O Ministério da Educação veio dizer que o programa de distribuição dos computadores Magalhães aos alunos que entraram este ano no ensino básico não está suspenso, mas que cabe ao próximo governo decidir se quer ou não dar-lhe continuidade. Por outras palavras: não está suspenso, mas está suspenso.
Já agora, uma vez que o mesmo ministério aproveitou para acrescentar que entregou 400 mil Magalhães aos alunos do ano lectivo anterior, vale a pena perguntar: desses computadores entregues, quantos foram depois retirados? Não é uma pergunta maldosa, não. É só por se saber o que a casa gasta.

Retirados?! Retirados por quem? Quem é que andou a retirar os Magalhães que foram distribuídos no ano transato?
Quem? Aqueles que os entregaram apenas para a fotografia. Ou o Luís andou distraído?
Segundo julgo, esses computadores que foram entregues para a fotografia e depois correspondentemente retirados, terão voltado a ser entregues, isto é, nenhuma criança terá ficado sem computador por este lhe ter sido abusivamente retirado.
Quanto às fotografias, é sabido que quase todas as inaugurações oficiais são operações de charme jornalístico que a nada de genuíno correspondem de facto. Hospitais são inaugurados quando ainda não estão prontos ou, pelo contrário, autoestradas são inauguradas quando já há carros a circular nelas há muito tempo. Com os computadores Magalhães passa-se exatamente a mesma coisa que com todas as outras cerimónias oficiais e inaugurações oficiais: são operações para jornalista ver e fotografar. E criticável, mas não é mais criticável do que aquilo que todos os governos têm feito desde há muitos decénios.
«Não é mais criticável do que aquilo que todos os governos têm feito»? Pois não. É ‘apenas’ criticável. Estamos os dois de acordo.
?! Então e se o próximo governo atirar com o pobre do Magalhães para as urtigas? Eu cá se entrasse este ano na escola ia protestar.
Também eu. Fazia logo uma perrice daquelas.
Suspender sem suspender é habitual nesta equipa ministerial; veja-se, por exemplo, a TLEBS (Terminologia Linguística para…): no Ensino Secundário foi suspensa mas está em vigor porque decorre dos programas. Eu sei: não dá para perceber, mas é mesmo assim. E poderia multiplicar os exemplos das suspensões sem suspensão.
Sim, sim, meu caro. Devem ser os milagres do “choque tecnológico”: fazer não fazendo. Ou será não fazer fazendo?
Ficamos todos suspensos quanto ao significado da declaração? Ou nem tanto?
:))))
Será mais isso, mdsol:)) E, ainda, por outras palavras o DN dá a mesma notícia com ligeiras nuances…e então a coisa fica ainda mais…em suspenso, pronto.
http:/ dn.sapo.pt /inicio portugal /interior.aspx?content_id=1370053
Todos suspensos não digo, mas todos suspensos sim…
A suspensão é inevitável quando o meio está saturado?
:))))))))))
Eis um princípio da Física a ter em consideração. Parece que o Ministério da Educação é forte em Física. Já em Português e Matemática…
São questões de química, meu caro.
:))))))))))
Pode ser: isto está tudo ligado…
Que tal se fossem directos??
Está suspenso ou está suspenso???
:))
Isso sim, seria esclarecedor. Hehe…