
![thumbnail_20181216_122911-1[1].jpg thumbnail_20181216_122911-1[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2019/21346799_ZifLz.jpeg)
D. João VI (1816-1826)
Autor: João José Aguiar
Ano da inauguração: 1814
Localização: Lisboa, no Hospital da Marinha, transferida em 2015 para o Museu de Marinha

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D. João VI (1816-1826)
Autor: João José Aguiar
Ano da inauguração: 1814
Localização: Lisboa, no Hospital da Marinha, transferida em 2015 para o Museu de Marinha
Até os reis têm vidas difíceis. D. João VI não a teve fácil em nenhum sentido. Espero que pelo menos tenha gozado de bons momentos, sozinho ou acompanhado por quem quer que lhe interessasse. Mas os reis são ainda mais limitados que o seu povo. E ele tinha aquele apego à religião e era capaz de ser bom carácter, o que só complica.
Teve uma vida infeliz. Não foi educado para ser rei, só ascendeu à condição de herdeiro após a morte do irmão mais velho, meses depois de lhe ter morrido o pai. Três anos depois era monarca de facto devido à irreversível doença mental de sua mãe, a Rainha D. Maria I. Viu o país ser invadido, rumou ao exílio no Rio onde teve de adaptar-se a um estilo de vida totalmente diferente, e voltou a ser forçado a fazer nova viagem atlântica quando eclodiu a revolução liberal. Morreu seguramente amargurado. Atraiçado pela mulher e com o espectro do país dividido devido a uma guerra civil que era afinal uma guerra literal entre irmãos. Os seus próprios filhos.
Sim, quando pesquisei encontrei essas pequenas tragédias, demasiadas numa só pessoa. Mas os homens não fazem a sorte, podem ajudá-la e por vezes nem isso.
passei por ele muitas vezes. nada amigável, a coisa; impróprio para hospital.
Está melhor agora ali. Julgo, aliás, que neste momento, se encontra emprestado ao Museu Nacional de Arte Antiga.
não tenho memória do coiso, só do hospital, uma bela merda (pode-se dizer isto, aqui no palacete?)
que saudades da feira da ladra……….
Já lá não vou há anos.
E do “coiso” também não tenho saudades.
Parece um barítono.
Sobre este rei muito escreveu Oliveira Martins, na sua História de Portugal…segundo consta era cliente frequente do MCDonalds
Oliveira Martins era mais panfletário do que historiador. Genial como panfletário, como historiador não tanto.
E também ele, ao que consta, apreciava uma boa mesa. Aqueles almoços dos Vencidos da Vida terminavam por vezes à hora do jantar.
Bem o percebo, caro Pedro. Só terminei de almoçar agora. Duas garrafas de Planalto Branco, uns rojões à Ponte de Lima e agora vou para o Espumante e vinho fino caseiro. Meu caro se não voltar a comunicar não o quero preocupado. Abraço, meu caro. Jpt grande abraço também para si.
A estátua de D. João VI que estava no Hospital de Marinha, e era uma peça valiosa do património histórico da Marinha Portuguesa, foi entregue, por decisão do MDN ao Museu Nacional de Arte Antiga.
O Museu de Marinha possui, há largos anos uma réplica dessa estátua.
Obrigado pela informação adicional que aqui nos traz. A estátua que conheço é precisamente esta, a da réplica colocada no Museu de Marinha – aliás colocada num local que me parece pouco apropriado, e que a foto documenta.
Darei nota, assim que puder, do original transferido para o Museu Nacional de Arte Antiga.
Dom João VI é frequentemente retratado de forma caricata como um rei medroso e glutão, mas sua importância histórica vai muito além disso. Ele foi responsável por transformar o Brasil em sede do império português, modernizando a colônia e lançando as bases para sua independência. Instituições como o Banco do Brasil e a abertura dos portos marcaram sua gestão. Sua habilidade política garantiu a estabilidade do reino em meio às crises europeias. Seu legado mostra que, apesar da imagem popular, foi um monarca estratégico e fundamental para a história luso-brasileira.
Agradeço muito o seu comentário, concordando com ele.