a) Assustador
b) Revoltante
c) Inacreditável
d) Deprimente
e) Imbecil
f) Patético
g) Outro
h) Todos
(para ler o artigo todo, sugiro que grave a imagem para poder aumentá-la)
“Milhares de portugueses desesperados formam diariamente filas intermináveis nos Centros de Emprego e outros largos milhares ainda é noite e lá vão para Alcântara na tentativa esperançosa de conseguir um visto para Angola, a nova Terra da Promissão. O povo português é tradicionalmente um povo pobre, povo de olhar o chão para ver se encontra centavos, tostões ou cêntimos. (…) Então o desesperado alcança a porta e uma luz se abre, chora de alegria pela primeira vez há muito tempo, sai do mundo escuro dos mortos e entra no mundo luminoso da esperança. “
Rui Ramos, Jornal de Angola – 28 de Novembro de 2012

Não é preciso ir a um jornal de Angola para ler prosa desse teor ou semelhante, por cá também abunda e deixe que lhe diga até em blogues como este por vezes se lê desses artigos patéticos, veja por exemplo o que por aqui se tem escrito para “justificar” os escandalosos cortes nas pensões. A imbecilidade ainda é a armas dos fracos.
Publico o seu comentário por uma única razão: dizer-lhe que aqui no DO não há imbecis e muito menos fracos, porque que todos assinamos com o nosso próprio nome as opiniões que aqui lê, quer lhe agradem ou não. Ao contrário de si, que se esconde atrás de três letras anónimas para atacar. E acertar ao lado, ainda por cima, já que não vejo o que têm os cortes nas pensões que ver com o tema deste post.
Bom. A parte das filas nos Centros de Emprego (e na Segurança Social) é verdade. As minhas aventuras recentes teriam dado uns belos textos.
Ainda não encontraste a luz do caminho para a Terra da Promissão? A culpa é tua, que não vais a Alcântara.
Temos que compreender que os angolanos, ainda traumatizados por decénios de opressão, ficam agora felizes por estarem na mó de cima.
Só isso explica, aliás, a fixação dos angolanos por comprarem empresas portuguesas – se não fosse por esse gozo de estarem em cima de Portugal, teriam certamente empresas estrangeiras muito mais rentáveis para investirem o seu dinheiro.
(Quando me refiro a “angolanos”, falo da elite angolana.)
Por uma vez estamos de acordo, Luís. Ao ler textos destes, tenho sempre a sensação de que há um sentimento de vingança de quem foi colonizado e agora está na mó de cima. Mas ainda bem que faz a ressalva, é a elite reinante que tem esta atitude e não o povo em geral.
Se é este o tipo de jornalismo que poderá cá chegar… O Correio da Manhã vai parecer o Le Monde Diplomatique, comparado com isto.
Não tenha dúvida.
A parte que a choca é a caracterização, que peca por defeito, de Portugal e dos portugueses, ou é por o Sr. adjectivar, erradamente, Angola como o paraíso na terra? Já sei é a comparação. Agora em vez de estar com amuos patrioteiros e bacocos devia era olhar, e fazer, mais pelo nosso povo em vez de vir aqui derramar postas/lágrimas de crocodilo com ofensazinhas de carácácá. E não é dar dinheiro a ninguém, é só abrir os olhos nas vésperas das eleições.
Desculpe lá, essa conversa é comigo? Não me parece.
Aninha, (…) já conhecia os artigos deste… O rapazito esquece que aprendeu português com os portugueses, mas escreve mal. O pázinho tem tantos podres para escrever sobre a sua terra e anda armado ao pingardelho, talvez para sobreviver. Esquece este “campeão” de meia tigela que Angola sem os portugueses seria uma autêntica desgraça. Este pázinho ainda não entendeu que nas mãos dos russos, chineses, americanos, franceses os tipos, refiro-me aos racistas ignorantes, jamais seriam aquilo que julgam ser, porque seriam ignorados (não fosse o petróleo e outros minerais e nem seriam notícia). Mandem de volta os portugueses e as empresas portuguesas para ver aonde é que Angola vai parar. Quero deixar expresso o meu apoio e solidariedade ao bom povo de Angola, mas àquele povo que não gosta de andar a armar em branco (que é certamente a grande maioria) para superar traumas sem sentido, e que, para além dos tiques, toques e fato igual aos brancos, também não ambicionam cabelo liso e olhos claros. O povo Angolano é um povo bom, amigo, sabedor e pleno de conhecimentos ancestrais, mas, à mistura, têm alguns pretos que, por complexos de inferioridade, querem passar por brancos, agindo no pior sentido e fazendo tudo para atrair as atenções. É uma questão de identidade perturbada e envergonhada, complexos de inferioridade.
Angola se tem o território que tem deve a Portugal e aos portugueses; e se alguma dúvida subsiste sobre quem tem aprendido algo com os portugueses basta ver quantos professores, médicos, engenheiros e outros tantos se formam, e formaram, em Portugal, e aqueles que também usam o sistema social português, tal como a saúde, para colmatar suas deficiências. Foi este povo português que andou a mandar dinheiro para matar a fome a tantos desgraçados que foram e são vítimas de uma pequeníssima minoria que vive(u) como vive(u) e aje(iu) como aje(iu).
A propaganda publicada nesse órgão oficial, o jornal de Angola, é veneno que lhes cairá em cima.
