A propósito da pequena irritação do Pedro Correia:
É só de vez em quando. Muito de vez em quando. Não mais de três ou quatro vezes por dia. Cinco, no máximo. Pronto, de modo a abranger aqueles dias já não exactamente típicos, que sejam seis. É só quando olho para cima, e nem sempre. O quê? A vontade que me surge de comprar uma caixa de chumbos, pegar na velha pressão de ar que o meu pai me ofereceu quando eu era miúdo e ninguém usa há décadas, e sair por ai atingindo Pais Natais agarrados a fachadas de prédios. Não procuraria atingi-los nas zonas vitais. Não, nada disso. Tentaria posicionar-me de lado e acertar-lhes nos dedos das mãos, de modo a fazê-los cair. Só pelo divertimento – e para ver se as renas apareciam do nada, voando com o trenó atrás, e os salvavam no último instante, como num filme de super-heróis. Seria catita. O ponto alto do meu Natal. Mas é capaz de ser ilegal e assustar as pessoas.
Publicado aqui há cerca de um ano. Devo dizer que, no Porto, este ano parecem ser muito menos. Er… viva a crise?

Confirmo: em Braga são muito menos. A crise ou alguém com uma pressão de ar anda a tratar do assunto.
Ei, não sou eu, que já nem vou a Braga há meses.
Subscrevo cada palavra do teu texto, JAA. Sem tolerância natalícia.