Espelho meu


Sérgio de Almeida Correia,

1 – É natural que seja pedida uma auditoria externa a um programa que tem vindo a ser auditado pelo Engº Roberto Carneiro*, ex-ministro de um Governo do PSD e conhecido apoiante do Prof. Cavaco Silva. O Eng.º Roberto Carneiro, como todos os portugueses sabem, é um tipo a soldo do Engº Sócrates, um perigoso esquerdista disfarçado de social-democrata e que ao serviço da UNiversidade Católica Portuguesa é incapaz de apontar defeitos a um programa que seja conduzido por um Governo socialista. 

 

2 – Também estou de acordo quanto ao facto de se afirmar que o programa deverá ser reformulado para “servir realmente aqueles que precisam de uma segunda oportunidade“. Não sei porquê mas pensei logo nele. E também neste que em 2008 queria fazer um mestrado (já o terá concluído?).

 

3 – O Dr. Vieira da Silva devia enviar uma resma de fichas de inscrição para a sede do PSD. Como os portugueses também se aperceberam, de Passos Coelho a Pedro Duarte, gente a necessitar de uma segunda oportunidade fora do partido é coisa que para aqueles lados não falta. Só o Relvas, mesmo sem qualificações, levou quase toda a sua vida adulta – pelo menos 23 anos -, como deputado. O Prof. Marcelo, que para mim é uma pessoa qualificada, podia ficar com as fichas e depois ir distribuindo-as à medida das necessidades.

 

P.S. Temo é que mesmo com uma aposta na requalificação muitos dos dirigentes do actual PSD não conseguissem aproveitar essa segunda oportunidade. Há alguns que por mais oportunidades que se lhes dêem acabam sempre a atirar aos melros. Ainda assim, como diria Bagão Félix, convém que sejamos tolerantes, já que é isso que também nos ensina a doutrina social da Igreja. Nem todos podem ser como Jorge Nuno Pinto da Costa.

 

* – Fiquei a saber, graças aos leitores, que Roberto Carneiro não é militante do PSD (como Bagão Félix também nao é do CDS/PP). Sucede que desde o tempo em que como tal me foi apresentado, em Macau, no consulado de Rocha Vieira, dei por boa a informação e nunca a questionei. Não será, certo, mas Basílio Horta também não é militante do PS. E Freitas do Amaral também nunca o foi. Mas será que isso muda o essencial da questão? 

7 comentários em “Espelho meu”

  1. Fala assim porque não conhece a farsa das NO por dentro.
    Deixe-se de cinismo e pergunte a quem está no terreno.
    Já gaora, frequentou as NO?

  2. Ai Sérgio, que mauzinho!! O Roberto Carneiro NUNCA foi militante do PSD. Foi, como independente, Ministro da Educação do primeiro governo de Cavaco Silva.
    É, isso sim, há mais de seis anos, membro do Movimento Humanismo e Democracia a que também pertence a mulher dele Maria do Rosário Carneiro e um par de outras pessoas que se agregaram ao PS e foram Deputados do PS nos últimos 6 anos.
    Estas coisas, claras e lineares, explicam tudo o que parece inexplicado no seu artigo, caro Sérgio.

  3. Independentemente da auditoria, convém não esquecer que um mestrado, seja ele qual for e seja na Universidade que for, é bem mais difícil que uma licenciatura ao Domingo, com Inglês técnico que nem para traduzir o Memorandum serviu! Certo?

  4. O que Roberto Carneiro auditou, não foi o grau de eficiencia das NO, mas o grau de satisfação de quem as frequentou, que não pode deixar de ser muito elevado, quando se entra para a Universidade sem ter estudado para isso, ou quando dão um diploma do 12º ano a quem tem apenas a 4ª classe, e o trabalho que fez para isso foi ter escrito a historia da sua vida.
    É claro que estes processos de valorização academica fez escola no governo socialista, tendo tomado como exemplo o 1º ministro.

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