Mas uma coisa é certa, nós os portugueses necessitamos de governantes à altura, e outros, para lidar com certo tipo de situações. Há quem pense que a vida deve ser vivida a qualquer preço e não se coíbe, com suas atitudes, não atitudes e cegueiras, de desonrar o orgulho de uma nação. Viva Portugal, Viva Angola, aquela outra Angola, aqueles grandes angolanos (que são quase quase quase todos, falta muitíssimo pouco para serem todos) que não sofrem de perturbações identitárias!
O grande estadista Africano que é exemplo para o mundo leva por nome Mandela (Madiba, grande Madiba!). Longa Vida para Mandela! Como seria bom se o mundo fosse governado por Mandelas.
Por último, escolho todos esses adjectivos e mais os outros que surgirem na mesma linha.
Aninha, permita acrescentar a minha musiquita:
http://www.youtube.com/watch?v=VHQFmBrjL CM&hl=en
São os meu votos para o Portugal actual e para Angola. Aqui está o tropicalismo Português. Viva o criador da linda mulata (PORTUGAL).
Soube hoje, por mero acaso, que o “jornalista” que vomita ódio no jornal de Angola usa vários heterónimos nos seus textos. Rui Ramos é só um deles, e nem sequer é o nome verdadeiro.
De acordo, absolutamente, quanto ao exemplo de Mandela. Uma pena não ser mais seguido no mundo inteiro.
Patético. Os artigos inflamados deste pobre coitado, cuja mentalidade ainda se encontra na Idade da Pedra, são orquestrados, pela elite angolana, que esbanja dinheiro e nenhuma educação (escolaridade). Sou mestiça e isso por si só já é objecto de raiva por parte de qualquer africano. Somos racistas entre nós (questões culturais). Vendemos outro negro, só porque pertence a uma etnia diferente da nossa. Culturalmente estamos atrasados por vontade própria. Somos estúpidos. Gostamos de confusão. Estamos sempre a atirar à cara de qualquer branco, a ideia da escravidão, mas nunca assumimos que nós vendemos negros para alimentar essa indústria. Violamos meninas de 5/6 anos, por acreditar que assim nos curamos de determinadas doenças (tais como a sida). Vimos a Lisboa alardear o nosso dinheiro, mas o nosso comportamento é igual ou pior aos dos nossos bisavós. Se Portugal está a passar mal? Está, mas sempre albergamos todas as culturas. Mandela, nunca sairia vivo de uma prisão em Angola. Mandela, não é sinónimo de paz para aquela elite e seus esbirros. Ana Vidal, obrigada por colocar estes textos idiotas de um burro, que se apelida de jornalista, ao conhecimento público. E porque raios, se é tão orgulhoso da sua pátria, assina com um nome português’? Tem vergonha do nome africano que lhe deram na missão onde estudou? Maria Lopes
Posso acrescentar outro adjectivo? Rasca. É texto escrito por alguém que também terá falado mal dos “pretos” aqui em Portugal, e agora foi-se também agarrar á teta angolana. Essa pessoa conhecerá a realidade dos angolanos pobres, da maioria do povo que nunca irá beneficiar do novo-riquismo da família dos Santos?
E não só. Todavia, sobre a realidade dos angolanos pobres, já se deve ter apercebido que um miserável nunca olha para um pobre, a não ser para tentar pôr o pé em cima de quem está em dificuldades.
Já agora, não percebi essa dos “pretos” entre aspas. Preto é um indíviduo de cor preta. Fico por vezes surpreendido com esse pudor em afirmar que uma pessoa é preta. Já na América existe esse tipo de complexo: agora está muito na moda o termo “afro-americano”. Com estes modismos fico com a sensação que também nos EUA há pretos, e há, com vergonha da sua cor; e no caso dos EUA parece que há algum receio em reconhecer um negro ou preto como americano. Sim, porque isto de ser africano só pode pesar como nacionalidade e não como cor, porque existem brancos africanos em toda a África (e não só na África do Sul), e alguns deles a viver por este mundo fora: Em Inglaterra, na Holanda, em Portugal, na Alemanha…
Parece que ainda não nos apercebemos da raíz indo-europeia que está patente também no continente europeu.
Por outro lado, não há uma raça africana, a raça tem que ver com factores morfológicos, como a cor da pele, traço facial, constituição física…
Ainda relativamente aos africanos se quisermos ser precisos devemos classificá-los por etnias, que tem em conta a religião, língua, hábitos gastronómicos, hábitos nos vestuários e outros aspectos. No caso angolano temos uma quantidade e diversidade de etnias: kimbundo(u)s, ovibundos, bakongos…
Outro exemplo: os Ngangela (Gangela), um grupo etnolinguístico que por volta dos finais dos anos 80, inícios dos anos 90, representavam cerca de 6% da população angolana, são constituídos por 20 tribos: Luimbe, Lovale, Luchazi, Bunda, Gangela ou Ganguila, Ambwela o Mbwela, Ambuila-Mambunbo, Econjeiro, Ngonoielo ou Ngonjelo, Mbande, Cangale, Iahuma, Gengista, Nicoia (Nkoya), Canachi/Kamaxi, Ndungo, Nhengo/Nyengo, Nhemba ou Nyemba, e Avico, Lwéna, Luio.
Feliz Natal, também para a Aninha!