O equívoco em relação à expressão empreendedorismo, tão incensada por este governo, é que ficou colada à ideia de sucesso. Mas em rigor um empreendedor é alguém que tem ideias de negócio e que arrisca. Pode ser um mitómano sem qualquer talento para gestão e transacções comerciais, pode ser um vigarista (os grandes vigaristas são bons empreendedores), pode ser um azarado que aposta sempre no cavalo errado.
Empreendedorismo 1
Teresa Ribeiro,

um empreendedor é alguém que tem ideias de negócio e que arrisca
Exatamente. Por exemplo, um indivíduo que decide abrir um cabeleireiro, ou comprar uma carrinha para vender gelados pela rua, é um empreendedor. Mas dificilmente se pode dizer que seja com negócios desses que uma economia progredirá.
O empreendedorismo só por si de nada vale. É até mais um sinal do atraso do que do avanço de uma economia. Há muitos mais empreendedores no Bangladeche do que na Alemanha.
“Há muitos mais empreendedores no Bangladeche do que na Alemanha” – exacto. Empreendedorismo exacerbado não é dinamismo tout court, é desespero.
Exactamente é com c.
É não, era.
Ainda é e vai continuar a ser, entre a gente de bem. Entre a ralé, calculo que seja como calha aos instintos mais básicos.
O empreendedorismo não se limita ao mundo dos negócios. Há empreendedores sociais (criam associações), políticos (formam partidos, candidatam-se, …), …
Basicamente um empreendedor é alguém que “sai do sofá” e inicia algo.
Infelizmente, como diz no post, a palavra está “gasta” e muito mal conotada mas sem empreendedores nada muda.
Tem razão, mas acepção que se lhe dá, regra geral, é essa.
De acordo com a frequência do “equívoco” entre “empreendedorismo e “sucesso” – mas tal é tudo menos novo. Ainda estas férias em Portugal, uma pessoa conhecida me falava da YDreams, que era na génese fruto de iniciativa de ‘empreendedores’ do novo milénio, recebendo encómios na imprensa (por exemplo, o Nicolau do Laço no “Espesso” não se cansava da causualidade linear entre “empreendimento” e “inovação”, esta última a faceta quase ‘moral’ do sucesso) e que este ano andou (e ainda andará) a tentar salvar-se da insolvência.
Não estou de acordo é com o sentido que dá ao ‘incensar’ do governo -a este governo, como outro liderado pelo PS, dão sempre jeito “empreendedores” que acrescentem receita fiscal – este governo não se cansa de noticiar as receitas recorde, especialmente no IVA ou até as cobranças coercivas, bem mais faceis que as reducões de despesas, em grande parte tuteladas pelo tribunal constitucional ou por “direitos adquiridos” e contratos blindados para uns poucos.
Esta invocação de “empreendedorismo” a nível é assim um especie de dança da chuva hoje exarcebada a nível politico, não necessariamente por principios ideológicos, mas porque as outras fontes de receita – endividamento publico, dinheiros da “Europa”, e outras confabulações dos “crescimentistas” – são chaos exaustos. Este governo, e outros que se seguirão vão continuar nesta dança, não tanto pela coreografia, mas porque com fezada, esperam mesmo que vá continuando por ali a chover mais qualquer coisa…
O empreendedorismo é uma bandeira liberal, Jorg. Nunca se enalteceu tanto o empreendedorismo como nestes anos passistas em que tanto se incentivou os desempregados a apostar no seu próprio negócio,deixando no ar a ideia de que só fica sem trabalho quem quer e que o desemprego não é exactamente um problema para quem está disposto a sair da sua zona de conforto e arriscar num negócio.
«os grandes vigaristas são bons empreendedores» – na mouche!
Muito boa observação.
Lembremo-nos dos bancos feitos nas coxas durante estes 40 anos.
Lembremo-nos das empresas de sapatos de carros e de calças e e florezs de papel, que deixaram milhares no desemprego na segurança social, o maior empregador do país.
Os patrões e os sindicalistas destes 40 anos abrilistas deram-nos uma lição que agora só um bom empreendimento à vista: “comprá-los murchos e vendê-los tesos”.
Vá do Porto a Campo Maior em 4 horas com mulher e amigos e pague 4 € por cabeça pR ver ums papelitos.
