Empate no campo, vitória de Jesus no banco


Rui Rocha,

 

O clássico confirmou que nem o Porto nem o Benfica são as equipas do ano passado. O Porto tem menos ponta-de-lança e menos treinador. O Benfica está mais equilibrado. Apesar disso, o Porto entrou bem no jogo. No final da primeira parte ganhava por um golo e podia estar a ganhar por mais, perante um Benfica insuficiente. Na segunda parte, mais Benfica e menos Porto. Jorge Jesus organizou melhor a equipa e beneficiou de alguma desorientação de Vítor Pereira. Este tardou em ler o estouro de Varela e a substituição de Guarin por Belluschi tirou eficácia ao Porto. Entretanto, as melhores unidades do Benfica apareciam mais soltas. Num jogo sem roubos de igreja e sem excessos violentos (os portistas falam todavia de uma agressão de Cardozo), um empate com sabor a pouco para o Porto, razoavelmente saboroso para o Benfica e doce para o Sporting, que tem uma oportunidade única de se atravessar na luta por um título que parecia já perdido. Amargo, realmente, apenas o facto de ser preciso contratar um detective privado para descobrir um jogador português em qualquer uma das equipas.

14 comentários em “Empate no campo, vitória de Jesus no banco”

  1. Quando o I.V.A. do preço do bilhete estiver na taxa máxima ou quando os clubes respeitarem as leis fiscais ou de contribuição à S . S . olharei para isto com mais respeito

    1. Eu percebo a sua análise, Torcato. Mas, olhe que, infelizmente, o “espectáculo” que temos visto nos últimos anos noutras áreas não é muito diferente daquilo que acontece no futebol.

    2. Caro Trocato

      Então, presumo, que deve estar encantado com o jogo : Madeira Jardim F.Clube X Tansos Continentais FC… pago com a taxa máxima de “lingua de pau” e “couro e cabelo”
      Neste jogo nem Jesus nos valerá, “penso eu de que”….

    1. Viva, Sérgio. Gosto de te ver por cá. De facto, o Braga também pode beneficiar do empate. Mas, pelo que vou vendo, este ano é ainda menos candidato do que o Sporting.

  2. Meu caro Rui,

    Já há muito tempo que não tinha oportunidade de, com calma, vir apreciar os seus artigos, que são do melhor que se lê por essa blogosfera tuga.

    Em relação ao jogo (e aos protestos portistas) e entroncando com a ‘boca’ do torcato guimarães fica aqui uma peça de teatro tirada da brasileira Globo!

    Abraço

  3. Como Sportinguista este resultado é o que mais me agrada. Mas para alem do estouro do Varela na 2ª parte, o Hulk fez figura de corpo presente, e até podia ter sido expulso quando esboçou uma cabeçada a um jogador do Benfica. Melhor o Porto na 1ª parte, melhor o Benfica na 2ª. Do jogo ficam-me dois registos: o Benfica tem melhor equipa que no ano passado, e o Pereira não é treinador para o Porto; o homem estava apavorado.
    Quanto aos poucos portugueses em campo, é assim em todo o lado. Quem manda no jogo são os empresarios dos jogadores, que financiam com a tv grande parte da industria.

  4. Vou mandar uma “boca” foleira aos saudosistas do “glorioso lampião” 100% português:

    Á luz do politicamente correcto actual:

    Eusébios,Colunas e Costas Pereiras eram africanos!

    (É só para vos atazanar.. meus amigos vizinhos lampiões) !!!

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