Na esplanada:
– Agora, quando eu e o João estamos juntos quase não falamos.
– Isso não é bom.
– A questão é que não sei. Às vezes sinto-me bem por não ter que puxar assunto.
– Ah, então não é bom, é óptimo. Significa que já são íntimos.
– Não sei se é intimidade, se é desinteresse.
– Mas quando estão calados ficam aborrecidos?
– Não. Ficamos a jogar no telemóvel.
– Então não percebo qual é o teu problema.

Ouvi no outro dia na rádio o psicólogo Eduardo Sá, à conversa com Isabel Stillwell, a dizer que atualmente, quando uma família vai almoçar junta a um restaurante, põe-se cada membro da família a brincar com o seu aparelho eletrónico (telemóvel, tablet, etc) enquanto come e ninguém fala com os restantes.
Sim, isso até já tem um nome técnico (que não recordo agora, lamento)
Não tenho smartphone e muitas vezes saio de casa sem telemóvel (que é dos mais básicos). Sou um fóssil
Hum… ganhaste-me. Mas por pouco. Tenho smartphone porque mo impingiram e às vezes (poucas) saio sem o levar 🙂