A agência de notação Fitch avalia Portugal como não representando um risco para a zona euro – ao contrário da Grécia, sempre o mesmo fado – , porque as autoridades do nosso país estão a tentar conter a crise financeira.
Já não se suporta este permanente filme a que a Europa está ser sujeita. Não há dia em que uma das três agências de notação não desclassifique qualquer coisa, perante a imobilidade de quem tem por obrigação tomar conta do velho continente.
Uma de duas. Ou não se liga e não se propala. Ou se liga e urge fazer alguma coisa. Em que ficamos?!


(mais) Uma boa ideia para a Economia portuguesa. 012/02/02/mais-uma-boa-ideia-para-a-econ omia-portuguesa/
http://umjardimnodeserto.wordpress.com/2
”No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra.
… Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra.”
(No Meio do Caminho/
Carlos Drummond de Andrade)
Se for só uma pedra e a meio do caminho…
Perdoe-me a pedrinha que surgiu no meio do meu caminho ao postar este poema. Lá está, ele há sempre algo no meio do caminho, pois caso contrário o caminho livre não dava tanta luta.
Pretendia eu, apenas e tão-só, dizer que a “pedra” das agências de rating é uma metáfora da vida, seja dos indivíduos, seja das sociedades, e que há-de haver sempre algo que tolhe o nosso caminho/destino.
Não fora assim e seria uma absoluta felicidade infeliz.
Prefiro esta visão romântica das coisas a embrenhar-me e chafurdar no assunto, com ar sério e seráfico.
Meu caro amigo Cardos e Rosas
Eu percebi muito bem o que queria dizer. Sou uma piquena inteligente. Mas receio que as agências sejam mais do que uma pedrinha a meio do caminho…
As agências de rating estão a fazer um grande favor a Portugal. Escreva isso!
Creio compreender o sentido do seu comentário mas não estou inteiramente de acordo.
Explique lá a sua ideia.
A minha ideia é muito simples: Até à um ano atrás, em especial quando nos desceram o rating o que, de certa forma nos forçou ao pedido de ajuda externa, nós tal como grécia éramos apontados como o principal problema dentro da zona euro!
Com estes “downgrades”, a europa é obrigada a agir em bloco, como já o deveria ter feito há pelo menos ano e meio.
A única desvantagem que vejo por detrás destes “downgrades” é que podem acentuar mais a divergências, em especial nos eurocépticos.
Veja-se que na última cimeira a República Checa recuou, Polónia colocou objecções e a Finlândia barafustou.
Por este andar, quer-me parecer que vai-se deixar de discutir pactos fiscais e vai-se passar a discutir 2ºs escudos anti-missil entre polónia e república checa.
Pois caro Nelson é essa desvantagem, grande aliás, que me preocupa…
Obvia mente
Se os Estados Socialistas Ocidentais deixarem de ser junkies da dívida e não pedirem mais dinheiro emprestado as agências de rating são irrelevantes. rem-me-deste-filme-matem-o-monstro-ii/
Mas claro sem dívida não dá para a agora Direita Socialista no poder fazer isto:http://blasfemias.net/2012/02/02/ti
Mas as agências de rating indicam mal, pois há muito tempo já deveriam ter desclassificado a Europa e os EUA. Não há justificação para a França ter AA+ e só agora baixou do AAA e ainda só pela S&P, para a Alemanha continuar com AAA e os Ingleses AAA.
As centrais nucleares de Itália, mostradas nesse mapa, estão todas encerradas, depois de um referendo em 1990. Em Jun/2011 houve outro referendo que rejeitou a construção de centrais nucleares em Itália nos tempos mais (ou menos) próximos. Citando por exemplo: http://en.wikipedia.org/wiki/Nuclear_pow er_in_Italy
Quando coloquei este mapa, confesso, não pensei em centrais nucleares mas apenas num mapa da Europa.