Se o primeiro homo sapiens existiu no continente africano, como a teoria prevalecente na paleoantropologia contemporânea vem acentuando, somos todos afrodescendentes. Ou não?
Em diálogo comigo mesmo
Pedro Correia,
Se o primeiro homo sapiens existiu no continente africano, como a teoria prevalecente na paleoantropologia contemporânea vem acentuando, somos todos afrodescendentes. Ou não?
Só se formos escuros/pretos/negros/ de cor
(não sei qual o termo não ofensivo)
https://abcnews.go.com/US/story?id=75672 91&page=1
(quem não se lembra desta)
De cor somos todos. Excepto os albinos.
(Haverá racismo anti-albinos? Tenho lido quase nada sobre o tema.)
Sim. Tem havido noticias sobre os albinos, numa região de África, que são raptados e molestados por serem possuidores de demónios.
Muito racismo sobre albinos. Próximo de nós em Moçambique por exemplo. Depois o corpo é desmembrado e as partes vendidas a curandeiros.
http://opais.sapo.mz/individuos-que-assa ssinaram-menor-albina-em-nampula-condena dos-a-20-anos
lucklucky
Tendo em conta que a maior parte do pessoal acha que em África só nascem pessoas negras? Não!
Vá lá dizer a qualquer português que se estudassem a sua arvore genológica ficaria admirado com o facto de ter sangue árabe, africano, que a quantidade de vitupérios atingiriam um valor mais elevado que o PIB nacional.
Não vão conseguir educar um povo! O outro fez bem o seu trabalho….
Maria Lopes
Com tantos séculos de presença em África, presumo que muitos portugueses (incluindo eu) encontrariam, na sua árvore genealógica, sangue africano em antepassados muito mais próximos do que o que poderia imaginar.
Sim, somos!
Também tenho essa convicção, Cristina.
Sim! absolutamente sim!
África, terra MÃE.
Suprema ironia da nossa era,
Que da mesma EVA,
Nos corra o sangue na nossa veia.
Terra-mãe, continente-pai.
A menos que seja hermafrodita.
Jardim do Éden. Pecado original.
Cumpts.
Seria algures em África?
Claro que não. Como explicam a tez amarela e olhos em bico ? o que há de especial na Ásia que necessitasse essas características ?
a ciência , como forma humana de ver o mundo , também está cheia de mitos.
Então?
Não sabe a razão da tez amarela e os olhos em bico dos asiáticos?
E também há asiáticos de tez escura como os indianos, malaios, filipinos e de outras as regiões insulares.
Mas não só na Ásia, também vamos encontrar as mesmas caracteristicas nos esquimós e nos índios da América do norte e do sul.
Mas tudo começou em determinado local de África estendendo-se, depois, ao longo de milhares de anos., praticamente, por todas as regiões da da Terra.
Já não dúvidas, está cientificamente provado.
Então somos todos afrodescendentes, não só alguns. Era o que eu supunha.
Incluindo a Joacine e o Ventura??
Talvez , estas coisas fazem-me sempre lembrar um conto de Umberto Eco , no “diário mínimo”…
Cara Marina.
São só precisos dois mil anos para as características humanas se metamorfosearem de acordo ao meio ambiente.
Isto porque somos na natureza o animal que mais se esforça pelo aproveitamento de recursos.
Os outros não. Desde sempre uns pastaram, outros mastigaram-nos de modo que está, como sempre esteve, tudo bem sem necessidade de mudanças.
É isso. E, se recuarmos um pouco mais, somos todos poeira de estrela.
Não há peneiras que nos valham.
Isto anda tudo ligado.
Vocês não sei mas eu venho das pedras leonesas de Trás-os-Montes. Qual África qual carapuça.
Muito antes disso tivemos antepassados comuns do Médio Oriente.
Somos praticamente primos.
Creio que nem se discute, Pedro.
África é nossa, Maria Dulce.
Às vezes trabalho como um preto… espera lá, trabalho como um preto ou sou um mouro de trabalho?
Estou confuso. A escravatura fiscal perturba-me e lança em mim a dúvida.
Preto, mouro, mouro, preto, preto, mouro, mouro, preto, …
Smoreira
Por acaso não acredito nessas filogéneses e muito menos na sua utilidade ideológica, é mais um reflexo da simpatia obrigatória que toda a gente tem de ter com África senão ai ai são uns racistas.
Isso de a vida ou as espécies serem sempre originárias num ponto único exclui sempre o resto dos mundos possíveis e as chances de uma única família de criaturas ter sobrevivido e engendrado todas é uma probabilidade muito diminuta. Um fenómeno que ocorre num sítio pode muito bem ocorrer num espaço de tempo aproximado noutro sítio (e presumo que a possibilidade de isso acontecer é substancialmente maior do que não acontecer), sobretudo se pensarmos que nessa lógica de vir tudo de um ponto único original que não haveria peixes ou anfíbios se estes tivessem evoluído dali para outras criaturas para um primeiro homem-rã tipo Barack Obama. É bonito mas isso da espécie ter começado em África e a-ha! somos todos iguais é só mais umas quotas à hollywood para meter os blacks à força e justificar a ideia de que foram espoliados de qualquer coisa.
Somos todos iguais porque há Lei Romanas (que muitos tentam facilitar para que outros não tenham de as cumprir) não é por causa da biologia, nem de leis tribais. Aliás, lembrem-se que a igualdade é uma invenção e uma praxis moderna dos Europeus, mas mais ninguém acredita nisso.
Subscrevo a sua opinião.
O homem de ciência , tal e qual como todos os outros , quando não sabe, inventa.
O que a ciência nos pode dizer ou profetizar , é como a espécie humana vai acabar , dado ser o principal instrumento da sua extinção… nunca poderá explicar como apareceu, nesse capitulo está ao nível da religião ou mitologia.
No estado actual da ciência, duvidar da origem africana da nossa espécie (em todas as suas variantes), seria como voltar à discussão sobre se a terra é redonda.
Somos todos afrodescendentes, pois.
Sim…e se recuarmos, mais, somos todos bacterio-descendentes…e se recuarmos mais…somos todos irmãos.
Inversamente: se avançarmos mais, seremos todos bacteriodependentes.
Daí os naturais limites ao “progresso” no que se refere à história humana.
Razão tinha o outro, que aludia ao eterno retorno.
Ouvi dizer que temos mais bactérias intestinais do que células no corpo.
Devíamos mais frequentemente lembrarmo-nos destas interdependências.
A ideia do Eterno Retorno, do outro, era assustadora. Esta de que falo (falamos) é menos medonha. É bela.