Estátuas dos nossos reis (37)


Pedro Correia,

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D. Afonso II (1211-1223)

 

Autor: Desconhecido

Ano da inauguração: Desconhecido, no século XVIII

Localização: Guimarães, na fachada norte do Palácio Vila Flor

22 comentários em “Estátuas dos nossos reis (37)”

  1. Conheço muito do património de Guimarães, mas não o Palácio Vila Flor.
    Este D. Afonso II parece-me muito bem, bastante elegante até para quem tinha o cognome “O Gordo”.
    Maria

      1. ó Pedro Correia, o D.Carlos teve o azar (?) de ser fotografado; aí, pouco se pode fazer para diminuir a área da pessoa.

      2. Foi cognominado como o gordo em virtude de ter guerreado contra os privilégios da igreja e por isso não ter sido vangloriado pelos homens que escreveram a história. Um grande rei.

  2. Esta estátua levanta-me algumas interrogações. A que propósito uma igreja na mão? E que brasão d’armas é aquele aos pés?

      1. Não faz sentido o pormenor da igreja. Quer pelos mais que muitos conflitos com a instituição (como se disse acima, morreu excomungado), quer por não se lhe conhecer nenhum particular patrocínio de edificação (ao contrário de Afonso I, essessim aparecendo algumas vezes retratado com uma igreja na mão, em alusão a Alcobaça ou a Santa Cruz de Coimbra).

        1. No entanto, no leito de morte, D. Afonso II pediu para ser sepultado no Mosteiro de Alcobaça (pedido satisfeito) e, por testamento, fez generosas doações aos monges cistercienses.

          1. Mas, cá está, na Sala dos Reis, a estátua que segura numa igreja é a de Afonso Henriques.

  3. Se me permite, Pedro e apenas para que conste!

    “Devido às suas características físicas, o terceiro rei de Portugal foi cognominado de “O Gordo”, muito embora a sua presença gentil contrariasse a estatura agigantada.
    Relatos descreviam-no “de fermosa presença e estatura, grosso em demasia, mas mui fermoso de rosto, porque tinha a testa grande, os olhos fermosos e castanhos, a barba e cabelo castanho, a boca grande, mas grossa e de boa graça, o nariz grande algum tanto levantado no meio, mui amigo de criar curiosamente o cabello da cabeça, e barba, que trouxe muito comprida até engordar, mas depois a costumava cortar muito rente […] de corpo quasi agigantado […] e gordo em demasia”.

    Gostou?

    1. Gordo mesmo, portanto. Hoje dir-se-ia “Afonso, o Obeso”. A palavra gordo está proibida pelos cânones da correcção linguística.
      Tal como a palavra anão e a palavra coxo e a palavra cego e a palavra velho.

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