O homem precisa do subsídio? Não. Tem necessidade dele? Não. O primeiro-ministro podia ter recusado? Podia. E seria a mesma coisa? É óbvio que sim. A ministra das Finanças podia ter sido demitida com mais elegância? Podia, mas não seria a mesma coisa.
Entrámos no “pós-socratismo” sem nunca termos saído do cavaquismo.


Eu acho justíssimo que ele peça o subsídio.
Por que raio é que ele, lá por não ser de Lisboa, há de ter que ficar a ganhar menos do que um seu colega que ocupe uma posição do mesmo nível mas já tenha casa em Lisboa?
Se o subsídio está previsto na lei e se a lei é justa, então ele deve ser concedido.
Sou pela exigência do cargo de ministro. A exigência passa pelo escrutínio severo ao trabalho destes não à sua justa remuneração. Um mau ministro que dispensa o subsídio é melhor?
Se o homem vive longe de Lisboa e o cargo que vai ocupar é sempre temporáriro e provisório é justo que se pague o subsídio. Pode-se discutir o valor do mesmo mas não o seu direito. E nem me parece correcto que tal assunto deva merecer despacho do primeiro ministro.
Como sabe se o homem tem necessidade ou não?