Esta banca não aprende


Teresa Ribeiro,

O Barclays anda há mais de um ano atrás de mim. Alheio à curva ascendente do crédito mal parado quer por força dar-me um cartão de crédito, apesar de não saber grande coisa a meu respeito, pois não sou cliente.

Já perdi a conta às vezes que o recusei pelo telefone. Como se não bastasse, passou também a assediar-me com emails. Quando leio o nome do banco no remetente, já sei qual é o assunto, portanto nem abro. Ontem, antes de mandar mais um para o lixo reparei que desta vez a mensagem vinha com teaser. Agora oferecem-me uma máquina Nespresso. Ando, como toda a gente, a restringir o meu consumo a crédito, por isso lamento, mas vou resistir, apesar de não ter Nespresso em casa. Quando me oferecerem o Clooney, talvez ceda. 

20 comentários em “Esta banca não aprende”

  1. Teresa, a banca não aprende; temos de ser nós a dizer não, não, não até eles desistirem.
    Tenho o mesmo problema, sempre tive conta no agora Santarder-Totta (dava jeito para depositar o ordenado). Há nove anos deixei de trabalhar para cuidar dos meus pais, mantive a conta e faço depósitos pontuais, com saldo médio jeitozinho, pois utilizo-a para pagar as despesas de casa, sem sobressaltos.
    Não calcula a quantidade de cartões de crédito com grande plafond, cheques que é só depositar e produtos ‘oferecidos’ que recebi durante estes nove anos.
    Os telefonemas são mais que muitos e por mais que eu diga que sou uma pessoa desempregada e sem quaisquer outros rendimentos não há maneira deles entenderem.
    Como vê, a Teresa só anda a ser ‘perseguida’ há um ano, imagine eu há nove anos!!!.
    Haja Paciência!

  2. Boa tarde. Vou contar-lhe uma pequena história. Também vítima dessa estratégia, decidir um belo dia ceder. O trato era o seguinte: eu aderia ao cartão de crédito sem anuidades fazia 300 ou 400 euros de compras nos primeiros dois meses (ou coisa que o valha) e se pagasse tudo até determinada data no mês não suportaria qualquer encargo; em troca, davam-me um aparelho GPS. Lá aderi ao cartão, lá fiz as compras necessárias e lá recebi o GPS (com atraso face ao combinado mas lá o recebi). Continuo actualmente com o cartão, que não utilizo, que tem o saldo a zeros e que, conforme prometido, não tem quaisquer encargos associados. O GPS funciona muito bem e é-me muito útil. O mais engraçado da história: continuo até hoje a ser constantemente bombardeado por publicidade ao cartão (desta vez por uma nespresso) com uma particularidade ainda mais engraçada: por já ter beneficiado daquela promoção, não posso beneficiar de outra!! Cumprimentos, Eduardo Proença

  3. Teresa, também fui assediado algumas vezes por esse Banco e, à terceira, ameaçei com queixa-crime caso voltassem a ligar. Ainda ligaram uma quarta vez, mas pedi à senhora o seu nome para identificar na queixa-crime e expliquei que, no telefonema anterior, já tinha dito que apresentaria queixa. Desligou abruptamente e nunca mais ligaram.
    Estes senhores é que deveriam ser responsabilizados pela crise, já que foi esta sua actuação que provocou a crise internacional. Mas contra estes o Dr. Castanheira Neves não apresentou queixa crime por administração danosa…
    Cumprimentos.

  4. E as empresas de telecomunicações? E os vendedores de disto e daquilo? E as empresas de televisão? E as associações de deficientes? etc., etc. ………..

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