Sim. Temos Ronaldo, Nani, Pepe e os outros todos. Incluindo nestes, aqui a pedido expresso de A Bola, o Nélson Oliveira. Todavia, sinto que nos falta qualquer coisa. E não, não me refiro ao Postiga. Não quero com isto diminuir o valor dos bravos rapazes que enfrentarão a armada espanhola, também dita invencível. Recorde-se, a propósito ou não, que disseram exactamente o mesmo da frota organizada por Felipe II (para nós o primeiro e a contragosto) e da bolha do imobiliário. E foi o que se viu. Da mesma maneira, longe de mim a intenção de apoucar a mestria táctica de Paulo Bento. A que chamam também rei do losango. Não se trata disso, claro. Mas, em 14 de Agosto de 1385 também tínhamos o Mestre de Avis, D. Nuno Álvares Pereira e uma táctica imbatível. A do quadrado. Sendo que este, se virmos bem, mais não é do que um losango que não pretende fazer-se passar por papagaio de papel. É certo que já então (isto é, em 1385) nuestros hermanos tentaram pôr em prática o famoso tiki-ataka, tendo sido repelidos pela Ala dos Namorados que aplicou no campo de batalha todos os seus vastos conhecimentos em matéria de triqui-triqui. Aqui chegados, dois ou três leitores perguntarão se será então isso que nos falta, referindo-se, claro, à garbosa Ala dos Namorados ou ao próprio triqui-triqui. Digo que não. Não faltam nas filas da selecção rapazes namoradeiros e nas bancadas uma nutrida ala composta pelas suas namoradas. O que nos falta, em verdade vos digo, é uma padeira. Afirmo-o, naturalmente, influenciado pela história. E também pelo facto ter ouvido uma intervenção da Ana Gomes há menos de 10 minutos. Daí o desafio que lanço de elegermos juntos a nova padeira. Não a de Aljubarrota, mas a da Bancarrota. Que ostentará, e a isto chama-se modernidade, uma vuvuzela ali onde a Brites segurava uma pá. Para além da referida Ana Gomes, sugiro ainda a Heloísa Apolónia (caso em que a vuvuzela poderá dispensar-se). Mas, naturalmente, estou muito interessado em registar as vossas escolhas sendo que nada tenho a opor, até porque em matéria de concursos de emprego não podemos discriminar, a que o papel de padeira possa caber a um padeiro.
Em vésperas de duelo ibérico, escolha a Padeira da Bancarrota
Rui Rocha,

Em vésperas de duelo ibérico eu continuo a achar que os grandes símbolos do iberismo são o Ruy Gomes da Silva e o Cristovão de Moura. Esses sim.
Também são futebolistas?
In a way… 😀
Misturar Rui Gomes da Silva com Cristovão de Moura, é quase como misturar Nuno Álvares Pereira com o irmão varão, Pedro Álvares Pereira, que morreu em Aljubarrota lutando pelos castelhanos.
Francisco Louçã.
Vamos acabarrr com Sérrrgio RRRamos e com o Fabrregas?
Por mim, era a Isabel Moreira.
Fortíssima, Licas, fortíssima.
Rui Rocha….no caso de serem permitidas repescagens, sugiro Odete Santos…. provocaria (digo eu) um efeito assim tipo O Gama perante o Adamastor: “Arrepiam-se as carnes e o cabelo, / A mi e a todos, só de ouvi-lo e vê-lo!”
Ah, sim. Com a Odete Santos nos seus tempos gloriosos era por goleada.
D. Januário Torgal Ferreira e não se fala mais nisso.
Registado, Rosa. Entretanto, folgo em saber que ainda não lhe caiu o “p”.
Da bancarrota? Podendo ser padeira ou padeiro? O José Castelo Branco, pois então! E não se lhe dispense a vuvuzela, não lhe vá fazer falta… estamos em época de concertos e pode andar afónica…ãh..afónico..ããh whatever!
Sim, sim. Esta coisa do género na linguagem tem os seus alçapões.
Dizia o Camilo Castelo Branco:
«Sabe-se pouco das proezas de Nuno Alvares e Mem Rodrigues. Nada referem os historiadores das apostas e porfias dos cavalleiros do Mestre de Aviz. Porém, que a forneira matou sete hespanhoes ebrios, feridos ou prostrados de fadiga, isso, que não póde ser honroso porque é vil, aprendem-o as crianças, e repetem-o adultos com desvanecimento e orgulho. Por honra da minha patria, quero crêr que a lenda da padeira de Aljubarrota é tão authentica e verdadeira como a do caldeirão de Alcobaça, apresado no arraial de D. João I de Castella.»
Assim, eu voto na actual dona do Caldeirão de Alcobaça (dá sopa para 300, em época de crise).
Registado com agrado, DaMaia.
Felicito-o, Rui Rocha, pelo seu sentido de humor e pelos seus conhecimentos de história -, apesar de não ter mencionado Brianda Pereira.:-)
Quanto a nomear alguém para essa missiva: sinto-me sem ideias. Se ainda cá estivesse a “nossa” Natália Correia…Ah, mas talvez nem com ela poderíamos contar – tenho de reler o “Somos Todos Hispanos”:-))
Vou meter uma cunha ao João Carvalho para que nos traga cá a Brianda, Maria.
Ó Rui que belo post!
Obrigado, Helena
.
Sem querer falar mal de ninguém, pensava que ao falares da Ana Gomes já estavas a falar em padeiro… De qualquer das maneiras, outro em grande forma!
Eheheheh!