugal…
    Maria

    1. Um ângulo de análise original, Maria. Agradeço-lhe o seu olhar sobre o nosso primeiro Rei.
      Foi, muito provavelmente, o mais importante dirigente português de todos os tempos. Ainda antes de haver Portugal.

  2. Isso das perninhas,não foi quando se entalou ou o entalaram numa porta,numa das guerras com o primo?
    Cousas remotas.

    1. Segundo li, D. Afonso Henriques nasceu com essa deficiência e a troca teria sido feita quando ainda era bebé, talvez quando começou a andar.
      Resumindo: ou houve milagre ou houve troca de bebés…
      Maria

      1. Ou então D.Afonso era coxo. Tal como o Keiser Guilherme era paralítico do braço esquerdo, e Napoleão um homem pequeno.

        Provavelmente quem dissesse que o rei era manco acabava manco.

  3. Ao ver esta estátua onde o nosso Rei aparece mais alto, forte e espadaúdo do que nunca, veio-me à ideia algo que agora já não poderei manifestar, sob pena de transmitir a ideia de me estar a aproveitar do pensamento alheio…

    Esta estátua não a conhecia, creio mesmo ser a primeira que vejo do rei com a espada embainhada. Gostei!

    1. Esta estátua está exposta num dos principais jardim de Lisboa. Feliz decisão de João Soares quando era presidente da câmara.
      Esteve escondida dos olhares públicos durante mais de 35 anos. Esta localização é incomparavelmente mais defensável.
      Quanto à espada, Maria Antonieta, confesso que nunca me tinha debruçado sobre essa questão. Mas sou capaz de apostar que existem mais estátuas do nosso primeiro Rei com ela na bainha do que com ela desembainhada.

      1. Como Soares dos Reis não podia mostrá-lo com coroa, optou por mostrá-lo com a espada. E como o seu modelo virou paradigma…

  4. El – Rei D. Afonso Henriques

    Está a dar voltas no túmulo… ao saber via SMS que, a Câmara Municipal de Lisboa…logo abaixo do castelo que tomou aos mouros, vai edificar uma Mesquita!

    Afonso, Afonso… tu não sabes da missa a metade “como vai este país”

    Descansa em paz .
    E bom fim de semana para o monárquicos e republicanos .

    Amendes

    1. Faço das suas as minhas palavras, muito be dito. Meu querido e amado Rei D. Afonso Henriques, que descanse em paz e que não veja no que Portugal se tornou.

  5. Há quem discorde da localização actual. As 2 peças foram de facto concebidas (em escala e função) para ocupar os nichos dos Paços do Concelho.Tal enquadramento significativo perdeu-se, resultando numa desqualificação da obra.

    1. É controverso. O facto é que houve um ganho manifesto no elo que se estabelece entre as estátuas e os habitantes ou visitantes da cidade. Esta estátua – tal como a sua quase-gémea, a poucos metros – tornou-se iconográfica. Fotografada, filmada, tocada. Testemunho isso sempre que passo pelo topo norte deste belo jardim – e acontece-me com muita frequência.

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