A memória de Sócrates sobre o jogo da reviravolta contra a Coreia provocou o regresso das redes sociais aos velhos tempos. De um lado, artilharia pesada, escrutínio ao pormenor, argumentos esticados e estocada satírica. Do outro, fogo de barragem e manobras de diversão. No fulgor da batalha, regista-se o testemunho de Fernando Moreira de Sá sobre o tema. Noutra encarnação, Moreira de Sá, especialista em comunicação cujos escritos raramente entendo (coisa que é naturalmente da minha total responsabilidade), dedicou-se de acordo com o próprio depoimento a criar perfis falsos no facebook, a intervir em programas radiofónicos para queimar adversários políticos e a outras variadíssimas campanhas negras. Desta vez, todavia, elabora sobre a melhor forma de combater a manipulação. Nada mais nada menos do que conhecimento e informação, revela-nos o mestre enquanto nós lhe agradecemos com voz trémula, embargada pela comoção da descoberta. Logo de seguida, Moreira de Sá levanta ligeiramente as vestes e, enquanto se prepara para caminhar sobre as águas com um portátil da Apple na mão (só não cofia a longa barba branca porque tanto quanto sei não a tem), afirma:
Era tão simples saber que nesses anos os estudantes tinham aulas ao sábado. Era tão simples primeiro procurar a informação e só depois comentar. Mas não. A lógica nas redes sociais é primeiro atirar e perguntar depois. Como no velho oeste.
Entretanto, várias testemunhas garantem que, depois de publicar o post, Moreira de Sá acenou a familiares e amigos com a mão que mantinha livre e dirigiu-se a um mosteiro budista, dedicando-se agora a uma vida de recolhimento e oração.

Fico agora na dúvida se o meu filho de 9 anos tem de pedir desculpa pelas gargalhadas que deu quando soube desta última façanha do sr. Socrates…
Não aulas começavam SEMPRE a 7 de Outubro (depois passaram para 1) e acabavam a 11 de Junho. Foi assim, pelo menos, de 1964 a 1974.
Era vulgar em 1 de Julho já havia quem estivesse na praia. Em 15 de Julho costumava ir para a praia, de onde se voltava nos fins de Agosto.
Além de me lembrar de quando andava na escola, em cada mês de Julho mais quente penso sempre dos nossos péssimos calendários escolares, pouco adequados ao nosso clima. Julho é um mês quentíssimo.
As Férias Grandes – de 11 de Junho a 7 e depois 1 de Outubro eram imensas e em meados de Setembro já se tinha saudades da escola…
Fiz muito melhor que o Sócrates. Saí para a rua quando a Coreia do Norte, aos 5 minutos de jogo, ganhava por 6-0. O carro não pegou, de modos que a minha mulher teve de o empurrar durante o caminho. Eusébio saltou do banco e concretizou 5 lançamentos triplos em menos de nada. Minha mulher dava empurrões de contentamento e por pouco o carro não foi ribanceira abaixo. Quando chegámos ao nosso destino, Eusébio tinha entretanto sido substituído por Pauleta, que meteu mais uns poucos. Na escola, a festa durou o resto do mês de Julho, sábados e domingos incluídos, e prolongou-se por Agosto e Setembro, tendo até havido festa na escola a 15 de Agosto. Foi uma alegria.
Esqueci-me de dizer que sei porque era lá professor do curso de bede ingueliche.
Procurei informar-me, mas ainda não consegui saber se o Domingos Amaral (em cujo depoimento o Fernando Moreira de Sá se apoiou), é a mesma pessoa que, em 2012, mereceu que o Dr. António Araújo, em 2012, escrevesse isto: http://malomil.blogspot.pt/2012/07/verao-q uente-1-parte.html
Alguém quererá ajudar-me?
O post de Domingos Amaral fala em aulas ao sábado de manhã… o que podia acontecer, é claro. Mas o jogo foi de tarde, coisa que ele remete para eventuais “actividades escolares”… para ser tão vago na “pesquisa”, mais valia estar calado. Mais calado ainda deveria estar o Sá, porque o texto passa bem por encomenda a “profissional/anjinho” da manipulação.
De qualquer forma, o problema não é a memória de um, nem a manipulação do outro… o problema é o descrédito acumulado dos dois. Com manipuladores e mentirosos é irrelevante discutir sobre a verdade.
O que querem é só conversa…
É o mesmíssmo Domingos Amaral, autor de livros de softporn e filho do ministro de Sócrates, Freitas do Amaral.
Obrigado, frty. Sendo, assim, estão bem juntos.
Escola a 23 de julho até pode haver, só que é no hemisfério sul.
Fico estupefacto por ninguém se lembrar do sagrado dia 11 de Junho! Dia em que ninguém pensava em faltar, apesar do dia feriado a 10! Mas dia diferente de 11 para as aulas acabarem, só quando o 11 calhava a um domingo – ou, mais tarde, a um sábado.
” In illo tempore” naquela data estava-se em plenas Férias Grandes.
Não deixa de causar espanto o número de “viúvas” socretinas…
Mentirosas, ainda por cima.
Acabara o liceu oficial em Junho,qual Julho,não nos lixem mais o casco.
De modo que depois de Junho e tendo passado(sublinhe s.f.f.) a minha preocupação era praia e garotas.Nada de coreias,nada de promissores filósofos
de bancarrotas em série.Repito:em Julho de 66 eu,com treze aninhos,na praia de manhã e à tarde na rua, andava de olho em garotas,do jogo já nem guardo memórias.
Se já chegámos ao velho Oeste, então, estamos no bom caminho.

É claro que a história contada por JS passaria despercebida se o camarada não tivesse sido repetidamente apanhado em histórias mal contadas, a começar por fazer-se passar por engenheiro quando não o era e tinha completado um curso ao Domingo, com inglês técnico feito por fax e outras comicidades, ter assinado os projectos de uns casinhotos em freguesias da Guarda quando era funcionário da CM da Covilhã e por isso lhe era permitido na Covilhã, etc, etc.
Ao que podia ser tido tomado simplesmente como confusão ou imaginação tornada realidade sobre o que, com 8 anos de idade, teria feito nessa tarde de 23 de Julho de 1966, juntam-se justificações absolutamente patéticas de quem o pretende defender.
Esse vem dizer que havia aulas a 23 de Julho, o que obviamente não é verdade, outros declaram que havia o hábito de irem para a escola jogar futebol (mas, nesse caso, seria de esperar que o próprio JS acrescentasse esse pormenor ao contar a história), e, ainda, qual a explicação para, na Covilhã, ter levado 50 minutos de automóvel de casa à escola (saíu com 0-3, resultado que se manteve durante 2 minutos, e chegou à escola já depois do intervalo, com Portugal adiantado no marcador?).
Enfim, dali não há a esperar outra coisa…
…quando era funcionário da CM da Covilhã e por isso NÃO lhe era permitido na Covilhã…