Em Maputo, o temor da guerra


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Um blog não é jornal, e decerto que a comunicação social já estará em cima do assunto. Mas serve, o blog, de catarse. Olho o telefone, deixado em silêncio, e está cheio de mensagens, alarmadas, o temor da escalada. Dizem, perguntam, lamentam, que hoje à tarde a base Sadjujndira, onde o presidente da Renamo, Dhlakama, tem residido, foi atacada e destruída. O líder oposicionista, cujas forças há alguns meses encetaram algumas movimentações belicosas contra as forças estatais, fugiu do local. E a paz, esse bem supremo, está em perigo.

5 comentários em “Em Maputo, o temor da guerra”

  1. Péssimas notícias, numa altura em que Moçambique vinha sendo finalmente referido como um caso de relativo sucesso político, económico e até social no continente africano.

    1. Talvez por isso mesmo, Pedro.

      JPN, espero que tudo se resolva da melhor forma porque o fantástico povo moçambicano merece paz e prosperidade.

      1. Faço naturalmente meus os seus votos, Luís. E daqui envio um abraço muito especial ao nosso caro JPT. Há ligações naturais entre Portugal e Moçambique, pela cultura, pela língua, pelos afectos. Maputo é uma cidade que se ama à primeira vista. Mesmo quem nunca lá foi sente um especial carinho por aquela terra, também pelo que ela nos foi dando e nos permitiu intercambiar em tantos valores humanos, em domínios tão diversos que vão das artes ao futebol.
        (Eusébio, Juca, Mário Wilson, Coluna, Hilário, Costa Pereira, Maluda, Malangatana, Pancho Guedes, Rui Knopfli, Reinaldo Ferreira, Eugénio Lisboa, Ruy Guerra, Patraquim, Mia Couto, Honwana, JP Borges Coelho e tantos, tantos mais)

  2. …não haverá nada de especial e porquê??????
    simplesmente porque os americanos já lá estão a sacar o deles e neste momento não lhes interessa guerra, logo não a haverá.
    cumprimentos.

  3. Esperemos para bem de Moçambique que não ressurja a guerra, mas acho isso improvável. A a partir do momento em que a Renamo faz ações belicosas contra o governo (às quais, obviamente o governo tem de responder, como respondeu), é mais que evidente que querem causar uma nova guerra civil. Só ainda não percebi que conceito é este em África de que é preferível deter o poder dum país destruído do que deixar aos outros o poder de um país que começa a prosperar. Há de haver quem compreenda, eu não consigo

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