Entre as brumas da memória


Ana Vidal,

"Fui militar combatente na Guerra 1961/74 e sou defensor da nossa nacionalidade. Mas com estes politicos pergunto-me se não terá sido um erro os feitos de 1140 (Independência), 1385 (Aljubarrota) e 1640 (Restauração). Afinal quem teve visão foi o povo de Olivença."

 

(Comentário de um leitor numa notícia do Sapo sobre o caso PT/TVI e o depoimento de Rui Pedro Soares na Comissão de Ética. O estado de desânimo  e impotência em que todos andamos está bem espelhado neste desabafo, que me arrancou primeiro um sorriso desprevenido mas, logo a seguir, uma enorme tristeza)

5 comentários em “Entre as brumas da memória”

  1. Concordo com o comentário do Combatente na Guerra 61/74. Também fui! Orgulho-me de ser Português, tal como o combatente que comenta a noticia PT/TVI. Acredito como ele que as gerações governantes, não sintam tanto orgulho! Sei que o orgulho não se mede, sente-se, e isso é coisa que poucos políticos sentem. Os políticos sentem mais as oportunidades. Sentem mais o poder económico. Exemplos? Durão Barroso! Mais? José Sócrates ! Mais? Mário Soares! Haveria muitos mais, que prometiam fazer alguma coisa. E que fizeram? Se qualquer destes políticos profissionais, fosse bom na sua profissão, já não digo orgulhosos portugueses, não tinham sacrificado tanto os portugueses, alguns deles a passarem fome. Soluções destes governantes? Apertar o cinto! Querem mais?

  2. É a única reacção possível, Ana: rir da venalidade ridícula (e incompetente) das pessoas, chorar do trágico da situação. Mas estamos a falar de uma pequena minoria, quero crer, e de uma conjuntura. O tempo delas há-de passar.
    P.S.: Não quero dizer com isto que a política possa ser muito diferente daquilo a que assistimos. Estas coisas não acontecem, nem só aqui, nem só agora. Mas pode, sim, amaciar os traços, porque já conhecemos – e não há vinte anos – momentos mais serenos e bem mais confiantes.

  3. «Exemplos? Durão Barroso! Mais? José Sócrates ! Mais? Mário Soares»
    Ou o Deputado espanhol.
    Que esta manhã na tabacaria do bairro, se aviava com perto de 20 euros de jornais de sábado.
    Não terá levado a Hola.
    O da «moral republicana», um dos ajudantes de Guterres, na criação do pântano.
    Aliás, Pina Moura, por supuesto.
    Deputado, economista e capataz dos espanhóis, um rapaz fino.

  4. Triste mentalidade.

    Como sempre a mentalidade de escravo, serviçal, criadagem do Português, o normal e lógico seria pedir a independência e controlar o próprio destino não entregar poder a alguém ainda mais distante para continuar ainda mais à mercê de outros.

    É este tipo de raciocínio, querer um chefe a quem entregamos todo o poder, para nos livrar de preocupações que faz com que estejamos no buraco.

    Parece que não aprendeu nada com a entrada na União.

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