
Os resultados das melhores equipas portuguesas de futebol nas competições europeias revelam bem o patamar a que o futebol interno chegou. Se para a Liga dos Campeões já se tinha visto que éramos pequeninos e poupadinhos quando se tratava de mostrar arte e garra; agora na Liga Europa tivemos a demonstração da nossa incapacidade e irrelevância. Até naquilo de que mais gostamos, e em que fomos campeões europeus jogando com uma Selecção Nacional de expatriados, somos incapazes de mostrar algum brio.
Ano após ano, perante equipas da segunda e terceira divisões do futebol europeu, que se o não fossem não estariam numa competição menor da Europa do futebol, somos incapazes de mostrar alguma coisa. Apresentar resultados. Sofrendo golos em catadupa, sendo indiferente estarem a jogar em casa ou fora, nem mesmo quando em vantagem as nossas equipas conseguem segurar os resultados que lhes garantiriam a passagem à fase seguinte.
Bem vistas as coisas, e para não destoar, o futebol que mostramos na Europa, e não falo dos talentos individuais, segue a bitola dos programas televisivos de discussão do “chuto na bola”, das arbitragens, das conferências de imprensa dos treinadores, dos comentários dos dirigentes desportivos, do debate político, do funcionamento dos nossos partidos, da confiança no sistema judicial e na justiça que se vai fazendo, e por aí fora.
A má gestão, a falta de visão e de empenho e o desperdício continuam a ser tão intensos que se compreende perfeitamente o afundamento de toda a esquadra em 24 horas. E a razão para que tantos oficiais e marinheiros não se importem de ir servir para o primeiro porta-aviões, às vezes apenas um bote, inglês, espanhol, italiano, ou até francês, que lhes apareça com um colete de salvação.

Há sempre uma solução: acompanhar o Flamengo.
MENGÃO CAMPEÃO!
Bom dia.
Eu pouco ligo ao futebol, percebo quase nada da coisa.
Mas com a devida vénia não só assino por baixo como lhe tiro o chapéu, particularmente pela referência que faz aos diferentes sectores da vida nacional.
António Cabral
Isto não é culpa dos clubes portugueses. É uma consequência expectável da internacionalização do futebol.
Devido às transmissões televisivas globais, atualmente as pessoas cada vez se concentram mais nos grandes campeonatos e nos grandes clubes. A “prata da casa” perde brilho. Para que há de uma pessoa ser adepta do Benfica ou do Sporting, se pode ver todos os jogos do Bayern de Munique e dos seus rivais no campeonato alemão, que jogam muitíssimo melhor do que Benfica e Sporting?
O futebol, tal como os outros espetáculos, é uma indústria em que o vencedor fica com tudo. Ou seja, na prática, tudo o que é de segunda categoria tende a ser considerado como lixo, uma vez que os espetadores só querem ver o que é de primeira categoria.
Fosse qual fosse a gestão dos clubes portugueses, o resultado final tenderia sempre a ser este.
Não está a afundar um navio mas uma armada. Se o crescimento nacional depende dos países ricos, estamos ao nível.
“Os resultados das melhores equipas portuguesas de futebol nas competições europeias revelam bem o patamar a que o futebol interno chegou. Se para a Liga dos Campeões já se tinha visto que éramos pequeninos e poupadinhos quando se tratava de mostrar arte e garra; agora na Liga Europa tivemos a demonstração da nossa incapacidade e irrelevância.”
Talvez assim se desista desta doença nacional em que o futebol se tornou.
Há muito que deixou de der um desporto para ser uma coleção de casos e de personagens imbecis:
O dirigente da fruta de dormir, o que roubava o próprio clube, o fenómeno que julgava que o ânus era um fenómeno e está acusado de mandar bater nos próprios jogadores.
As claques que parecem congregações de idiotas violentos e racistas.
Ultimamente temos os comentadeiros imbecis que descambam em Andrés Venturas.
” Até naquilo de que mais gostamos, e em que fomos campeões europeus jogando com uma Selecção Nacional de expatriados, somos incapazes de mostrar algum brio.”
Quanto a si não sei, mas espero que os seus somos e gostamos não me associe a este brio.
No futebol como na sociedade em geral, por mais que se finja, a realidade acaba por nos apanhar.
Do mesmo modo que as Polónias e Estónias já nos passaram, as equipas portuguesas agora caem aos pés de colossos ucranianos, turcos ou escoceses, com a maior das naturalidades.
Felizmente por alturas de fim de Maio discutiremos novamente o quão excelente e espectacular o nosso futebol é, e quem não concordar é um aziado que só tem ódio.
O que aconteceu ontem ainda não será suficiente, isto é gente que tem mesmo de bater no fundo para mudar qualquer coisinha.
Uma possível explicação para a hecatombe: os folguedos do Carnaval fizeram mal às pernas e à cabeça das equipas tugas.
Esfregam de contentes as mãos, Conceição, Lage e Amorim por tão bem ter corrido tudo segundo os seus ensinamentos.
Porquê despender esforços e arriscar lesões que poriam em risco as metas do campeonato. E metas de alto teor.
Ser campeão é: um milhão para o Conceição e milhão e meio para Lage.
Um milhão para Amorim se mantiver a posição.
Para o Silas é que parece não haver nada, mas também pouco se incomoda porque nem ele verdadeiramente sabe o que anda ali a fazer.
Particularmente acho que me vou virar mais para o futebol feminino-
Na mesma bom espectáculo, competitivo, mais honesto, mais limpo e incomparavelmente mais bonito.