


D. João VI (1816-1826)
Autor: João José Aguiar
Ano da inauguração: 1805
Localização: Nicho na escadaria central do Jardim Botânico da Ajuda, em Lisboa



D. João VI (1816-1826)
Autor: João José Aguiar
Ano da inauguração: 1805
Localização: Nicho na escadaria central do Jardim Botânico da Ajuda, em Lisboa
Bom, o rei não era de famosa beleza, haver assim uma inspiração romana não está mal de todo. Ou seria o rei quando jovem a preparar-se para um baile de máscaras.
Rei (ainda príncipe regente, no caso) idealizado, ao modo de imperador romano, por inspiração neo-clássica.
D. João VI (ainda não aqui) foi, de qualquer modo, o primeiro monarca português a ser retratado, em tela e na pedra, tal como era na realidade.
. Pois folgo em saber que D. João VI foi o primeiro a querer-se tal como era; ou seria a moda dos tempos. Mas por vezes o manto diáfano da imaginação sobre a nudez crua da realidade tem o seu charme (alterando um bocadinho a frase do Eça).
Pois, foi mesmo o primeiro a ser retratado tal como era. E esses retratos, como sabemos, não eram nada lisonjeiros.
E a sua neta D. Maria II foi a primeira monarca portuguesa a ser fotografada.
e era uma portuguesinha linda.
Era, sim, uma mulher muito bonita quando casou com D. Fernando II – que, sendo rei-consorte, foi um dos nossos melhores monarcas. Ao que parece, um dos raros casamentos felizes na secular história da monarquia portuguesa.
D. João I fez um casamento de conveniência sem conhecer a noiva. No entanto, e apesar das facadinhas, sentiu muito a morte de Filipa de Lencastre. D. Fernando I fez um casamento por amor e D. Pedro V e D. Estefânia teriam sido felizes se tivessem consumado o casamento (ou talvez não). Quanto a D. Maria II parece que não deixava o Fernando um único minuto só. Morreu de tanto dar à luz. Fernando depressa se consolou com um cantora de ópera.
é verdade, também já li sobre isso. Esse rei consorte, foi, para D. Maria e os portugueses, uma sorte grande. Era de fino carácter e homem de cultura avançada, um espírito iluminado que ajudou Portugal a crescer a partir do interior.