Era o caminho
Era o traço
Eras tu
Meu olhar de melaço
Era o laço
Que então me deitavas
Era o caminho
Era a rua
Era eu que sorria
E desfazia
O embaraço
Era o caminho
Era o passo
Que lado a lado
Agora trazia
A minha mão na tua!


De repente, estes versos lembraram-me as “Águas de Março”, do Jobim 🙂
Vou pedir ao Ivan Lins que lhe faça a música. Tem, de facto, batida de samba.
Com que então não és poeta, só… economista?
Pois, pois. 🙂
E até tinha uma gralha agora corrigida: “trazia” em lugar de “fazia”…
Agarrei-a por agarrar.
Sem sequer lhe olhar o rosto.
Sem tão pouco a desejar.
Nem lhe ter lido no rosto,
O que a fazia corar,
O que a tornava o mosto,
De um vinho a azedar.
Agarrei-a sem a ver.
Levei-a sem a sentir.
E ela… veio, sem ser.
E eu, comecei-a a despir.
E ela, sempre a descer.
E sem nunca tentar fugir.
Depois; foi o grito profundo.
O repuxar dos lençois.
Foi o romper d’aquele mundo,
Que já não conhece mais sois.
Foi então, quando a vi
Numa alma ultrajada.
Que de súbito, morri.
Entre espasmos de tesão.
E que a senti, já vingada,
De uma vida sem razão.
;)))
(onde raio é que deixei a métrica?)
Caro Bartolomeu, isto é concorrência desleal…
Para que é que você queria a métrica? Está lá toda…
Ainda que o almejasse, e até que pudesse concorrer com a sua escrita, cara Helena, teria um longo caminho a percorrer…
😉
Desde que não haja pedregulhos o caminho faz-se caminhando…
Muito bom, Helena! E muito bom, Bartolomeu, para si também! Beijos aos dois sem métrica