Vai ser posto no mercado no dia 26 de Maio. Abstenho-me de comentários sobre o que possa estar detrás destas imagens e daquilo que a sua visão me provoca. Lamentável o apelo à violência na forma de publicitar o “produto”. Todavia, creio que matar com “mão morta” não deve ser muito eficaz…
Está na hora de matar…
fiodeprumo,

Quando neste país se faz alguma coisa de mais audacioso… cUo
https://www.youtube.com/watch?v=FFfQuaVX
Mas tem toda a razão é lamentável a violência em mensagens.
Seja por desconsideração a mentes que levam a sério a violência animada,
seja por desconsideração a mentes que levam a sério a violência discursiva.
Há demasiada confusão entre pessoas e personagens.
Podemos dizer que não se vêem as pessoas atrás do personagem… e isso tanto acontece quando o personagem é o cidadão abstracto legislativo, quanto quando é o personagem que o representa.
Pois eu não me abstenho de comentar.
Posso até compreender as razões da revolta de alguns (muitos), posso compreender a sensação de cerco e o desespero. Porém, não tenhamos medo das palavras, o terrorismo – é disto que se trata em “Horas de Matar” – não é um instrumento de luta política, senão algo ignóbil e o ponto extremo da cobardia humana.
Quem tem a mão morta vai precisar de muita língua.
Cara Senhora,
Também não comento muitas das artes dos nossos dias. São esquisitas e, muitas vezes, desagradáveis… mas é o meu gosto pelo antigo e pelo belo que me faz velho.
Contudo, neste vídeo, o artista tem a mão direita bem viva. Parece-me que a “mão morta” é a esquerda.
Até sempre.
Segundo O Público, “O vídeo do primeiro single mostra Adolfo Luxúria Canibal de revólver em punho em balcões bancários, em São Bento, no Palácio de Belém ou no Campus de Justiça.”
Entendo como non sense e passo á frente, pois não me parece que dali possa saír coisa melhor.
Boa noite, D. Helena.
à laia do tema da apelação à violência, vi hoje no noticiário da SIC a cobertura jornalistica à captura do Manuel “Palito”, o fugitivo às autoridades a 34 dias. O triste espectáculo de populares a aplaudir, não a actuação da GNR e PJ que o capturaram em circunstâncias dificeis, mas o fugitivo e “alegado” homicida, que durante tanto tempo causou medo às populações. É triste ver que haja gente que mais facilmente vive com o medo e a violência sobre os mais fracos (diga-se que as vitimas foram fortes as que o enfrentaram e fortes as que o sobreviveram), desde que o “Poder” de quem os realmente protege não saia a ganhar. É mais triste ainda que o jornalismo tenha feito a cobertura deste evento como se fosse a chegada de uma “vedeta”, que nada tem de exemplar nesta nossa sociedade que pretende irradicar a violência doméstica. Com fracos resultados, diga-se. O meu coração está com as vitimas, mortais e sobreviventes, estas sim que enfrentaram esta “vedeta” sem os recursos daqueles que tinham obrigação cívica e moral de as ajudar. Os mesmos que aplaudiram o retorno à civilização de um animal que não merece viver no mato onde se escondeu nestes 34 dias.