“Em política, o que parece é, pelo que não julgo haver forma de consertar o desastroso processo de nomeação da nova equipa de gestão da Caixa Geral de Depósitos.”
“Tudo isto pode ter uma explicação razoável, pode até haver razões para o “orgulho” manifestado publicamente pelo ministro das Finanças, mas o mal está feito: este processo pareceu mostrar que continua a haver jobs para os boys e que a contenção defendida noutras instâncias não se aplica à Caixa. É o mais desastroso passo em falso do Governo desde que tomou posse.“
“Ou seja (…) a defesa “ideológica” da importância “estratégica” da Caixa não passa, com frequência, de uma falácia, pois esta é demasiadas vezes utilizada para empregar alguns companheiros e ajudar os amigos do Governo em funções. Ou, se não é, parece que é.”
“(…) a RTP tem ineficiências que custam muitos milhões de euros e que não são resolúveis mantendo a sua actual propriedade pública intocável. Era bom que o Governo clarificasse o que tenciona realmente fazer em vez de deixar a questão num limbo malsão” – José Manuel Fernandes, Público, 29 de Julho de 2011.
Alguns “socratistas” devem-se ter fartado de rir com o artigo de hoje. Eu também, mas foi só de imaginar a cara do ministro dos Assuntos Parlamentares ao ler o artigo. E de alguns bloggers que até há um mês não se cansavam de citá-lo.
