«Essa».
Foi nestes elegantíssimos termos que Rui Rio se referiu ontem à ex-ministra da Justiça e ex-dirigente social-democrata Paula Teixeira da Cruz, respondendo a uma pergunta de Miguel Sousa Tavares no Jornal das 8 da TVI.
Para não haver dúvidas, transcrevo a frase na íntegra: «Acho que essa até disse “tirano”, salvo erro, ahahah…»
Há pormenores que definem uma pessoa. Às vezes basta uma palavra. Um simples pronome demonstrativo, como é o caso. Rio definiu-se nesta palavra com que brindou em directo, num dos principais telediários portugueses, uma senhora – sua companheira de partido.
Como se estivesse lá em casa. Ou no café.

As pessoas deixaram de ter respeito por elas próprias .
A linguagem utilizada nas nossas 📺 são do mais baixo
nível. O que mais me choca são os diálogos nos programas
para os mais novos , para que nenhuma minoria fique ausente
desta salganhada, até vão desencantar a linguagem de rua dos toxicodependentes.
O propósito dessas tendências são para mim um ” mistério “.
A última vez que fui a Lx. fui almoçar com o filho de um dos meus primos, que
também adoptou essa linguagem. Conversei de imediato com o pai que me explicou que eu não faço ideia do que se passa nas escolas. Tudo ou quase tudo
é permitido. Decididamente nunca me poderia integrar num país tão moderno como o nosso.
Não admira, Kika. Com exemplos de “excelência” como este.
Andam muito sensiveis os passistas…
Duas entrevistas à TVI (a anterior tinha sido em Maio), ambas desperdiçadas. Um desastre comunicacional.
Rio não acerta uma. Vê-se bem que vai para estas coisas sem a menor preparação, ao contrário do que o mais elementar bom senso recomendaria.
Veremos se mais algum vice-presidente do PSD fica pelo caminho até às legislativas. Não me admirava nada.
Pergunto; uma ex-ministra pode chamar Tirano e a correção do comentário já é um crime?
Como se trocam os papéis!
Uma deselegância enorme. Tão grande como entrar em casa de alguém, sem ser convidado, e não ter sequer a decência de se apresentar ao anfitrião.
Por sinal, algo que você acaba de fazer.
E a sua opinião que eu respeito
Também respeito a sua, naturalmente.
Refiro-me à opinião, não ao anonimato.
Pode! Uma ex-ministra, ministra, uma dona de casa ou uma empregada doméstica, pode chamar tirano, se entender que o é, mesmo que o não seja.
Não pode; ou melhor! pode mas não deve é ofender pela retórica da depreciação quem quer que seja.
Chama-se a isso boa-formação e aceitação da civilidade.
Nem mais.
Mais do que deselegância, Rui Rio que nem nisso pensou, foi o sentido de inferioridade que se manifestou enfatizando bem o “essa”, muito normal naqueles que em suas casas não mandam nada.
Depois, vem-se para fora e são “homens.”
“Vem-se para fora” não será pleonasmo?
É?! Pode-se vir para o centro, para dentro, para cima e para os lados.

Quando muito “vem-se para fora ” podem ser duas coisas.
Precaução não terá ela esquecido de a tomar, ou ele de o comprar.
O que bem vistas as coisas são duas situações para definir uma.
No caso vertente, segundo admissão do próprio, o ideal é tomar a direcção do centro, mas com pronunciada inclinação à esquerda.
Um discípulo atento ao discurso bochechas sobre as donas de casa.
SM
SM são as iniciais de sado-masoquismo?
Homessa!
Sado-masoquismo pela nova grafia escreve-se Rui Rio.
SMoreira
Isto agora, com o aborto hortográfico, tudo é possível.
Até escrever “omessa”, por exemplo.
Abriu a caça implacável às consoantes mudas.
A liderança fluvial do PSD é palafita. Na falta de melhor ‘hortografia’ referencia-se admiração, talvez culto, pelo tal ‘pai da democracia’, cassando, até, a apreciação pelas donas de casa bem sucedidas.
Depois queixam-se dos bastardos abstencionistas.
Smoreira