

D. Afonso Henriques (1140-1185)
Autor: José Rodrigues
Ano da inauguração: 1997
Localização: Campo do Trasladário, Arcos de Valdevez


D. Afonso Henriques (1140-1185)
Autor: José Rodrigues
Ano da inauguração: 1997
Localização: Campo do Trasladário, Arcos de Valdevez
Porque motivo vandalizaram a estátua, serrando as patas do bichano? Este país não tem emenda.
Parece-me é “arte”…
Arte, sem aspas.
Não são bichanos, são cavalos.
Esta estátua não tem beleza nenhuma, Pedro! Que me perdoe o seu autor.
Não sei se foi porque o encontro entre os dois primos ter sido pacífico, que o escultor fez a lança sem bico. Será?

O Rei e o cavalo, nessa posição, ficam tão sem brio nem força guerreira…
Uma boa tarde, Pedro!
Nisto discordamos. Eu gosto muito deste conjunto escultórico do José Rodrigues. ‘In situ’.
Vim ver os comentários para comprovar se esta pergunta apareceria… Os cavalos não tem pernas porque não se sabe o local exacto em que foi disputado o Torneio de Valdevez. Então não pisam o chão… Terá sido esta a explicação do autor… Por outro lado, as estátuas retratam os intervenientes no Torneio (Justa) e não propriamente Dom Afonso Henriques.
o “corte” dos membros inferiores nos equídeos agride de tal forma que nem se consegue observar, sem essa sensação, o que sobra das estátuas, belíssimamente estilizadas.
na verdade, se é para representar um torneio que resolveria uma batalha entre o nosso futuro I.º e o primo, então, ainda que simbolicamente, é aceitável que o Afonso de todos nós seja um deles.
De acordo, Cristina.
É um exercício de estilização, JAB.
O meu comentário não é relacionado mas é só para dizer que o New York Times aprovou o artigo de um anónimo a criticar a incompetência de Donald Trump.
O seu “comentário” faz lembrar aqueles que confundem a obra-prima do mestre com a prima do mestre de obras.
Ou o Manuel Germano com o género humano.
Ou o Piloto da Marinha, com a pilinha do maroto!
Um abraço
Leão do Fundão
PS (Esta série promete ser bem grande, só no Paço Ducal de Castelo Branco, vai ser um fartote)
Estou a gostar quase tanto como dos Rios
Leão do Fundão
Grato pelas palavras amigas, meu caro patrício. Infelizmente, lá para as nossas bandas, a estatuária régia não é abundante – exceptuando a do belíssimo jardim do paço episcopal de Castelo Branco, com as suas esculturas em granito. Um dos mais belos espaços verdes urbanos de Portugal.
Noutro âmbito, gosto muito da estátua do António Paulouro no nosso Fundão.
Forte abraço.
Claro que é Paço Episcopal!
Leão do Fundão
Ora pois. E há-de aparecer por cá.
Os animais estão muito bem, ainda que amputados. Gosto de vê-los assim sentadinhos a descansar sobre a pedra e em jeito pouco guerreiro. Não sei que faz o nosso rei em cavalo tão repousado:).
Também gosto destes cavalos, tão ‘sui generis’.
O conjunto resulta bem.
Resulta mesmo. Estive lá em 99 (a caminho de Santiago) e o enquadramento é magnífico. E simboliza bem o espírito do Recontro amigável de Valdevez.
É também de José Rodrigues o belo Cervo estilizado que se encontra no cimo do Alto do Crasto, em Cerveira, e do qual se avista uma das mais fabulosas paisagens de Portugal: o rio Minho e as ilhas da Boega e dos Amores.
José Rodrigues, que muito admiro, foi também um dos fundadores da Bienal de Cerveira e da “Árvore” do Porto, para além de ilustrador de muitos livros do Eugénio de Andrade.
Maria
E verdade, Maria. Aliás esse cervo de José Rodrigues já se tornou uma peça iconográfica de Cerveira, terra de que tanto gosto – aliás como de todas as sedes de concelho à beira-Lima.
Por mais que visite outras zonas do País, nunca deixo de me deslumbrar com o inconfundível verde do nosso Minho.
Para quem tiver dúvidas em identificar os cavaleiros: o “nosso” está marcado com o sinal “mais”.
Certo.
moi, que não dava nadicas de nada por esta (mais uma! 🙂 ) série, vejo-me em pleno gosto mirando a foto e, diga-se, é necessário que o faça, detesto a estatuária (e diz que tenho uma carteira profissional para, enfim, coiso).
defiitivamente, original.
gostável, vejamos.
Para mim, Alexandra, é outra maneira de mostrar o País. Desta vez articulando o espaço com o tempo. Inclusive mostrando as diversas facetas e tendências da arte escultórica. Confesso que tenho aprendido bastante nestas pesquisas que venho fazendo. E gosto muito de continuar a aprender qualquer coisa todos os dias.
Gostei desse adjectivo. Gostável.