
![sala-dos-reis-no-mosteiro-de-alcobaca[1].jpg sala-dos-reis-no-mosteiro-de-alcobaca[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2018/21179470_j5TPJ.jpeg)
D. Sancho I (1185-1211)
Autor: Desconhecido
Ano da inauguração: data desconhecida, no século XVIII
Localização: Sala dos Reis, no Mosteiro de Alcobaça

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D. Sancho I (1185-1211)
Autor: Desconhecido
Ano da inauguração: data desconhecida, no século XVIII
Localização: Sala dos Reis, no Mosteiro de Alcobaça
Nenhuma das estátuas de D. Sancho I que já vi, até aqui, tem a grandiosidade e o porte altivo do Fundador, mas até ao lavar dos cestos, é vindima, está claro!
Bom Domingo, Pedro!
Ainda hão-de vir algumas, Maria Antonieta. Embora bastante menos do que as do Rei Fundador.
Espere até ver as de Silves e da Guarda, Maria Antonieta.

São espectaculares.
Maria
Com aquele porte a cavalo seria imponente. Merecia-o.
Esta é a opinião da Maria Antonieta. Qual será a opinião da Francis-janita?

Veja lá não se engane aqui como se enganou lá na ujm.
O que eu me ri
Mas lá diz o ditado: Mais depressa se apanha um mentiroso…
Curiosidade: na sacristia manuelina poderão encontrar-se estátuas/imagens das suas bem-aventuradas filhas.
Certo.
Pois é, parece que ser o povoador não tem o mesmo impacto que ser conquistador.
Olá Bea,
Mas o D. Sancho I conquistou Silves, embora 2 anos depois a tenhamos perdido…

Talvez por isso a estátua dele esteja à porta do Castelo de Silves – e é uma estátua magnífica, a minha preferida.
Maria
Essa estátua está quase a aparecer, Maria.
Aproveito para comentar aqui alguns desabafos do Pedro Correia em caixa de comentários anterior (n. 27), a partir de dados recolhidos.
Sobre a ausência de D. Maria I:
O espaço livre é indício concreto de que era suposto dar continuidade à colecção. O fabrico das duas últimas estátuas data de 1765, o mesmo ano em todo o conjunto foi trasladado para a sala actual; D. Maria ainda não tinha chegado ao trono. Não há notícia de que a sua estátua tenha chegado a ser executada, mas existe um indício de que estaria pensada/prevista: a peanha que se segue à de D. José I é de uma volumetria maior, talvez para poder acomodar uma escultura com amplo vestido.
Uma tese interessante, que desconhecia. Acontece que – será coincidência? – também no jardim do Paço Episcopal de Castelo Branco as estátuas terminam em D. José. Já não sobrou para sua filha, a nossa D. Maria.
Sobre as 3 estátuas arrancadas de suas peanhas:
Infelizmente, perderam-se. Pensa-se que terão sofrido danos significativos no terramoto de 1755, acabando por não aguentar o passar dos anos. Foram vários os espaços do mosteiro seriamente afectados pelo sismo. Há também notícia de que duas delas teriam sido atingidas por um raio.
Desapareceu ainda uma imagem de S. Bernardo que fazia parte do conjunto. Quatro perdas, portanto.
Perdas lamentáveis, sem dúvida. Embora no Mosteiro de Alcobaça o que mais magoa é verificar as mutilações de que foram alvo os soberbos túmulos de Pedro e Inês.
Sobre as duas estátuas decapitadas:
Poderá ser útil ter aqui em conta que, por técnica de fabrico, estas estátuas de barro, após modelação, eram cortadas em camadas ou andares, para permitir um mais fácil manuseamento e a sua cozedura em forno. As peças eram depois montadas e seladas com um revestimento de estuque.
No caso das esculturas em apreço acontece que a parte superior apresentava sinais significativos de degradação, pelo que se decidiu destacar os dois bustos e recolhê-los para preservação e futuro restauro.
O de D. Duarte já foi intervencionado: http://www.tacelo.ipt.pt/logo/14.jpg
Eis uma boa notícia, enfim. São tão raras, em matéria de património histórico…