Em tempo de guerra não se limpam cromados


Rui Rocha,

O país está em situação de emergência. O aumento de impostos é enorme. Reduzem-se remunerações. Os sacrifícios são brutais. Mais de 1 milhão de pessoas em idade activa está no desemprego ou vive em situação laboral de absoluta precariedade. Estamos a caminho de ter 3 milhões de portugueses em situação de pobreza. Milhares são obrigados a emigrar todos os meses. Desfazem-se famílias, vidas, deixam-se para trás memórias e amizades. Não há margem de manobra. Não há espaço para estados de alma, nem para países imaginários. Portugal está entre a espada e a parede. Pois muito bem. Há uma perguntinha que eu quero fazer. Na eventualidade de o contrato de leasing ou de AOV relativo às viaturas dos Senhores Ministros e Secretários de Estado terminar em 2013, o que é que vai ser? Teremos de novo os Audi e BMW de 70, 80 ou 120 mil euros ou, como recomenda o elementar sentido de decência no actual contexto, vamos substitui-los por uma vistosa,  prática e funcional frota de Renault Mégane? Que é como quem pergunta: resolvem isto a bem, ou vamos ter de nos incomodar, caralho?

33 comentários em “Em tempo de guerra não se limpam cromados”

  1. Caralho, vamos lá!! I´m a lady at your service!! Fear me not…
    Só quando nos estamos a afogar, é que aprendemos a
    nadar, e nadar é tão Bom!

  2. E porque nao andar de SEAT Alhambra, que alem de ser mais barato que esses carros de luxo e feito em Portugal, tem bastante espaco para as pernas dos passageiros, da para fazer uma mesa de trabalho rebatendo o banco do meio na segunda fila e ainda leva dois assessores na terceira fila? Isso sim e um carro de servico a bem da Nacao!

  3. São get7, Audis, Mercedes e BM’s topo gama, se lhes der na “gana” até blindados, para se sentirem seguros além de confortáveis e poderosos. Há dúvidas?
    Ja era tempo do P.R tomar as rédeas disto e no mínimo referendar uma coligação PS/PSD.
    Não há solução rápida para isto, com este governo e esta oposição só estamos a perder tempo e terreno, a caminhar para uma crise social desastrosa que não vai fazer nada de bom ao país e à Europa.

  4. Se, para mal dos nossos pecados, ainda lá estiverem quando os contratos caducarem, até acredito que desta vez os substituam pela tal vistosa, prática e funcional frota de Renault Mégane… sem extras!
    Vai-lhes dar um gozo colossal entregar as chaves da dita, a estrear, ao fdp* do Zorrinho.

    * fdp = fanático dos pópós

  5. Não o conheço, Rui, mas parece que “os” tem no sitio, caralho (uf, se lá em casa sabem que esta me saiu, tô fodi…) !

    1. Agora é assim. Um tipo não pode andar a dizer que é contra o AO e depois escrever em inglês. Quanto ao próximo post, nada a temer. É sobre o tamanho do multiplicador do Gaspar.

  6. É mesmo, Rui, tá tudo escrito com letra bonitinha. É caso para perguntar: Quando é que estes caralhos se aperceberão que um dia destes vamos incomodar-nos a sério?

  7. Rui, regra geral os contractos de leasing têm uma clausula que se chama “valor residual”, que pode ser 2%, 4%, etc. do valor do carrinho. Os nossos governantes podem accionar essa clausula, e ficar com os pó-pós mais uns aninhos, e fazem um figurão!
    O Zorrinho como é Catedrático da Gestão da Comunicação, seja lá isso o que for, provavelmente não sabe o que significa “valor residual” num contracto de leasing, e vai daí torrou mais 210 mil euritos em quatro pó-pós, sendo que o dele é um Audi A5, e que segundo alguns maliciosos comentadores da sua pagina do fb onde ele tentou justificar o negocio, invocando os custos da Democracia, serve entre outras coisas para o transportar a ele e à sua prole aos fins-de-semana pela a A6 que liga Lisboa a Évora e vice-versa.
    Digam lá, se isto for verdade, se não é caso para largar uma caralhada?

  8. 6 (Seis) exemplos de «austeridade»…

    1º Exemplo:

    – O Presidente dos EUA recebe por ano $400.000,00 (291.290,417 Euros);

    – O Presidente da TAP recebeu, em 2009, 624.422,21 Euros;

    – O Vice-Presidente dos EUA recebe por ano $ 208.000,00 (151.471,017 Euros);

    – Um Vogal do Conselho de Administração da TAP recebeu 483.568,00 Euros;

    – O Presidente da TAP ganha por mês 55,7 anos de salário médio de cada
    português.

    2º Exemplo:

    – A Chanceler Ângela Merkel recebe cerca de 220.000,00 Euros por ano;

    – O Presidente da Caixa Geral de Depósitos recebeu 560.012,80 Euros;

    – O Vice-Presidente da Caixa Geral de Depósitos recebeu 558.891,00 Euros;

    – O Presidente da Caixa Geral de Depósitos ganha por mês 50 anos de
    salário médio de cada português.

    3º Exemplo:

    – O Primeiro-Ministro Passos Coelho recebe cerca de 100.000,00 Euros por ano;

    – O Presidente do Conselho de Administração da Parpública SGPS recebeu
    249.896,78 Euros;

    – O Presidente do Conselho de Administração da Parpública SGPS ganha
    por mês 22,3 anos de salário médio de cada português.

    4º Exemplo:

    – O Presidente da República recebe cerca de 140.000,00 Euros por ano;

    – O Presidente do Conselho de Administração da Águas de Portugal
    recebeu 205.814,00 Euros;

    O Presidente do Conselho de Administração da Águas de Portugal ganha
    por mês 18,4 anos de salário médio de cada português;

    5º Exemplo:

    – O Presidente francês recebe cerca de 250.000,00 Euros por ano;

    – O Presidente de Administração dos CTT – Correios de Portugal, S.A.
    recebeu 336.662,59 Euros;

    – O Presidente de Administração dos CTT Correios de Portugal, S.A.
    ganha por mês 30 anos de salário médio de cada português.

    6º Exemplo:

    – O Primeiro-Ministro David Cameron recebe cerca de 250.000,00 Euros por ano;

    – O Presidente do Conselho de Administração da RTP recebeu 254.314,00
    Euros…

  9. De Espião Desconfiado:

    Meia hora atrás, à porta do Sheraton o Catroga dizia para um amigo:
    ” Eu já fiz as contas e o Défice é de 12%!”

    A que é que ele se referia? à Queda de pelos Púbicos?

  10. Eu também acho que o melhor é os nossos governantes não trocarem de carro, mantendo os actuais durante o tempo em que as despesas de manutenção sejam inferiores ao aluguer mensal de um carro novo, tipo mégane, claro. E acho mais: acho que os governantes deveriam cumprir, religiosamente, os limites de velocidade estabelecidos por lei. Sempre que um governante fosse apanhado a conduzir acima do limite, deveria pagar as multas respectivas e se a infracção desse lugar a apreensão de carta, deveria ser exonerado, sem apelo.
    Repare-se nisto: além do mais, a condução a altas velocidades faz aumentar, e muito, o consumo de combustível, que tanto faz aumentar o nosso défice.
    Vamos a eles!

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