Em diálogo comigo mesmo


Pedro Correia,

Se o primeiro homo sapiens existiu no continente africano, como a teoria prevalecente na paleoantropologia contemporânea vem acentuando, somos todos afrodescendentes. Ou não?

32 comentários em “Em diálogo comigo mesmo”

      1. Sim. Tem havido noticias sobre os albinos, numa região de África, que são raptados e molestados por serem possuidores de demónios.

  1. Tendo em conta que a maior parte do pessoal acha que em África só nascem pessoas negras? Não!
    Vá lá dizer a qualquer português que se estudassem a sua arvore genológica ficaria admirado com o facto de ter sangue árabe, africano, que a quantidade de vitupérios atingiriam um valor mais elevado que o PIB nacional.
    Não vão conseguir educar um povo! O outro fez bem o seu trabalho….
    Maria Lopes

    1. Com tantos séculos de presença em África, presumo que muitos portugueses (incluindo eu) encontrariam, na sua árvore genealógica, sangue africano em antepassados muito mais próximos do que o que poderia imaginar.

  2. Sim! absolutamente sim!

    África, terra MÃE.
    Suprema ironia da nossa era,
    Que da mesma EVA,
    Nos corra o sangue na nossa veia.

  3. Claro que não. Como explicam a tez amarela e olhos em bico ? o que há de especial na Ásia que necessitasse essas características ?
    a ciência , como forma humana de ver o mundo , também está cheia de mitos.

    1. Então?
      Não sabe a razão da tez amarela e os olhos em bico dos asiáticos?
      E também há asiáticos de tez escura como os indianos, malaios, filipinos e de outras as regiões insulares.
      Mas não só na Ásia, também vamos encontrar as mesmas caracteristicas nos esquimós e nos índios da América do norte e do sul.
      Mas tudo começou em determinado local de África estendendo-se, depois, ao longo de milhares de anos., praticamente, por todas as regiões da da Terra.
      Já não dúvidas, está cientificamente provado.

    2. Cara Marina.
      São só precisos dois mil anos para as características humanas se metamorfosearem de acordo ao meio ambiente.
      Isto porque somos na natureza o animal que mais se esforça pelo aproveitamento de recursos.
      Os outros não. Desde sempre uns pastaram, outros mastigaram-nos de modo que está, como sempre esteve, tudo bem sem necessidade de mudanças.

  4. Às vezes trabalho como um preto… espera lá, trabalho como um preto ou sou um mouro de trabalho?

    Estou confuso. A escravatura fiscal perturba-me e lança em mim a dúvida.

    Preto, mouro, mouro, preto, preto, mouro, mouro, preto, …

    Smoreira

  5. Por acaso não acredito nessas filogéneses e muito menos na sua utilidade ideológica, é mais um reflexo da simpatia obrigatória que toda a gente tem de ter com África senão ai ai são uns racistas.

    Isso de a vida ou as espécies serem sempre originárias num ponto único exclui sempre o resto dos mundos possíveis e as chances de uma única família de criaturas ter sobrevivido e engendrado todas é uma probabilidade muito diminuta. Um fenómeno que ocorre num sítio pode muito bem ocorrer num espaço de tempo aproximado noutro sítio (e presumo que a possibilidade de isso acontecer é substancialmente maior do que não acontecer), sobretudo se pensarmos que nessa lógica de vir tudo de um ponto único original que não haveria peixes ou anfíbios se estes tivessem evoluído dali para outras criaturas para um primeiro homem-rã tipo Barack Obama. É bonito mas isso da espécie ter começado em África e a-ha! somos todos iguais é só mais umas quotas à hollywood para meter os blacks à força e justificar a ideia de que foram espoliados de qualquer coisa.

    Somos todos iguais porque há Lei Romanas (que muitos tentam facilitar para que outros não tenham de as cumprir) não é por causa da biologia, nem de leis tribais. Aliás, lembrem-se que a igualdade é uma invenção e uma praxis moderna dos Europeus, mas mais ninguém acredita nisso.

    1. Subscrevo a sua opinião.
      O homem de ciência , tal e qual como todos os outros , quando não sabe, inventa.
      O que a ciência nos pode dizer ou profetizar , é como a espécie humana vai acabar , dado ser o principal instrumento da sua extinção… nunca poderá explicar como apareceu, nesse capitulo está ao nível da religião ou mitologia.

  6. No estado actual da ciência, duvidar da origem africana da nossa espécie (em todas as suas variantes), seria como voltar à discussão sobre se a terra é redonda.

    1. Inversamente: se avançarmos mais, seremos todos bacteriodependentes.
      Daí os naturais limites ao “progresso” no que se refere à história humana.
      Razão tinha o outro, que aludia ao eterno retorno.

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