Estarão a pensar o mesmo que eu?


Sérgio de Almeida Correia,

 A sondagem relativa a Portugal é da Aximage e saiu no Jornal de Negócios. A outra é do El Pais e reflecte a situação em Espanha. Ambas dizem respeito ao mesmo tema, isto é, as europeias. Mas se esses resultados se confirmassem dos dois lados da fronteira, há um partido em que aqueles seriam de muito difícil digestão para os seus militantes, e em que aposto que a situação se tornaria deveras complicada para a sua liderança. Qual será o partido? 

 

 

6 comentários em “Estarão a pensar o mesmo que eu?”

  1. A minha preocupação com a crescente taxa de abstenção em Portugal tem sido ligeiramente mitigada por notícias de duas ordens de factores:

    1) bastantes mortos persistem nos cadernos eleitorais por mau funcionamento da burocracia

    2) as regras eleitorais tornam tão difícil o voto dos emigrantes que as pessoas nem se dão ao trabalho de registar a nova morada para efeitos eleitorais

    Haverá algum sítio com uma estimativa desta abstenção “técnica”?

  2. Ora, estando os de direita no poder, vendo o imobilismo comunista e o bicéfalo BE, só me resta o PS que não consegue arrebatar o descontentamento.

  3. Se fossem estes os resultados, o partido a que aludes na tua pergunta seria o PS. Ferro Rodrigues, aliás, já deu o mote: o PS está obrigado a vencer esta eleição.
    Uma percentagem semelhante a esta e um segundo lugar nas urnas forçariam previsivelmente um congresso extraordinário e a recomposição da liderança.
    Julgo, no entanto, que ainda é cedo para haver sondagens credíveis. A escolha dos cabeças-de-lista, por exemplo, tem grande importância na definição das opções de voto. Ora isso ainda não aconteceu.
    Outro factor a ter em conta é a emergência de candidaturas ‘dissidentes’ do actual sistema. E nenhuma eleição como esta para o Parlamento Europeu é tão propícia a este fenómeno. Aposto que Marinho Pinto conseguirá mobilizar muitos eleitores descontentes, à esquerda e à direita, para o voto no MPT, que neste caso funciona como ‘barriga de aluguer’, sendo facilmente eleito e baralhando as contas nos estados-maiores dos principais partidos.

    Uma palavra para o caso espanhol. É verdadeiramente espantoso que o PSOE, ao fim de dois anos na oposição e estando a economia espanhola como está (25% de desempregados, por exemplo), caia dez pontos nas intenções de voto. Mais uma prova de que os partidos ou se regeneram, reinventando-se a partir das próprias fileiras, ou estão condenados a sucumbir a prazo, de asfixia lenta mas irreversível.

    1. Tens razão, Pedro, mas penso que neste momento o que menos interessará às pessoas será saber quem são os cabeças-de-lista.
      Quanto ao candidato Marinho e Pinto não acredito que ultrapasse a fasquia para ser eleito.

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