Num outro local já tinha chamado a atenção para o que estava a suceder. Hoje li a confirmação. Continuamos no lixo. Não ignoro que a dívida pública continua subir, já passou os 130% mas, que diabo, não há-de ser isso a lixar-nos. A melhoria da balança de exportações, os cofres cheios, a antecipação do pagamento de uma parte das dívidas, o reconhecimento da chanceler Merkel e dos parceiros europeus, o percurso “imaculado” dos meninos do coro, a reeleição do Presidente da República, homem que era tu cá tu lá com os mercados e um referencial de solvabilidade do regime, o malandro do Sócrates metido no xilindró e a ver o sol aos quadradinhos, a supervisão do Costa a funcionar às mil maravilhas e a fazer um trabalho exemplar, o outro Costa a dizer aos chineses que estamos muito melhor, enfim, tanta coisa boa, todo um manancial de boas acções, de resultados positivos, de êxitos, e no fim continuamos no lixo. Porque será que a troika desconfia das perspectivas de médio prazo? Porque continuam as agências de rating insatisfeitas? Não há populistas nem partidos anti-sistema a subirem nas sondagens, a extrema-direita é inexistente, o centrão refina-se, a esquerda vegeta e definha entregue aos mesmos de sempre, o Lello continua com as lentes velhas, riscadas e embaciadas a botar discurso, os autarcas cerram fileiras. Entretanto, o primeiro-ministro diz no Japão que antevê Portugal como uma das nações mais competitivas do mundo. Os japoneses ficaram impressionadíssimos. Do mundo e arredores, faltou acrescentar esta parte.
Quando um povo convive habitualmente com o lixo acaba por se habituar ao cheiro. O céu azul e o sol nos olhos cegou-o. Desde que o lixo não lhe tape o sol, a gente não se importa porque mesmo cega tem sol, mar e quem lhe dê música. Se um dia lhes tirarem o lixo ainda irão estranhar. Com medo que o sol que os faz assim lhes falte.

Estabilidade é o PS levar banhadas na Madeira.
As agências não são parvas, sabem muito bem que estamos a poucos meses de ter novamente os mesmos que levaram Portugal à bancarota a governar o País.
O que nos vai valer é que monsieur Hollande já explicou devidamente ao nosso camarada Costa como é que se faz.
E, a dar-se o caso de ele continuar sem ideias nenhumas, “A direção do PS vai hoje disponibilizar ao longo do dia de hoje um site (gabinetedeeestudos.ps.pt) para o qual convida todos os interessados a enviar propostas que desejem ver no programa eleitoral que o partido levará a votos nas legislativas.”
Eu vou enviar a proposta de se adquirir no mercado um botão do crescimento. de preferência a uma empresa do Sr. Eng. Carlos Santos Silva.
Estranho… o autor quer então quer mais “austeridade” deste pobre Governo?
Ou será o autor mais daqueles inúmeros bipolares/esquizofrénicos que andam por aí criticando cortes no Défice ao mesmo tempo que criticam o crescimento da Dívida.
É muito bom estar vivo para ler os posts deste camarada e poder apreciar como ele se vai sangrando em saúde. Quase vale a pena pedir aos Céus que nos mandem outra crise (e ela virá se não soubermos ler o que passou…) só para ver reluzir a alegria do Sérgio!
Sol tivemos nós com fartura entre 1995 e 2002 e entre 2005 e 2011. Infelizmente para este país, há por aí muita gente inteligente a confundir a convicção de que Portugal tem de continuar a percorrer o caminho das pedras nos próximos anos, com o apoio incondicional a este governo.
Já não há saco para tanta conversa fiada. O que se está a passar com a Grécia, e já se passou a outros niveis com a Itália e a França, devia ser razão suficiente para se gerar um consenso (odeio a palavra, mas não me ocorre outra) entre os partidos que governam Portugal.
Não sei o que o Costa ouviu em Roma e em Paris, mas desconfio: ou continuas a diminuir a despesa do estado (13 mil milhões até 2019), ou qualquer dia tens lá a troika outra vez.
A propósito, vale a pena ler isto:
http://www.publico.pt/politica/noticia/v iagem-a-europa-1690540
Vai ser muito difícil conseguir esses consensos, como lhe chamou, enquanto houver muitos/as “correias” a puxar só para um lado.
Só acredita na estabilidade do país, quem quer e só não vê que o país está pior, quem não quer ver a realidade. Diz o velho ditado: cada tem povo aquilo que merece e é bem verdade, temos o que merecemos!…
Se você pedir emprestado dinheiro para aumentar o seu consumo não fica “melhor”?
Se você deixar de trabalhar e desvalorizar o que tem para pagar o seu consumo fica melhor?
Afinal que mudou neste país? Como vamos pagar a dívida que aumentou e bem? Que fez a Troika para sairmos do lixo? Se éramos lixo continuamos lixo e o pior, é não querermos ver a realidade.