Estátuas dos nossos reis (22)


Pedro Correia,

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D. Afonso Henriques (1140-1185)

 

Autor: António Duarte

Ano da inauguração: 1991

Localização: Caldas da Rainha, no Atelier-Museu António Duarte

30 comentários em “Estátuas dos nossos reis (22)”

  1. Pergunto :

    Só somos capazes disto,ou melhor é impossível?

    Parafraseando jpt, uma autêntica merd@ de alto a baixo.

    1. Estes bustos são assumidamente caricaturais. Da parte de um escultor capaz de produzir coisas “sérias”, como amplamente demonstrou ao longo de muitos anos.
      Mas dava-lhe também para estes pequenos divertimentos, aliás compreensíveis. Para variar.

      1. Se são assumidamente caricaturais o caso muda de figura. Confesso a minha ignorância relativamente à obra séria do autor
        Vou consultar o Dr. Google.
        Maria

          1. Shame on me!
            Afinal conheço e gosto muito de alguns trabalhos do António Duarte, só que não sabia que eram dele.
            A Sra da Boa Estrela (adoro!)
            O Santo António em Alvalade
            O D. Pedro I em Cascais
            Os Cavalos na Praça do Império
            O Garrett na Av. da Liberdade
            Enfim, como diz a Maria Dulce, isto é serviço público.
            A minha vénia agradecida ao Pedro Correia
            Maria

  2. Sinceramente, não gosto.
    Não gosto daquela mãozinha, nem daquela espadinha, nem daqueles olhinhos cerrados.
    E também não gosto do Luís Vaz.
    Lamento
    Maria

    p.s. Pedro, quando é que o nosso Rei Povoador entra em acção?

    1. Eheheh. Boa pergunta.
      Só lhe posso dizer, Maria, que já faltou mais.
      E acrescento: nunca pensei, ao iniciar esta empreitada, que só o nosso Fundador tivesse mais de 20 estátuas.

  3. E não é que gostei disto?
    Sobretudo de Camões, a ver Braga por um canudo!!

    Quem parece que se fartou de me ver por aqui foram os emojis.
    Nem me dão cavaco…Ehehehe

  4. Descrição da obra por José Teixeira (Universidade de Lisboa):

    “Uma série de auto-representações a meio-corpo onde o escultor assume,
    deliberadamente, a heresia historicista de representar, com o seu rosto, quatro das mais insignes personagens históricas: “D. Afonso Henriques”, o rei fundador da nacionalidade; “D. Dinis”, o sábio monarca trovador; “Camões”, o ímpar poeta lusitano e “D. Henrique” o príncipe das descobertas marítimas.
    O que imediatamente se destaca destas obras, é a ousadia da auto-representação e o provocador sentido crítico, que contrasta com a conivência encomiástica e historicista das imagens públicas encomendadas pelo Estado Novo.

    As principais figuras históricas por ele representadas em anteriores encomendas públicas surgem, aqui, numa atitude irónica, que tende para o anedótico.
    Estas auto-representações, de aspecto caricatural, mantêm a hipertrofia do torso e dos membros superiores, enquanto acentuam a cabeça e o gesto retórico: o “Camões” zarolho aperta “Os Lusíadas” contra o peito enquanto olha o mundo através do punho fechado, como um canudo; o Rei “D. Dinis”, dobrado sobre a guitarra, não obstante a cabeça coroada, é a imagem de um fadista; o “Infante D. Henrique” é a figura da perplexidade inquirindo o horizonte de braços cruzados; o “D. Afonso Henriques” é o simulacro do cruzado ambivalente – o guerreiro e o santo, de adaga em riste e mão na cruz.

    Estes auto-retratos são, particularmente, interessantes porque constituem uma espécie de “revanche” ou de segunda oportunidade para o escultor libertar o retrato da estética politicamente correcta, exigível pela tutela da encomenda oficial do Estado Novo.
    Isso é tanto mais significativo se recordarmos que António Duarte deve ter sido o escultor do Século Vinte, que maior galeria de retratos realizou e o que mais teoria, a esse propósito, elaborou.”

    1. Muito lhe agradeço esta memória descritiva das criações tardias de António Duarte, incluindo a de D. Afonso Henriques.
      O D. Dinis dele, naturalmente, também passará por cá.

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