Os factos:
- Reis Magos do Oriente. 13 dias para percorrer os milhares de quilómetros que os separavam do menino. Em camelo e guiados por uma estrela.
- António Costa. 36 dias para percorrer os 130 quilómetros que o separavam do menino. Num Mercedes topo de gama com GPS.
Aceleração da história? Irra… Er… Digo… Mirra!

Todos em belos automóveis, enfim. Estaria muito bem, não seria rigorosamente de nossa conta, invocá-lo seria demagogia e populismo de baixíssimo nível, não fosse a condição geral da terra a cujo (des) governo, central, regional, local, departamental, comunitário, essa gente se dedica, dedicou ou aspira dedicar, com bem usufruída, pública e impenitente, cópia de mordomias.
E cabe perguntar, naturalmente, se serão viaturas particulares ou de função (oficial ou partidária). E sendo o segundo caso, se a sua utilização inclui “visitas a amigos”.
Vamos pagando todo este folclore. E, de todos nós, uma porção não negligenciável acha até muito bem. Se de alguma coisa este pequeno detalhe é sinal, é de que mais um ano finda, outro começa, e nada – tudo visto – verdadeiramente muda por cá.
É uma verdade intemporal: isto dá vontade de morrer.
Costa
Não mudam as moscas. A merda está presa.
É preciso ver que Costa foi ministro da justiça e em consequência está habituado a demorar o seu tempo.
O nosso tempo.