8 comentários em “Entretanto, no país da auto-estrada do pinhal interior”
E agora, para além de em caso de necessidade de algum familiar ou amigo, convençam-me a dar sangue! É que sendo anteriormente dador (que começou quando a esposa de um amigo precisou) sempre fiquei com a ideia que era um negócio em que o único mecenas era eu, sem direito a descontos nos lucros. Afinal, e para além disso ainda há a incompetência! Que nunca é de descurar quando falamos de organismos estatais ou dele dependentes!
Na minha família sempre fomos dadores de sangue. É frustante ouvir notícias destas. Só tenho umas perguntas: – Quanto custa o equipamento para se poder aproveitar o plasma? – Mais de 70 milhões?! – Os responsáveis do Instituto Português do Sangue andaram e andam a dormir?! – Há quantos anos temos esta pouca vergonha?!
A avaliar pelos comentários a esta notícia, a reacção é “nunca mais dou sangue”. Inteligente. Assim, não só se compra o plasma como, já agora, o sangue inteiro (se é que se encontra disso à venda).
A Isabel tem razão, claro. A disfunção do sistema não pode desviar a atenção do essencial que é a necessidade de partilharmos um “bem” essencial com quem precisa. Mas, compreende-se bem a revolta de quem é confrontado com a estupidez da gestão do assunto.
Claro. Mas temo que isto tenha sido um tremendo tiro no pé do novo presidente do IPS. Não o alertar para a situação disfuncional, entenda-se. Mas a forma de o fazer (ou como foi reproduzida pela comunicação social) parece-me extremamente desastrada. Em vez de dizer qualquer coisa que permitiu a jornalistas (irresponsáveis, digo eu) fazerem títulos como este do JN “Metade do sangue colhido vai para o lixo”, que um leitor distraído entende literalmente (honra seja feita ao DN, que não se comportou assim), teria sido completamente diferente dizer “Plasma do sangue recolhido não é utilizado e tem de ser comprado blablabla”. Não muito diferente do título do DN, diga-se. Mas ainda assim, há uma subtil diferença entre “não utilizado” e “destruído” e uma diferença absolutamente nada subtil em relação a “mandado para o lixo”.
E agora, para além de em caso de necessidade de algum familiar ou amigo, convençam-me a dar sangue!
É que sendo anteriormente dador (que começou quando a esposa de um amigo precisou) sempre fiquei com a ideia que era um negócio em que o único mecenas era eu, sem direito a descontos nos lucros.
Afinal, e para além disso ainda há a incompetência!
Que nunca é de descurar quando falamos de organismos estatais ou dele dependentes!
Pelo visto, não devemos perguntar a alguém se já foi dar sangue. A formulação correcta é: já foste deitar sangue fora?
Na minha família sempre fomos dadores de sangue.
É frustante ouvir notícias destas.
Só tenho umas perguntas:
– Quanto custa o equipamento para se poder aproveitar o plasma?
– Mais de 70 milhões?!
– Os responsáveis do Instituto Português do Sangue andaram e andam a dormir?!
– Há quantos anos temos esta pouca vergonha?!
Pelo que li, há 10 anos, Virgínia!
A avaliar pelos comentários a esta notícia, a reacção é “nunca mais dou sangue”. Inteligente. Assim, não só se compra o plasma como, já agora, o sangue inteiro (se é que se encontra disso à venda).
A Isabel tem razão, claro. A disfunção do sistema não pode desviar a atenção do essencial que é a necessidade de partilharmos um “bem” essencial com quem precisa. Mas, compreende-se bem a revolta de quem é confrontado com a estupidez da gestão do assunto.
Claro. Mas temo que isto tenha sido um tremendo tiro no pé do novo presidente do IPS. Não o alertar para a situação disfuncional, entenda-se. Mas a forma de o fazer (ou como foi reproduzida pela comunicação social) parece-me extremamente desastrada. Em vez de dizer qualquer coisa que permitiu a jornalistas (irresponsáveis, digo eu) fazerem títulos como este do JN “Metade do sangue colhido vai para o lixo”, que um leitor distraído entende literalmente (honra seja feita ao DN, que não se comportou assim), teria sido completamente diferente dizer “Plasma do sangue recolhido não é utilizado e tem de ser comprado blablabla”. Não muito diferente do título do DN, diga-se. Mas ainda assim, há uma subtil diferença entre “não utilizado” e “destruído” e uma diferença absolutamente nada subtil em relação a “mandado para o lixo”.
Depois de ler o artigo do JN
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/I nterior.aspx?content_id=1877276
(como o tal leitor distraído, li o título mas não o texto antes de escrever o meu comentário anterior), retiro o que disse e passo a dizer o seguinte:
O Sr. Alfredo Maia, ou o seu chefe de redacção ou lá quem decide os títulos das notícias, é completamente irresponsável.