Entretanto, lá fora


cadernoelastico,

Alvaro Uribe, presidente da Colômbia, falhou o teste decisivo da democracia. Apesar das suas altíssimas taxas de aprovação, estava limitado a dois mandatos seguidos. Depois, poderia prosseguir a sua carreira política, mas de outra maneira. Não resistiu à tentação do poder.

Certo de que a sua política colhia a aprovação do país, Uribe preferiu convencer a Câmara Baixa do Congresso a convocar um referendo para a possibilidade de um terceiro mandato. Com este pedido, Uribe deu uma valente machadada no caminho da Colômbia para a normalidade. Se o Tribunal Constitucional consentir, o poder executivo volta a perder um importante freio, o poder pessoal volta a contar mais. O veneno do caudilhismo ainda corre forte na política sul-americana.

5 comentários em “Entretanto, lá fora”

  1. Pois continua, Ana. Totalmente reprovável. Tal como condenei o ‘golpe’ constitucional de Hugo Chávez, fazendo subverter a lei fundamental do pais por via plebiscitária, o que é uma das marcas do pior dos populismos, condeno exactamente nos mesmos termos a intenção de Uribe.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *