Espaço. Há um determinado espaço que pode ser ocupado. Não há como preenchê-lo com mais do que o que lhe foi previamente destinado. Cabe uma pessoa. Cabe meia pessoa mais outra meia pessoa. Não cabem duas. Se eu quiser deixar uma pessoa se sentar, tenho, inevitavelmente que remover a outra.
No lugar ao lado, cabe o mundo. Neste, falta-lhe o espaço. Ou, simplesmente não lhe estava destinado caber mais nada.

Eu concordo com a ideia que o espaço é limitado. Não podemos ter vários slices of people nos nossos corações, nem metades, nem outras parcelas. Porém sei que alguma poeira e alguns resíduos teimam em sair…
Por vezes teimam em sair. Por vezes nós teimamos em deixá-los sair. Decidimos esperar. Temos esperança. Temos medo. O pior é quando sentamos duas pessoas num mesmo lugar e já nada parece estar completo. Obrigada pelo comentário e leitura, uma vez mais.
Isso da completude é tramado. Tenho essa sensação por vezes, mas isso passa com mimo.
(Estive a ler alguns posts anteriores. Gostei.)
🙂
Obrigada Bruno 🙂
Prometo que, apesar dos posts parecerem indicar o contrário, sou uma pessoa feliz e alegre ;). Quanto à completude: infelizmente o mimo nem sempre cura.
Não quis dizer nada em contrário. 🙁
Ah, claro claro! Foi apenas um comentário meu 😉
Os espaços emocionais não se podem socorrer da álgebra linear. Este seu texto é uma boa introdução à fundação da álgebra emocional. Já se nota uma proposta de sistema de eixos de ângulos variáveis, orto-diferenciados, que não se cruzam no zero, com tudo variar no tempo, que é instável… o inferno são os outros!
Caro José, agradeço muito o comentário com o qual fico muitíssimo lisonjeada. Gosto muito da sua citação final, pois é de um dos meus livros favoritos. Espero continuar a aprofundar a minha álgebra emocional.
Será que existe um único espaço onde só cabe uma única coisa?
Será que determinada coisa, não cabe no espaço destinado a outra coisa diferente?
Não será possível, duas ou mais coisas coexistir no mesmo espaço?
Não possuirão os espaços, qualidades moldáveis, adaptáveis, extensíveis ao número ou ao tamanho das coisas?
Por fim, de modo a evitar tornar-me maçador; Não poderá resultar de um espaço e uma coisa, o nascimento de outra coisa e (ou), de outro espaço?!
😉
Obrigada. Vou com certeza reflectir sobre algumas dessas questões e escrever mais um pouco. Fico contente com o desafio.
mas nesse espaço quem é removido deixa sempre uma marca, uma imagem, um recorte ou uma memória dum momento ou de vários, por vezes apenas dum olhar. independentemente de quem ocupa o espaço, há sempre um espacinho nas paredes para ser preenchido por quem vai passando e há toda uma vida para as preencher.
é verdade. e será que o espaço assim não se vai tornando cada vez mais apertado para quem lá se senta? ou se tenta sentar?
eu imagino um quarto onde vamos colando fotografias ou postais na parede ou onde quem lá entra deixa a sua marca escrita. há sempre espaço para quem se senta, para quem nós queiramos que se sente, pois se há alguns que até podem entrar sem que sejam convidados, só se sentam se lhes estendermos a cadeira.
A autora é brasileira????????????