E tome um café delta de filtro em copo de papel por 2 €
Nunca lá fui. As informações sobre as enchentes têm-me desencorajado, mas pelo que vejo na televisão os papeluchos até são giros…
Só se equivoca e reconstrói o sentido normal que se dá a empreendedorismo quem quer — com que intenções já daria para outro volume. Mas a ideia é simples e clara na origem.
A ideia é simples, mas tem sido sistematicamente associada a sucesso, sobretudo por conveniências ideológicas. E uma distorção mil vezes praticada é como a mentira: também passa a ser a modos que verdadeira aos olhos dos mais desatentos.
Nota-se o ódio Aristocrata da Esquerda aos negócios comuns e pessoas comuns quando estas não pedem nada à Esquerda e ao seu grande Projecto: Estado
Não se tornam dependentes e não contribuem para o grande projecto a regra e esquadro para a sociedade…
“os grandes vigaristas são bons empreendedores”
Os grandes vigaristas são políticos e religiosos. Ideologias que prometem o céu na terra ou fora dela, a igualdade e a pureza racial…
Nunca um grande empreendedor poderia matar milhões e ainda ter milhões de aderentes como o Comunismo ou o Islamismo.
É preciso um projecto que seja admirado para se poder matar milhões.
Empreendedores até podem ser assim: https://en.wikipedia.org/wiki/Timothy_De xter
Fazem menos mal.
A propósito de religiosos, deixe-me adivinhar: o Lucky é dos que acham que este Papa é um grande comuna, certo?
Mais uma vez não tenho resposta sua…
Mas eu respondo-lhe.
É um Marxista(não Comunista) a transformar a Igreja Católica numa mera ONG dedicada ao tempo presente e mediático. Sem História e sem Futuro.
Eheheh! Andei lá perto. Eu sabia!
Quer que lhe responda? Não tenho ódio nenhum a quem não pede nada ao Estado. E esta? Mais: odeio os chicos espertos que se servem dele. Mas claro que considero o papel do Estado essencial nas áreas sociais. Sem ele e com tão pobre cultura cívica arriscamo-nos a instalar aqui uma espécie de far west.
O comunismo nasce da inveja, não de um sentimento elevado de igualdade; o islamismo também: são filhos da escrava. Por isso se defendem mutuamente e odeiam tudo o resto que é livre e que brilha.
Quando acabarem os empreendedores eu quero ver como os outros que não são empreendedores mas vivem deles vão fazer pela vida.
Pela parte que me toca eu também sou empreendedor, optei por nada fazer e ver no que dá e estou a ver que isto só esta a piorar de modo que até agora (cada vez mais) acho que tomei a opção empreendedora correcta.
Muita areia para os olhos é o que é !
Atenção: não sou contra o empreendedorismo, pelo contrário. Irrita-me é a instrumentalização do empreendedorismo pela política.
Eu também não sou contra, limitei-me a dizer a opção que tomei em face das alternativas que tinha.
Tudo o que sirva a este governo (aos anteriores e próximos) para fazer propaganda e não FALAR VERDADE e AGIR em conformidade irá ser usado até à exaustão e até ver resulta, já resulta há 40 anos.
De acordo com o que por aqui se lê até parece que o que é preferível e ser subsídio-dependente a ir à luta.
Só que quem vai à luta por vezes triunfa, os subsídio-dependentes serão sempre e só subsídio-dependentes!
Leia o que escrevi, não tresleia.Obrigada.
Nesses subsidio dependentes também inclui os bancos, as empresas privadas monopolistas, os facilitadores de negócios, os hospitais e escolas privados que vivem de rendas proporcionadas pelo estado de modo obscuro e inflacionado (o 44 é o exemplo), ou só pensa nos desempregados que optaram por receber o seu subsidio por inteiro ao invés de arriscarem tudo em quimeras e ficarem sem nada nem poderem ter nada ?
Liberais da treta é o que é, queria vê-los a fazer pela vida sem terem as costas quentes com o estado (em dimensão nacional, local e regional) por trás.
Incluo tudo o que sobrevive à custa do que outros produzem, começo pelos partidos políticos que recebem por cada voto que têm, e por ai fora a qualquer pessoa singular ou colectiva, já desmamada, que não larga a teta.
Não falo claro de quem viveu uma vida a DESCONTAR para ter um subsidio ou reforma.