Entendamo-nos


Rui Rocha,

A descrição adequada para Mário Soares é a de um líder histórico e carismático da esquerda com contributos relevantíssimos para a liberdade e para a democracia que, durante o seu longo percurso político, cometeu vários erros. Infelizmente, gente atoleimada já a utilizou para referir-se a um ditador torcionário como Fidel Castro.

10 comentários em “Entendamo-nos”

  1. A polémica posterior vai rodar em torno do Panteão. Para mim merece-o, sem sombra de dúvida (tendo em consideração quem por lá habita)

  2. O CM de hoje decidiu dissertar sobre as festas passíveis de ficarem estragadas à conta da morte do dito-cujo.
    Estarão eles a prever que o champagne se esgote em todo o país?

  3. Os contributos relevantes, em especial o combate contra Cunhal, são um efeito colateral da luta pela sobrevivência politica. Soares só olhou para o seu umbigo, como aliás muitos outros fizeram.

  4. Isto é uma fixação em Fidel Castro.

    Acha que o regime político por que Soares lutou é uma ditadura comunista?

    Dá-me a sensação que a nossa direita pouco pensante começa aficar com os tiques do salazarismo:

    Existe o Dr. Salazar e os outros são comunistas.

    Ainda por cima são geralmente pessoas que não teriam lugar com o Dr. Salazar. Mas são mal agradecidos, mordem a mão que lutou por eles.

    1. Parece que há quem não consiga ler o que o autor escreve…

      Dito isto discordo do autor. Ninguém pergunta porque Rui Mateus teve de sair de Portugal. Transformando-o no único refugiado político da Democracia.

    2. “mordem a mão que lutou por eles” Really?

      Enfiou-nos na “toca do lobo” e, muito “democraticamente” nem sequer tivemos direito a Referendo como nos outros países ou seja, trataram-nos a todos como estúpidos ou foi a melhor maneira que arranjaram para não haver debates, era só para facilitar as trocas comerciais, receber subsídios até que, perdemos a soberania e, agora, votamos para um Parlamento que obedece a Bruxelas e para eurodeputados que não podem propor ou vetar Leis.

      Realmente, isso de descer ao nível dos cães que não escolhem, comem o que o dono lhes dá e mordem, está bem visto.
      Mas essa de lhe morder a mão, até ia ficando sem palavras e, mesmo que pense isso talvez, seja bom relembrar que, se mordem, também se fartaram de pagar (novamente sem escolha), uns bons milhões para a sua Fundação e outras “minudências”.
      Somos um País pequenino mas entre Câmaras e Fundações, devíamos estar no Guiness.
      No entanto, já me estou a preparar para o costume, uns dias cheios de retrospectivas históricas, numa perspectiva unilateral que promova o status quo. Preferia que durasse mais uns anos porque, ultimamente, entre bola e retrospectivas, começa a ser quase doloroso estar vivo.

      Numa coisa tenho de dar a mão à palmatória, há muitos que percebem melhor os seres humanos do que eu:
      “A História repete-se sempre, pelo menos duas vezes. disse Hegel. Karl Marx acrescentou… a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa.

      “If you tell a big enough lie and tell it frequently enough, it will be believed”- se foi ou não foi dita por Adolf Hitler, pelo menos, parece resultar.

  5. Rui Mateus foi tão exilado como José Saramago no tempo de Sousa Lara
    A Soares devemos entre outras coisas o ter posto o Socialismo na gaveta e ter defendido a não ilegalização do PCP. A este senhor e a outros como ele devemos o 25 de Novembro. Quanto à descolonização a nossa foi bem melhor que a argelina. A opção para uma descolonização mais lenta era o prolongamento da guerra ultramarina que nenhum português estava disposto a defender. Para o Panteão já e em Força. Quanto a referendos foram do mesmo tipo que os realizados em outros países – vejam -se os resultados miseráveis destes últimos que se fizeram. Vivemos em democracia parlamentar e não numa popular.

    1. Saramago ficou um pária? Não. Não houve medo.
      Rui Mateus ficou um pária.

      A descolonização na qual o PS contribuiu para os Portugueses não lutarem por algo de que estavam desde o Séx XIV, provocou mais de 1.5 milhão de mortos dos quais provavelmente umas centenas de milhar tinham sido ex.Portugueses.
      Note-se que escrevi “provavelmente” porque por esses portugueses ninguém ligou, ninguém estudou, não existem.
      Quando ler um livro de história e vier lá o número de portugueses mortos em guerra no Séc XX não estarão lá os que foram ex.portugueses e não lhes perguntaram se queriam ou não continuar a ser.

      “Quanto a referendos foram do mesmo tipo que os realizados em outros países – vejam -se os resultados miseráveis destes últimos que se fizeram.”

      Se a Democracia tiver resultados miseráveis na sua opinião também vamos acabar com ela?

  6. Chefe de bando, e bando organizado por outros.
    Digamos que lhe foi atribuido o “franchising” ibérico (único, ao tempo – 78 viu a situação modificada)) de um negócio ainda próspero na altura : SUCIAlismo.
    A Sede Alemã considerou-o o “empreendedor” mais viável…
    Com o tempo , a “actividade comercial” descarrilou, dando naquilo que está à vista.
    O que não descarrilou foi a conta bancária ( para o dizer de alguma maneira) do ungido da IS – bem pelo contrário…

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