Em inglês…


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(Postal no meu mural de Facebook)

Muito me abespinha esta mania cada vez mais generalizada, a de usar breves frases em inglês para enfatizar. E lá vêm o “amo-te”, “é a vida”, “belo ocaso”, “festa divertida”, “esplêndida Lua”, “tão giro”, etc. Tudo isso botado em inglês. E isto não é para comunicar com o mundo mais amplo, na língua franca, nem para mostrar dotes linguísticos. É mesmo a parvoíce de pensar que inglês reforça o sentido…

11 comentários em “Em inglês…”

  1. Outras vezes são as expressões idiomáticas inglesas vertidas atamancadamente à letra para português à boleia do Google Tradutor, como o execrável «no fim do dia» que passou a polvilhar todas as intervenções das bempensâncias. Já para não falar no «estado da arte».
    Como aqui escrevi algures, falta pouco para ouvirmos os mesmos (e outros) dizerem «chovem gatos e cães» em noites de aguaceiro.

    1. Esse “ao fim do dia” invadiu esta noite… Mas tem justificação, por dizer-se – como antes se dizia – “ao fim e ao cabo” logo seria condenada pelos identitaristas, remetendo a expressão (se correcta se incorrectamente isso pouco lhes importaria) para o vil linguajar dos opressores navegadores…

  2. Um colega meu costuma dizer, quando uma senhora está enervada, que ” está com as velinhas”. Ao princípio nem liguei pensei ser alguma gíria da margem sul. Um destes dias voltou com as velinhas à conversa, e resolvi finalmente perguntar o que é que ele queria dizer com aquilo. Olhou para mim com olhar de quem está a ser condescendente com uma pessoa idosa, e perguntou se eu nunca tinha ouvido dizer ” Red sails in the sunset”. Ok. Olha, piqueno, Entende como quiseres, mas traduzir à letra e abreviar, é do mais idiota que há”. Amofinou.

  3. Embora esteja de acordo, os meus amigos estrangeiros
    que me visitam em Portugal, ficam sempre surpreendidos
    que até nos lugares mais remotos, existem sempre pessoas
    que falam francês ou inglês e até alemão.
    Dizem que se deve ao facto de termos andado por todo o mundo.
    Aqui ao lado os nossos hermanos não falam outra coisa que o espanhol
    e se os turistas não gostam é o último dos seus ( deles ) problemas.
    A mim dá-me um certo prazer que eles apreciem .
    ( fugi um pouco ao tema “sorry” )

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