“Ao todo, 16 membros do Governo de Passos Coelho assistiram com particular atenção ao desmoronar do império Espírito Santo. Alguns têm contas acima de 100 mil euros no BES. Juntos, têm um milhão de euros em aplicações, fundos, carteiras, banca-seguros e títulos. Um exemplo da importância dos biombos é a decisão tomada em Conselho de Ministros em plena crise do BES: até onde se deveria proteger quem tinha poupanças no BES? Todos os depositantes ou só os que tinham menos de 100 mil euros, como estipula o novíssimo regulamento europeu? O Governo decidiu que tanto os pequenos como os grandes depositantes deveriam ficar a salvo“. Editorial, Público, 27/10/2014
Juízes todos somos, uma vez ou outra, na vida. A começar quando julgamos aquilo que nos diz respeito. E nessas alturas somos juízes em causa própria. Com transparência. Porque decidimos e assumimos o risco da decisão. Seja na escolha da profissão ou na escolha do cônjuge. A situação é diferente quando se decide uma intervenção num banco e há membros desse mesmo Governo que vai decidir a intervenção, e o respectivo modelo, que têm contas superiores a cem mil euros na instituição em risco. Aqui o risco corre por conta de terceiros, dos contribuintes, ou por outros que sejam chamados a entrar com a massa. No fim safar-se-ão todos. Os pequenos, os assim-assim e os grandes. Os que decidiram e estavam com o seu dinheiro em risco também. Alguém há-de ficar para pagar a factura. No escuro.

O Freitas é um pobre e mal-agradecido:
“Diogo Freitas do Amaral é o ministro mais rico do Governo de José Sócrates. De acordo com as declarações de património apresentadas no Tribunal Constitucional, que o DN consultou, o primeiro- -ministro, pelo contrário, foi dos ministros que entregou uma declaração de IRS mais modesta, apesar de ser dono de um apartamento num dos edifícios mais luxuosos do de Lisboa e ter, na garagem, um carro vintage – Mercedes230 SL.
No Governo que tomou posse há dois meses, não há muitos ministros que se possam, com propriedade, considerar ricos. Freitas é-o seguramente, não só pelo rendimento declarado (quase todo proveniente do seu trabalho como profissional liberal – os seus pareceres como jurista são dos mais requisitados do País), como pelo generoso património que apresenta, no qual se destaca uma carteira de participações financeiras gerida pelo BES, cuja composição o ministro não detalhou, apesar das regras do Tribunal Constitucional exigirem a identificação da “espécie, tipo, quantidade e valor nominal” de cada aplicação financeira. No património de Freitas notam-se ainda os bens imobiliários, que incluem uma vivenda na Quinta da Marinha, um monte no Alentejo e a co-propriedade duma quinta em Guimarães, constituída por casa, dependência e terrenos agrícolas e florestais com mais de 253 metros quadrados. Curiosamente, a casa onde o ministro vive com a mulher, na Rua da Escola Politécnica, pertence aos quatro filhos do casal.”
DN, Maio de 2005
No próximo ano até vais ganir, a sede que os xuxas devem a ter a pessoas como você deve ser tanta…..no meio que se lixa mais uma vez (ou não) é o mexilhão.
Agradecia o favor de Vexa. fazer o favor de me elucidar se me trata por “tu” ou por “você”. Muito obrigado a Vexa.
Até ver os indicios são assustadores – ainda ninguém foi preso apesar dos factos inegáveis(desobediência a ordens directas do regulador) -pode ser do citius!!, nem foram bens congelados -porque se espera que alguém pague a despesa?. A ver vamos diz o cego.
http://observador.pt/2014/10/25/manuel-p inho-exige-mais-de-dois-milhoes-de-euros-a o-bes/
http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/n uno-godinho-matos-seis-anos-entrei-mudo-s aia-calado-bem-todos-os-administradores
Não seria muito mais fácil aos que tinham dinheiro no BES tirá-lo de lá, e depois deixá-lo ir pró cano, como parece que é defendido pela “gauche-chic”?
Esta vontade que as coisas corram mal no “affair” BES, chega a ser esquizofrénica.
Os media portugueses, quiçá para esconder cumplicidades passadas, criticam muito mais os que tiveram de resolver o problema, do que os que criaram.
Como dizia o outro: é “estordinário”!
Que os jornalistas do Público façam investigação jornalística, acho muito bem. Que, com alguns dados verdadeiros, avancem para a insinuação de que os membros deste governo decidiram em causa própria, no caso da intervenção no BES, acho muito mal.