![rolo 208 -0002[1].jpg rolo 208 -0002[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2018/21171992_Atz8g.jpeg)
![34365966.MBAnqvJg[1].jpg 34365966.MBAnqvJg[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2018/21171993_R3KJu.jpeg)
D. Afonso Henriques (1140-1185)
Autor: António Duarte
Ano da inauguração: 1991
Localização: Caldas da Rainha, no Atelier-Museu António Duarte
![rolo 208 -0002[1].jpg rolo 208 -0002[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2018/21171992_Atz8g.jpeg)
![34365966.MBAnqvJg[1].jpg 34365966.MBAnqvJg[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2018/21171993_R3KJu.jpeg)
D. Afonso Henriques (1140-1185)
Autor: António Duarte
Ano da inauguração: 1991
Localização: Caldas da Rainha, no Atelier-Museu António Duarte
Pergunto :
Só somos capazes disto,ou melhor é impossível?
Parafraseando jpt, uma autêntica merd@ de alto a baixo.
Estes bustos são assumidamente caricaturais. Da parte de um escultor capaz de produzir coisas “sérias”, como amplamente demonstrou ao longo de muitos anos.
Mas dava-lhe também para estes pequenos divertimentos, aliás compreensíveis. Para variar.
Pedro, admito tudo,menos o apoucar das figuras gradas da Nação.
Caricaturar é engrandecer, meu caro.
Se são assumidamente caricaturais o caso muda de figura. Confesso a minha ignorância relativamente à obra séria do autor
Vou consultar o Dr. Google.
Maria
Bastará que, aqui, se passe ao sucessor.
Já falta pouco.
E já vai sendo tempo. Quase um mês só com o Rei fundador.
Shame on me!
Afinal conheço e gosto muito de alguns trabalhos do António Duarte, só que não sabia que eram dele.
A Sra da Boa Estrela (adoro!)
O Santo António em Alvalade
O D. Pedro I em Cascais
Os Cavalos na Praça do Império
O Garrett na Av. da Liberdade
Enfim, como diz a Maria Dulce, isto é serviço público.
A minha vénia agradecida ao Pedro Correia
Maria
O Santo António, de Alvalade, é a “minha” estátua. Passo por ela todos os dias.
Sinceramente, não gosto.
Não gosto daquela mãozinha, nem daquela espadinha, nem daqueles olhinhos cerrados.
E também não gosto do Luís Vaz.
Lamento
Maria
p.s. Pedro, quando é que o nosso Rei Povoador entra em acção?
Eheheh. Boa pergunta.
Só lhe posso dizer, Maria, que já faltou mais.
E acrescento: nunca pensei, ao iniciar esta empreitada, que só o nosso Fundador tivesse mais de 20 estátuas.
É verdade, quem diria?
O nosso país é cheio de surpresas…
Maria
Sem dúvida. E vou ficar-me pela Monarquia. Nem pensar em aventurar-me pela República.
Bem que a Caldas merecia um D.A.H. com uma espada de 10 litros!
Amendes
No mínimo.
E não é que gostei disto?
Sobretudo de Camões, a ver Braga por um canudo!!
Quem parece que se fartou de me ver por aqui foram os emojis.
Nem me dão cavaco…Ehehehe
Essa agora… estarão em greve?!
qualquer coisa de moai, mas em bera, não?
Acha maoi? Tenho visto muito piori.
ora, maoio, como sabemos, é óptimo.
piori é mais do que sabido.
A priori é assim.
A posteriori também.
Data da obra:1991
Acredito em si.
Descrição da obra por José Teixeira (Universidade de Lisboa):
“Uma série de auto-representações a meio-corpo onde o escultor assume,
deliberadamente, a heresia historicista de representar, com o seu rosto, quatro das mais insignes personagens históricas: “D. Afonso Henriques”, o rei fundador da nacionalidade; “D. Dinis”, o sábio monarca trovador; “Camões”, o ímpar poeta lusitano e “D. Henrique” o príncipe das descobertas marítimas.
O que imediatamente se destaca destas obras, é a ousadia da auto-representação e o provocador sentido crítico, que contrasta com a conivência encomiástica e historicista das imagens públicas encomendadas pelo Estado Novo.
As principais figuras históricas por ele representadas em anteriores encomendas públicas surgem, aqui, numa atitude irónica, que tende para o anedótico.
Estas auto-representações, de aspecto caricatural, mantêm a hipertrofia do torso e dos membros superiores, enquanto acentuam a cabeça e o gesto retórico: o “Camões” zarolho aperta “Os Lusíadas” contra o peito enquanto olha o mundo através do punho fechado, como um canudo; o Rei “D. Dinis”, dobrado sobre a guitarra, não obstante a cabeça coroada, é a imagem de um fadista; o “Infante D. Henrique” é a figura da perplexidade inquirindo o horizonte de braços cruzados; o “D. Afonso Henriques” é o simulacro do cruzado ambivalente – o guerreiro e o santo, de adaga em riste e mão na cruz.
Estes auto-retratos são, particularmente, interessantes porque constituem uma espécie de “revanche” ou de segunda oportunidade para o escultor libertar o retrato da estética politicamente correcta, exigível pela tutela da encomenda oficial do Estado Novo.
Isso é tanto mais significativo se recordarmos que António Duarte deve ter sido o escultor do Século Vinte, que maior galeria de retratos realizou e o que mais teoria, a esse propósito, elaborou.”
Muito lhe agradeço esta memória descritiva das criações tardias de António Duarte, incluindo a de D. Afonso Henriques.
O D. Dinis dele, naturalmente, também passará por cá.
Estão um bocadinho para o gnomo ou é impressão minha.
O tamanho conta?
No caso da estatuária de reis penso que devia contar. Além disso estão pouco harmoniosos.
A imagem é a mensagem. Neste caso a mensagem diz-nos que o intelecto conta mais que o corpo.