Estátuas dos nossos reis (171)


Pedro Correia,

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D. João VI (1816-1826)

 

Autor: João José Aguiar

Ano da inauguração: 1805

Localização: Nicho na escadaria central do Jardim Botânico da Ajuda, em Lisboa

0 comentários em “Estátuas dos nossos reis (171)”

  1. Bom, o rei não era de famosa beleza, haver assim uma inspiração romana não está mal de todo. Ou seria o rei quando jovem a preparar-se para um baile de máscaras.

    1. Rei (ainda príncipe regente, no caso) idealizado, ao modo de imperador romano, por inspiração neo-clássica.
      D. João VI (ainda não aqui) foi, de qualquer modo, o primeiro monarca português a ser retratado, em tela e na pedra, tal como era na realidade.

      1. . Pois folgo em saber que D. João VI foi o primeiro a querer-se tal como era; ou seria a moda dos tempos. Mas por vezes o manto diáfano da imaginação sobre a nudez crua da realidade tem o seu charme (alterando um bocadinho a frase do Eça).

        1. Pois, foi mesmo o primeiro a ser retratado tal como era. E esses retratos, como sabemos, não eram nada lisonjeiros.
          E a sua neta D. Maria II foi a primeira monarca portuguesa a ser fotografada.

          1. Era, sim, uma mulher muito bonita quando casou com D. Fernando II – que, sendo rei-consorte, foi um dos nossos melhores monarcas. Ao que parece, um dos raros casamentos felizes na secular história da monarquia portuguesa.

          2. D. João I fez um casamento de conveniência sem conhecer a noiva. No entanto, e apesar das facadinhas, sentiu muito a morte de Filipa de Lencastre. D. Fernando I fez um casamento por amor e D. Pedro V e D. Estefânia teriam sido felizes se tivessem consumado o casamento (ou talvez não). Quanto a D. Maria II parece que não deixava o Fernando um único minuto só. Morreu de tanto dar à luz. Fernando depressa se consolou com um cantora de ópera.

          3. é verdade, também já li sobre isso. Esse rei consorte, foi, para D. Maria e os portugueses, uma sorte grande. Era de fino carácter e homem de cultura avançada, um espírito iluminado que ajudou Portugal a crescer a partir do interior.

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