Estátuas dos nossos reis (2)


Pedro Correia,

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D. Afonso Henriques (1140-1185)

 

Autor: João Cutileiro

Ano da inauguração: 2001

Localização: Guimarães, frente às antigas Portas da Vila, entre a Praça do Toural e o Largo João Franco

24 comentários em “Estátuas dos nossos reis (2)”

  1. Novamente o nosso primeiro Rei? Está bem…
    Afinal, o mote é História e Arte!
    Esta estátua não conheço nem gosto.
    Lamento, Mr. Correia.
    Da obra de Cutileiro há pouca coisa que me agrada.

    Votos de um bom dia, já mais fresquinho.

    1. Farei assim, caríssima: só passarei ao segundo Rei quando tiver esgotado as estátuas do primeiro – e assim por diante. No fim, farei o balanço quantitativo. Para ver qual o Rei português com mais estátuas. À partida, diria que é precisamente D. Afonso Henriques.
      Verei também se existem reis portugueses sem estátuas. Há pelo menos dois, seguramente.

        1. O próprio “Cutileiro”, suponho.

          Não é bem verdade, porque em Cutileiro, ao contrário da mudança superficial da política e o só porque sim das ideologias (como as mudanças na ortografia e nos currículos escolares), a novidade é clássica e não pretende exumar e abolir os assuntos anteriores. Ao contrário, é acumular coisas sobre isso. Os modelos clássicos como o busto e as figuras reclinadas e todas as maneiras de expôr são tradicionais. Se calhar até é um bocado barroco porque procura sintetizar coisas absolutas num fragmento, como fazia Rodin. Não é nada o novo andar à procura do novo. É o novo andar à procura do velho.

        2. Diferente da convenção, com a separação dos elementos escudo, espada, elmo numa síntese. Mas não há génio na composição nem na realização.

  2. Na minha modesta opinião, se me permite Pedro Correia
    seria ainda mais interessante se as fotos e os nomes, fossem
    acompanhados de uma ou duas referências sobre estas personagens
    históricas. Uns aprendiam e a outros serviria para avivar a memória.
    Devo confessar que me seria muito útil sem querer abusar.

    1. Agradeço a sugestão, Kika. Mas nem em Agosto (aliás num Verão para mim sem férias) consigo corresponder a essa expectativa.
      Nem imagina o trabalho de pesquisa que esta série me dá para decorrer a um ritmo diário. Só funciona, aliás, a este ritmo. Se fosse uma vez por semana ou por mês, morria à nascença.
      Mesmo sem lhe satisfazer o pedido, espero que goste.

      1. Mas de certeza que o Pedro Correia está aberto a quantos queiram contribuir para enriquecer os “postais”, através da caixa de comentários. Aliás, é essa uma das funções nobres da dita cuja, penso eu de que.

  3. E eu, que tenho Guimarães aqui tão perto e até lá vou com alguma frequência, já devo ter passado uma data de vezes junto desta estátua sem que dela me tenha sequer apercebido. Que vergonha! E até é bem bonita, para os meus gostos, claro está. Boa malha!

  4. Não conhecia.
    De um dos pontos de vista das fotos parece significar construção,bloco sobre bloco) de um país pela espada(montante) e pela cruz.
    Assim mestre Cutileiro me perdoe,ele e os outros.
    Também não gosto especialmente da Soares dos Reis.
    Talvez pecado de iconoclastia.

    1. É uma interpretação. Obras de épocas diferentes complementam-se com a sua linguagem e a sua estética muito específicas. Assim como, por exemplo, o Mosteiro dos Jerónimos coabita exemplarmente com o Centro Cultural de Belém, ali a dois passos.

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