Alvaro Uribe, presidente da Colômbia, falhou o teste decisivo da democracia. Apesar das suas altíssimas taxas de aprovação, estava limitado a dois mandatos seguidos. Depois, poderia prosseguir a sua carreira política, mas de outra maneira. Não resistiu à tentação do poder.
Certo de que a sua política colhia a aprovação do país, Uribe preferiu convencer a Câmara Baixa do Congresso a convocar um referendo para a possibilidade de um terceiro mandato. Com este pedido, Uribe deu uma valente machadada no caminho da Colômbia para a normalidade. Se o Tribunal Constitucional consentir, o poder executivo volta a perder um importante freio, o poder pessoal volta a contar mais. O veneno do caudilhismo ainda corre forte na política sul-americana.

Pois continua, Ana. Totalmente reprovável. Tal como condenei o ‘golpe’ constitucional de Hugo Chávez, fazendo subverter a lei fundamental do pais por via plebiscitária, o que é uma das marcas do pior dos populismos, condeno exactamente nos mesmos termos a intenção de Uribe.
esperava melhor dele. o ano passado, Uribe repudiou esta via, dizendo que era perigosa num país como a Colômbia. tem memória curta…
O caudilhismo vai medrando.
Era bem melhor que fosse merdando…
Estou contigo e não abro.